A polilaminina virou tema de diferentes trends nas redes sociais nos últimos dias com imagens de pacientes com lesão medular na academia. Apesar disso, Tatiana Sampaio, que lidera a pesquisa, diz que substância pode ser uma esperança, mas ainda não é certeza.

Ela conseguiu bons resultados em animais e, posteriormente, em um pequeno grupo de pessoas. Isso levou à parceria com um laboratório nacional e à aprovação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para o início da pesquisa que deve responder:
A polilaminina funciona mesmo como tratamento para pessoas com lesão medular aguda?
Em entrevista ao g1, a pesquisadora explicou que o que ela apresenta ao país hoje é uma substância com a promessa de se tornar uma medicação, mas que ainda há um longo caminho a percorrer.
Ainda não é um feito, é uma promessa de tratamento. No dia em que ele estiver registrado, as pessoas usarem e todas elas recuperarem a função, se todo mundo voltar a andar, aí sim fizemos uma revolução.
— Tatiana Sampaio, que liderou a pesquisa sobre a polilaminina
O cuidado de Tatiana existe porque ainda é necessário cumprir todo o processo exigido para que uma substância prove que é segura e eficaz.
➡️ E você pode se perguntar: mas e o caso de Bruno Drummond, que sofreu um acidente com lesão medular em 2018, aplicou polilaminina e hoje faz até musculação?
O que especialistas explicam é que há evidências de que até 30% dos pacientes com lesão medular aguda podem recuperar algum grau de movimento mesmo sem a droga, dependendo do tipo de lesão e da resposta individual.
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Bruno Drummond, que sofreu um acidente com lesão medular aguda em 2018 e aplicou polilaminina — Foto: Divulgação/@bfdrummond
No g1 conta o que se sabe sobre o tratamento, quais são as possibilidades, em que fase está a pesquisa e o que pensam sobre a substância especialistas que lidam com pesquisas clínicas e pacientes com lesão medular.
Publicado no G1
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