27 de fev. de 2026

Juiza recebeu R$ 709 mil de salarios em 2005 e critica o projeto dos penduricalhos do ministro Dino do STF

Juíza que criticou falta de “lanche” no Judiciário recebeu R$ 709 mil em salários em 2025
Presidente de associação de magistrados participou de julgamento no STF sobre penduricalhos
27 de fevereiro de 2026, 10:48 h

A juíza do Trabalho aposentada Cláudia Márcia de Carvalho Soares (Foto: Reprodução)

247 - A juíza do Trabalho aposentada Cláudia Márcia de Carvalho Soares, presidente da Associação Brasileira de Magistrados do Trabalho (ABMT), recebeu R$ 709 mil líquidos em salários ao longo de 2025, segundo dados públicos do Conselho Nacional de Justiça. A informação foi divulgada inicialmente pela CNN Brasil.

Os valores vieram à tona após a magistrada participar de sessão do Supremo Tribunal Federal (STF) que discute a legalidade dos chamados “penduricalhos” — verbas indenizatórias utilizadas para elevar remunerações além do teto constitucional do funcionalismo público.De acordo com o Painel de Remuneração do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), Cláudia Márcia, aposentada do Tribunal Regional do Trabalho da 1ª Região (TRT-1), teve o maior pagamento registrado em dezembro de 2025, quando recebeu aproximadamente R$ 128 mil líquidos.

Os registros também indicam dispensa da cobrança de Imposto de Renda, benefício normalmente concedido a pessoas diagnosticadas com doenças graves

.A repercussão ocorreu após a magistrada defender, durante sustentação oral no STF, a manutenção de benefícios recebidos por integrantes do Judiciário.

Em sua fala, ela argumentou que juízes e desembargadores não possuem vantagens significativas."Juiz de primeiro grau não tem carro, paga do seu próprio bolso o combustível, o carro financiado, enfim. Não tem apartamento funcional, não tem plano de saúde, não tem refeitório, não tem água e não tem café", afirmou.

Na sequência, acrescentou uma declaração que ganhou ampla repercussão nas redes sociais e no meio político:

"Desembargador também tem quase nada, a não ser um carro, mal tem um lanche".

Julgamento dos penduricalhos
O caso analisado pelo STF envolve a decisão de confirmar ou não medidas cautelares tomadas pelos ministros Flávio Dino e Gilmar Mendes, que suspenderam pagamentos de verbas indenizatórias não previstas em lei.Essas parcelas adicionais — conhecidas como penduricalhos — são frequentemente utilizadas para ultrapassar o teto constitucional do funcionalismo público, atualmente fixado em R$ 46.366,19 mensais.

O julgamento teve início com a apresentação de sustentações orais de entidades representativas, sem votação dos ministros. A expectativa é que o plenário retome a análise nas próximas sessões.

Ao abrir os trabalhos, o presidente da Corte, ministro Edson Fachin, classificou o tema como um dos principais desafios institucionais do tribunal. Segundo ele, o pagamento de valores acima do teto representa uma questão “tormentosa” que “impõe resposta célere” do STF.

Debate sobre remuneração pública

O julgamento ocorre em meio ao aumento da pressão por maior transparência e controle sobre os salários do funcionalismo, especialmente no Judiciário. Críticos afirmam que os penduricalhos distorcem o limite constitucional e transformam o teto salarial em referência mínima de remuneração.Por outro lado, associações de magistrados sustentam que diversas verbas possuem caráter indenizatório e seriam necessárias para compensar despesas relacionadas ao exercício da função.


A decisão final do STF deverá definir parâmetros nacionais sobre a legalidade desses pagamentos e pode impactar diretamente a estrutura remuneratória de magistrados e servidores públicos em todo o país.

Postagem no Brasil247

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Laís Gouveia

26 de fev. de 2026

A volta do orgulho de ser brasileiro, por Luís Nassif

Lucas fez tudo o que caracteriza o brasileiro-raiz: a emoção com o hino, os passos de samba, e a compreensão da importância da diversidade.



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Resumo da notícia ​


Primeiro, Wagner Moura desfilando o modo de ser brasileiro nos programas de maior audiência dos Estados Unidos. Antes, Kleber Mendonça desfilando em Cannes, ao som de um frevo pernambucano.


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E, agora, o brasileiríssimo Lucas Pinheiro Braathen, campeão das Olimpíadas de Inverno, filho de norueguês com brasileiro – pela mistura, uma autêntica familia brasileira – emocionando-se até as lágrimas com o Hino Nacional Brasileiro e enaltecendo a diversidade de raças e culturas do Brasil, como o grande fator que ainda irá transformá-lo em um grande país.

Os vira-latas de Miami, os articulistas especializados em menosprezar o país, os analfabetos funcionais, incapazes de entender o milagre da diversidade brasileira, todos serão jogados no Sexto Círculo do Inferno de Dante, destinado aos que não conseguem enxergar a alma de um país.

Lucas fez tudo o que caracteriza o brasileiro-raiz: a emoção com o hino, os passos de samba, e foi além, com uma compreensão da importância da diversidade brasileira.

O Brasil está renascendo. No meio das chuvas ácidas de desprezo pelo país, caindo das colunas de jornais, renasce a alma brasileira.
família brasileirakleber mendonçalucas pinheiro braathenolimpíadas de invernowagner moura


Luis Nassif
Jornalista, com passagens por diversos meios impressos e digitais ao longo de mais de 50 anos de carreira, pelo qual recebeu diversos reconhecimentos (Prêmio Esso 1987, Prêmio Comunique-se, Destaque Cofecon, entre outros). Diretor e fundador do Jornal GGN.


Por Luis Nassif
19/02/26 • 07:05

O Brics Pay sistema de de pagamentos entre os paises dos Brics

O BRICS Pay deixou de ser ideia distante e virou estrutura concreta. Não é uma “moeda única” do bloco, como muitos imaginam, mas um sistema de pagamentos que conecta os países do BRICS para que negociem entre si usando suas próprias moedas. Isso muda muita coisa. Significa menos dependência do dólar nas transações internas e mais autonomia para economias que representam uma fatia gigantesca da população e do comércio mundial.

O projeto ganha peso porque nasce inspirado no PIX brasileiro, que já provou na prática que pagamentos instantâneos podem funcionar em larga escala. O BRICS Pay usa tecnologia blockchain, promete processar milhares de transações por segundo e conectar bancos centrais e instituições financeiras dos países membros. A lógica é simples e estratégica: real, yuan, rúpia e outras moedas podem circular diretamente entre os parceiros, sem precisar passar pelo dólar como intermediário obrigatório.
Aqui entram dois nomes centrais. Lula, no plano político, sustenta a narrativa de que o Sul Global precisa mudar a lógica da economia mundial e negociar em condições mais equilibradas. Dilma Rousseff, à frente do Novo Banco de Desenvolvimento, dá base institucional ao projeto, organizando essa engrenagem financeira dentro do próprio bloco. Um articula, a outra estrutura.
Com a expansão do BRICS e a entrada de novos membros relevantes em energia e comércio, o sistema ganha ainda mais sentido. Não é um movimento explosivo de curto prazo, mas uma construção gradual que pode alterar a dinâmica das transações internacionais ao longo dos próximos anos. O BRICS Pay não é discurso. É infraestrutura. E infraestrutura, quando funciona, redefine poder.

Publicado por Emir Sader no Facebook

25 de fev. de 2026

O caso Marielle: O Bolsonaro ou seu filho Carlos estão envolvidos ou não ou a justiça falhou novamente?

Caso Marielle: O fracasso do sistema de justiça, por Luís Nassif
Em suma, poucas vezes um crime apresentou tal número de evidências. O que ocorreu, então, para essa passada de pano geral?Depois de anos de investigações, o julgamento do assassino de Marielle se baseia em uma delação premiada de Ronnie Lessa, o vizinho de Jair Bolsonaro.




É um embuste, do qual participaram o Ministério Público Estadual do Rio de Janeiro, a Polícia Civil do Rio e a Polícia Federal. É de um primarismo tão eloquente, que suscita a questão que interessa: quem está por trás desse jogo, a ponto de exigir tanta simulação?

A lógica da acusação é precária.

O assassino apontou os irmãos Brazão como mandantes.

Mas tinha que se providenciar uma relação de causalidade.

Veio a história, então, de que Marielle era contra a aprovação da regulamentação de terrenos que interessavam à família.

Mas a Câmara aprovou. Então qual a razão de terem comandado o assasinato.

Não tem a menor lógica. Era óbvio que a morte de uma vereadora, mulher e combativa, traria os olhos do país e do mundo para o episódio. Não é preciso de nenhum tirocínio agudo para se chegar a essa conclusão. A troco de quê os Brazão iriam transformar uma disputa local em caso nacional?

Vamos aos fatos objetivos:O porteiro do Vivendas da Barra disse que o motorista que entrou, para pegar Ronnie Lessa, pediu para ligar na casa de Jair Bolsonaro. O Jornal Nacional deu a matéria. Do exterior, Jair gravou um vídeo dizendo que, naquele dia estava em Brasilia.
Mostramos aqui, no GGN, que o sistema de telefonia do condomínio permitia transferência de ligação para telefone celular. Logo, o álibi de Bolsonaro era furado.
Carlos Bolsonaro sistentou que passou todo o dia da morte de Marielle na Câmara de Vereadores. Mostramos, aqui, um vídeo dele, com o sistema de telefonia do condomínio, clicando nas diversas chamadas, para tentar mostrar que não havia nenhuma para a casa do pai. Acabou mostrando uma chamada para a sua casa. “Seu Carlos, é seu Uber”, disse o porteiro. Horas? 17 horas, justamente a hora que terminou a reunião de Ronnie Lessa que, naquele mesmo momento, saiu para executar Marielle.
Mostramos aqui que, logo após o assassinato, o interventor do Rio de Janeiro, general Braga Neto, afirman do que já tinham chegado aos mandantes, mas nada falaria para não atrapalhar as investigações. Depois, nada mais disse.
No final do ano, o general Villas Boas celebrou o pacto entre Braga Neto e Bolsonaro, pelo qual Braga Neto assumiu a chefia da Casa Civil. E ainda afirmou que o país foi salvo por três pessoas: Bolsonaro, Sérgio Moro e Braga Neto.

Em suma, poucas vezes um crime apresentou tal número de evidências. O que ocorreu, então, para essa passada de pano geral?

O Ministério Público Estadual do Rio, ao menos a equipe que investigava o caso, demonstrou desde o começo simpatia pelo bolsonarismo. A ponto de não apenas ignorar o fato de Carlos Bolsonaro ter se apossado de uma prova – o sistema de telefonia do condomínio – como sustentar que foi feita uma perícia, em meio dia, para assegurar que nada foi alterado no equipamento. Perícias nesse tipo de equipamento não duram menos de dois dias.

A PF foi acionada pelo então Ministro Sérgio Moro exclusivamente para intimidar o porteiro do prédio. E nunca mais se ouviu falar dele, mostrando o fracasso do jornalismo carioca. A Polícia Civil do Rio foi acusada, desde o início, de desviar o foco das investigações.

Depois disso, houve a morte de Adriano da Nóbrega, uma autêntica queima de arquivo, de Gustavo Bebianno.

Em suma, o caso Marielle significa a falência de todo o sistema de investigação do país, da Polícia Federal ao MPE do Rio e ao MPF

Publicado no jornal GGN do jornalista Luis Nassif
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24 de fev. de 2026

Programa Minha Casa Minha Vida bate record histórico

Minha Casa, Minha Vida soma R$ 330 bilhões em investimentos e bate recorde histórico
Programa habitacional alcança 2,2 milhões de contratos desde 2023 e deve chegar a 3 milhões até o fim do ano


Jader Filho (Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil)

247 - O governo Lula (PT) já investiu R$ 330 bilhões no programa Minha Casa, Minha Vida desde 2023, entre moradias subsidiadas e financiadas, consolidando o maior volume de recursos já destinado à habitação no país. As informações foram divulgadas pelo ministro das Cidades, Jader Filho (MDB), nesta terça-feira (24), durante participação no programa Bom Dia, Ministro, transmitido pelo Canal Gov, da Empresa Brasil de Comunicação (EBC).

De acordo com o ministro, o programa atingiu neste mês a marca de 2,2 milhões de moradias contratadas em todo o território nacional. “Nestes três anos nós já estamos chegando a R$ 330 bilhões investidos na habitação no Brasil pelo Minha Casa, Minha Vida. É o maior investimento da história do nosso país”, afirmou.


Jader Filho destacou ainda que a meta inicial estabelecida pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva era de 2 milhões de unidades em quatro anos, objetivo já superado antes do prazo previsto. “O certo é que nós temos avançado muito no tema da habitação. Nós chegamos já neste mês de fevereiro a mais de 2 milhões e 200 mil casas contratadas. Lembrando que a meta que o presidente Lula tinha nos dado era de 2 milhões em 4 anos. Nós conseguimos antecipar essa meta em um ano. E nós queremos chegar até o final do ano com 3 milhões de casas contratadas”, declarou.

As unidades contratadas devem beneficiar cerca de 8,4 milhões de pessoas nas cinco regiões do país. O Sudeste concentra o maior número de beneficiários, com 3,48 milhões de pessoas atendidas em diferentes faixas de renda. No Nordeste, são 2,22 milhões; no Sul, 1,38 milhão; no Centro-Oeste, 925 mil; e no Norte, 431 mil. Desde a retomada do programa, mais de 1,3 milhão de moradias já foram entregues.

Impacto no mercado imobiliário e geração de empregos

O desempenho do Minha Casa, Minha Vida também tem impulsionado o setor da construção civil e o mercado imobiliário. Pesquisa divulgada na segunda-feira (23) pela Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) indica que o programa respondeu por 52% dos lançamentos e 49% das vendas de imóveis no quarto trimestre de 2025. No consolidado do ano, houve crescimento de 13,5% nos lançamentos, 15,9% nas vendas e 17,6% na oferta, totalizando 224.842 unidades lançadas e 196.876 vendidas.

Outro levantamento, realizado pela Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias (Abrainc) em parceria com a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), aponta que 85,9% dos lançamentos imobiliários no Brasil em 2025 estiveram vinculados ao programa habitacional.

Ao comentar os dados, o ministro ressaltou o papel estratégico da política pública. “Ontem mesmo saiu um estudo feito pela CBIC mostrando o impacto do crescimento que o Minha Casa, Minha Vida tem feito em relação à questão do tema da habitação. Também a Abrainc apontou que 85% de todos os lançamentos feitos no país tinham sido feitos pelo Minha Casa, Minha Vida, mostrando que o programa responde à necessidade das famílias brasileiras pela habitação, e por outro lado, gera emprego e renda. Porque o setor da construção civil tem importância para a geração de emprego e renda no nosso país”, disse.

Segundo dados do Novo Caged, a construção civil registrou 192.176 novos empregos com carteira assinada até novembro de 2025, um aumento de 6,73% em comparação com o mesmo período de 2024. O setor alcançou 3.049.483 trabalhadores formalizados.

Ampliação no Norte e reconstrução no Rio Grande do Sul

O Ministério das Cidades anunciou medidas para ampliar a participação da Região Norte no programa, com novas seleções nas modalidades Urbano, Rural e destinadas a públicos específicos. Entre as mudanças, está o aumento do valor do chamado “cheque de entrada”.

“Nós ampliamos o valor do cheque de entrada. Agora o valor da região Norte salta de R$ 55 mil para R$ 65 mil. Vamos dar um cheque a mais, e essas pessoas não têm que devolver esse dinheiro. O objetivo é aumentar a participação do Norte nas contratações habitacionais, que ainda estão abaixo da meta prevista para o programa, e aproximar o ritmo de crescimento ao das demais regiões do país”, explicou o ministro.

No Rio Grande do Sul, o Minha Casa, Minha Vida tem desempenhado papel relevante na recuperação do estado após eventos climáticos extremos. Segundo Jader Filho, aproximadamente 10,5 mil famílias impactadas pelas enchentes já foram atendidas pela modalidade Compra Assistida. “Nós temos avançado bastante no Rio Grande do Sul no tema da habitação. Se nós pegarmos só as famílias impactadas pelas enchentes, estamos chegando a 10,5 mil famílias atendidas só com Compra Assistida. Temos feito esses investimentos não só no Rio Grande do Sul, mas por todo o Brasil”, destacou.

Criada para assegurar moradia rápida às famílias atingidas, a modalidade já superou 10 mil unidades contratadas. No estado, integra o Minha Casa, Minha Vida Reconstrução, que conta com crédito extraordinário de R$ 3,5 bilhões e atende famílias das faixas 1 e 2, com renda bruta mensal de até R$ 4,7 mil.

Publicado no Brasil247
24 de fevereiro de 2026, 13:01 h

STF começa a julgar os mandantes do assassinato de Marielle

Caso Marielle: irmãos Brazão eram 'líderes intelectuais' de milícia no Rio, diz PGR
Vice-procurador-geral afirma no STF que acusados integravam organização criminosa armada com atuação no mercado imobiliário irregular
24 de fevereiro de 2026, 10:40 hAtualizado em 24 de fevereiro de 2026, 10:51 h
    Hindemburgo Chateaubriand (Foto: Gustavo Moreno/STF)


247 - A Procuradoria-Geral da República (PGR) afirmou nesta terça-feira (24), no Supremo Tribunal Federal (STF), que os irmãos Domingos Brazão e João Francisco Brazão atuavam como “líderes intelectuais” de uma organização criminosa ligada a milícias no Rio de Janeiro. A declaração foi feita pelo vice-procurador-geral da República, Hindemburgo Chateaubriand, durante sustentação oral no julgamento da Ação Penal 2434, que apura os mandantes do assassinato da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes.

Ao apresentar a acusação perante a Primeira Turma da Corte, Chateaubriand sustentou que os denunciados estruturaram uma organização criminosa armada com forte atuação no estado. “Os denunciados se associaram de maneira estruturada e com clara divisão de tarefas a integrantes de violentas milícias fluminenses, com fim de obter vantagens econômicos, sempre mediante á prática de crimes graves, sujeitos a penas máximas superiores a quatro anos. Em outras palavras: os denunciados constituíram e participaram ativamente de organização criminosa armada com atuação preponderante no estado do Rio de Janeiro".

Segundo o vice-procurador-geral, a articulação dos irmãos Brazão com grupos paramilitares remonta aos anos 2000. “A história principia nos anos 2000, quando Domingos e João Francisco atuaram para formar alianças com diferentes grupos de milícias em atividade no Rio de Janeiro".

De acordo com a acusação, essas alianças tinham como base um modelo econômico sustentado pelo domínio territorial armado. “Os modelos de negócios ilícitos explorados por milicianos são primordialmente baseados em rígido e violento controle territorial". Ainda conforme a PGR, a associação com esses grupos teria permitido a inserção dos denunciados no mercado imobiliário irregular. “Associando-se a tais grupos, os irmãos viabilizaram-se no mercado imobiliário irregular, caracterizado pela ocupação, uso e parcelamento ilícito do solo urbano".

A sustentação oral também aponta reflexos políticos desse domínio territorial. “O domínio territorial imposto permitiu-lhes a constituição de fortes currais eleitorais, dentro dos quais tiveram monopólio de atos de campanha eleitoral.” Em contrapartida, afirmou Chateaubriand, os grupos milicianos teriam recebido benefícios institucionais: “A contrapartida a estes grupos milicianos foi o acesso a benefícios que o poder político poderia lhes proporcionar, inclusive por meio de cargos e funções de confiança em órgãos do poder público".

O representante da PGR declarou ainda que há elementos probatórios consistentes no processo. “Há nos autos prova robusta de que a organização criminosa composta pelos denunciados e por integrantes de milícias praticava de forma sistemática os crimes de extorsão, usura e de parcelamento irregular do solo".

Em relação ao papel dos demais acusados, Chateaubriand afirmou que, embora a organização fosse “intelectualmente liderada pelos irmãos Brazão”, Robson Calixto Fonseca, conhecido como “Peixe”, exercia função estratégica. “Embora a organização fosse intelectualmente liderada pelos irmãos Brazão, Robson Calixto Fonseca, o ‘Peixe’, desempenhava papel fundamental. Atuava entre intermediários entre os irmãos e milicianos de Rio das Pedras. Desempenhava direta e pessoalmente atividades típicas de milícia desde 2018, especialmente no bairro de Taquara, região controlada pelos irmãos Brazão".

O julgamento ocorre na Primeira Turma do STF, sob relatoria do ministro Alexandre de Moraes, e analisa a responsabilidade dos acusados pelo planejamento do assassinato de Marielle Franco e Anderson Gomes, crime ocorrido em 14 de março de 2018, no centro do Rio de Janeiro. A decisão será tomada por maioria dos ministros do colegiado.

Postagem do Brasil247

23 de fev. de 2026

EUA fecham 2025 com déficit de US$ 901 bilhões e China com record no superávit de US$ 1 trilhão

Apesar do tarifaço de Trump, EUA fecham 2025 com déficit de US$ 901 bilhões
Trata-se de um dos piores resultados desde 1960. China fechou o ano com superávit comercial recorde, superando US$ 1 trilhão
20 de fevereiro de 2026

Guindastes no Porto de Los Angeles estão vazios de navios de carga, como mostrado por um drone em San Pedro, Califórnia, EUA, em 13 de maio de 2025 (Foto: REUTERS/Mike Blake)

247 - Os Estados Unidos encerraram 2025 com um déficit comercial de US$ 901,5 bilhões, um dos maiores já registrados desde 1960, mesmo após a adoção de uma ampla política tarifária pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Em dezembro, o saldo negativo nas trocas de bens e serviços chegou a US$ 70,3 bilhões, acima do mês anterior, consolidando um ano marcado por forte instabilidade no comércio exterior.

Segundo os dados oficiais, o resultado anual ocorre em meio à estratégia protecionista implementada pela Casa Branca, que elevou tarifas sobre diversos parceiros comerciais, com destaque para a China.

Enquanto o déficit americano permaneceu elevado, a China, principal alvo da ofensiva comercial de Trump, encerrou o ano com superávit superior a US$ 1 trilhão, o maior já registrado por um país. Apesar da redução das exportações chinesas diretamente aos EUA, o país asiático ampliou vendas por meio de outros mercados, especialmente na Ásia, redirecionando fluxos comerciais.

Na avaliação de Oren Klachkin, economista de mercados financeiros da Nationwide, o impacto das tarifas não alterou substancialmente o cenário. “Depois de todas as manchetes sobre tarifas e das oscilações nos dados, o déficit comercial praticamente não se alterou em 2025”, afirmou, em nota. Ele acrescentou: “Com o impacto máximo das tarifas provavelmente já tendo ficado para trás, esperamos que o comércio entre em um ritmo mais previsível”.

Os números mensais mostraram forte volatilidade ao longo de 2025, refletindo a reação de importadores norte-americanos a sucessivos anúncios tarifários. Importações de ouro e produtos farmacêuticos apresentaram oscilações expressivas, diante da tentativa de empresas anteciparem compras antes da elevação de tributos.

O resultado de dezembro superou quase todas as projeções coletadas pela Bloomberg. O aumento de 3,6% nas importações foi impulsionado principalmente por acessórios de informática e veículos automotores. Já as exportações de bens e serviços recuaram 1,7%, influenciadas sobretudo pela redução dos embarques de ouro.

Antes da divulgação do relatório comercial, a estimativa GDPNow, do Federal Reserve Bank de Atlanta, indicava que as exportações líquidas acrescentariam cerca de 0,6 ponto percentual ao crescimento do quarto trimestre, estimado em 3,6%. Após os novos dados, economistas passaram a revisar as projeções, apontando contribuição menor do comércio sobre o Produto Interno Bruto (PIB).

Ajustado pela inflação, o déficit de mercadorias subiu para US$ 97,1 bilhões em dezembro, o maior patamar desde julho. O comércio de ouro, exceto para fins industriais, não é considerado no cálculo do PIB pelo governo norte-americano.

Para Troy Durie, analista da Bloomberg Economics, o impacto sobre o crescimento pode ter sido limitado. “Com o relatório comercial de dezembro em mãos, podemos estimar que as exportações líquidas contribuíram pouco para o crescimento real do PIB no quarto trimestre. Em linha com outros dados recentes, as importações de bens de capital, lideradas por produtos relacionados à IA, continuaram a sinalizar um forte investimento doméstico no fim do ano”, afirmou.

A estratégia tarifária do presidente dos Estados Unidos busca reduzir a dependência de produtos estrangeiros, estimular investimentos internos e reverter a perda de empregos industriais. O governo também tem contestado estudos que apontam que consumidores americanos absorveram parte significativa do custo das tarifas.

Entre os pontos ainda em aberto está a decisão da Suprema Corte sobre a autoridade presidencial para impor tarifas amplas com base em legislação de emergência. O tribunal pode se manifestar nos próximos dias.

No recorte por países, o déficit com a China caiu para cerca de US$ 202 bilhões, o menor nível em mais de duas décadas. Por outro lado, os saldos negativos com México e Vietnã atingiram recordes, indicando redirecionamento de fluxos comerciais. O déficit com Taiwan também alcançou marca histórica, de US$ 146,8 bilhões, enquanto o saldo negativo com o Canadá recuou.

Publicado no Brasil247

22 de fev. de 2026

Dra Tatiana Sampaio e a pesquisa da Poliaminina que torna possível o paciente voltar a andar

Paciente volta a andar e leva polilaminina aos trends; entenda o que a substância pode fazer e o que ainda não se sabe

A polilaminina virou tema de diferentes trends nas redes sociais nos últimos dias com imagens de pacientes com lesão medular na academia. Apesar disso, Tatiana Sampaio, que lidera a pesquisa, diz que substância pode ser uma esperança, mas ainda não é certeza.


                                                              

Ela conseguiu bons resultados em animais e, posteriormente, em um pequeno grupo de pessoas. Isso levou à parceria com um laboratório nacional e à aprovação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para o início da pesquisa que deve responder:

A polilaminina funciona mesmo como tratamento para pessoas com lesão medular aguda?


Em entrevista ao g1, a pesquisadora explicou que o que ela apresenta ao país hoje é uma substância com a promessa de se tornar uma medicação, mas que ainda há um longo caminho a percorrer.

Ainda não é um feito, é uma promessa de tratamento. No dia em que ele estiver registrado, as pessoas usarem e todas elas recuperarem a função, se todo mundo voltar a andar, aí sim fizemos uma revolução.

— Tatiana Sampaio, que liderou a pesquisa sobre a polilaminina


O cuidado de Tatiana existe porque ainda é necessário cumprir todo o processo exigido para que uma substância prove que é segura e eficaz.


➡️ E você pode se perguntar: mas e o caso de Bruno Drummond, que sofreu um acidente com lesão medular em 2018, aplicou polilaminina e hoje faz até musculação?

O que especialistas explicam é que há evidências de que até 30% dos pacientes com lesão medular aguda podem recuperar algum grau de movimento mesmo sem a droga, dependendo do tipo de lesão e da resposta individual.




Bruno Drummond, que sofreu um acidente com lesão medular aguda em 2018 e aplicou polilaminina — Foto: Divulgação/@bfdrummond


No g1 conta o que se sabe sobre o tratamento, quais são as possibilidades, em que fase está a pesquisa e o que pensam sobre a substância especialistas que lidam com pesquisas clínicas e pacientes com lesão medular.


Publicado no G1

Por Poliana Casemiro, g1

20/02/2026

O presidente Trump sinalizou que os EUA podem atacar o Irã e tocar fogo no Oriente médio

Os sinais de que os EUA podem atacar o Irã

Trump ordenou reforço da presença militar americana no Oriente Médio, com dois porta-aviões, incluindo o USS Gerald R. Ford, que estava no Caribe na ação contra Maduro.




Trump diz que decisão sobre o que vai acontecer com Irã sairá nos próximos 10 dias

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse nesta quinta-feira (19), na reunião inaugural do "Conselho da Paz", que o Irã precisa chegar a um "acordo significativo" nas negociações com os EUA nos próximos dez dias. Caso contrário, "coisas ruins acontecerão".

Ele afirmou que Washington "terá que dar um passo além" se não houver acordo. "Vocês provavelmente descobrirão nos próximos dez dias", disse.

A presença militar americana no Oriente Médio aumentou. Os EUA estariam preparados para atacar o Irã já neste fim de semana. Trump, porém, ainda não decidiu se autoriza a ação. As informações foram publicadas pela imprensa americana, como CNN, CBS e o jornal The New York Times.

O Wall Street Journal informou na quarta-feira (18) que Trump foi apresentado a opções militares, "todas projetadas para maximizar os danos". Segundo o jornal, autoridades americanas não identificadas disseram que há a possibilidade de uma campanha para "matar dezenas de líderes políticos e militares iranianos", com o objetivo de derrubar o governo.

Estados Unidos e Irã retomaram recentemente negociações sobre o programa nuclear iraniano, mediadas por Omã. Trump já vinha ameaçando ação militar após a repressão violenta a manifestantes em janeiro.

Uma segunda rodada ocorreu na terça-feira (17), em Genebra. A Casa Branca informou que houve "pequenos avanços" diplomáticos.

"Seria muito sensato da parte do Irã fechar um acordo com o presidente Trump e o governo", disse a porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt.

Na quarta-feira, em publicação na rede Truth Social, Trump voltou a sugerir um possível ataque ao Irã. Ele alertou o Reino Unido contra a renúncia à soberania sobre as Ilhas Chagos, no Oceano Índico.

"Caso o Irã decida não fazer um acordo, pode ser necessário que os Estados Unidos usem Diego Garcia e a pista aérea em Fairford para erradicar um possível ataque de um regime altamente instável e perigoso", escreveu, citando a base aérea em Diego Garcia, nas Ilhas Chagos.

Retirada de pessoal


Uma combinação de imagens de satélite mostra um aumento no número de aeronaves na Base Aérea de Muwaffaq Salti, em Al Azraq, Jordânia, comparando 16 de janeiro e 2 de fevereiro de 2026 — Foto: PLANET LABS PBC/Handout via REUTERS

Segundo a CBS, o Pentágono começou a retirar parte do pessoal do Oriente Médio. A medida seria preventiva, diante de possíveis ações ou contra-ataques iranianos. Parte dos militares segue para a Europa e para os Estados Unidos.

O primeiro-ministro da Polônia, Donald Tusk, pediu nesta quinta-feira que cidadãos poloneses deixem imediatamente o Irã. Também orientou que, "em hipótese alguma", alguém viaje para o país. Segundo ele, a possibilidade de conflito armado é "muito real".

"Daqui a algumas horas, daqui a 12 horas ou a algumas dezenas de horas, ninguém poderá garantir opções de retirada", disse Tusk. "Aconselho a todos a levarem isso muito a sério."

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Movimentação



Os porta-aviões USS Abraham Lincoln e um B-52H Stratofortress da Força Aérea dos Estados Unidos realizaram manobras conjuntas em junho de 2019 — Foto: Brian M. Wilbur/Forças Armadas dos EUA


Washington mantém 13 navios de guerra no Oriente Médio: um porta-aviões, o USS Abraham Lincoln; nove destroieres; e três navios de combate litorâneo. Outros estão a caminho, segundo um oficial americano.


Os navios estão equipados com mísseis Tomahawk. São os mesmos usados para atacar duas instalações nucleares iranianas em junho passado, segundo o New York Times. Também contam com sistemas de defesa aérea.

O USS Abraham Lincoln, com quase 80 aeronaves, está a cerca de 700 quilômetros da costa iraniana, segundo imagens de satélite divulgadas no domingo (15).

O USS Gerald R. Ford, maior porta-aviões do mundo, aproximava-se nesta quarta-feira do Estreito de Gibraltar. Ele deve se unir ao USS Abraham Lincoln, informou o New York Times. O navio é acompanhado por três destroieres e deve chegar ao destino até o fim de semana.

É raro haver dois porta-aviões dos Estados Unidos no Oriente Médio. Eles transportam dezenas de aviões de guerra e são tripulados por milhares de marinheiros.

Os EUA tinham dois desses navios na região em junho de 2025, quando atacaram três instalações nucleares iranianas durante a campanha de 12 dias de ataques de Israel contra o Irã.

A frota inclui ainda caças F-22 Raptor, F-15 e F-16, além de aeronaves de reabastecimento KC-135, usadas para sustentar operações. As informações são de contas de inteligência de código aberto (Osint) na rede social X e do site Flightradar24.

Na quarta-feira, o Flightradar24 mostrou vários KC-135 voando perto ou no Oriente Médio. Também havia aeronaves de alerta e controle (Awacs) E3 Sentry e aviões de carga operando na região.

Repressão pelo regime iraniano



Carros passam por outdoor que mostra porta-aviões americano bombardeado no centro de Teerã, capital do Irã — Foto: ATTA KENARE / AFP

Trump ordenou o envio do USS Abraham Lincoln enquanto o Irã reprimia protestos. As manifestações começaram por queixas econômicas e se transformaram em um movimento contra a República Islâmica.

A liderança clerical, no poder desde a Revolução Islâmica de 1979, respondeu às manifestações com força letal. Parte da oposição considera uma intervenção externa como o fator mais provável de mudança.

Trump havia alertado repetidamente o regime iraniano de que, se matasse manifestantes, os Estados Unidos interviriam militarmente. Ele também encorajou os manifestantes iranianos dizendo que "a ajuda está a caminho".

O presidente norte-americano recuou da ordem de ataques no mês passado, dizendo que Teerã havia suspendido mais de 800 execuções sob pressão de Washington. No entanto, desde então, renovou as ameaças ao Irã.

Exercício militar com a Rússia



Irã divulga imagens de exercícios militares da Guarda Revolucionária Islâmica no Estreito de Ormuz em 17 de fevereiro de 2026. — Foto: Wana via Reuters

O Irã tem buscado demonstrar seu poderio militar e realizou exercícios militares com a Rússia nesta quinta-feira. As manobras ocorreram no Golfo de Omã e no Oceano Índico, com o objetivo de "aprimorar a coordenação operacional, bem como a troca de experiências militares", informou a agência de notícias estatal Irna.

Imagens divulgadas posteriormente pelo Irã mostraram membros das forças especiais navais da Guarda Revolucionária embarcando em um navio durante o exercício. Acredita-se que essas forças já foram usadas para apreender embarcações em rotas internacionais.

A Guarda Revolucionária também iniciou exercícios com munição real no Estreito de Ormuz. Na terça-feira, a TV estatal informou que Teerã fecharia partes da hidrovia durante os exercícios. Pelo local passa cerca de um quinto do petróleo comercializado no mundo. Políticos iranianos ameaçam com frequência bloquear o estreito.

A teocracia iraniana está sob pressão após 12 dias de ataques israelenses e americanos contra instalações nucleares e militares em 2025. Também enfrenta o desgaste após protestos em massa em janeiro, reprimidos com violência.

Ainda assim, o país mantém capacidade de atacar Israel e bases americanas na região. O governo iraniano afirma que qualquer ataque pode desencadear uma guerra regional.

Publicado no G1
 
Por Deutsche Welle

20/02/2026 

20 de fev. de 2026

O Ministro Flavio Dino do STF proibiu a criação de novas normas e diretrizes para os chamados "penduricalhos"

Dino proíbe criação de novas normas para autorizar “penduricalhos”
O despacho foi publicado um dia após o presidente Lula vetar proposta aprovada pelo Congresso que criava novas verbas indenizatórias para servidores do Legislativo


Foto: Ton Molina/STF

Resumo da notícia ​


O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta quinta-feira (19) a proibição da edição de novas leis ou atos normativos que instituam pagamentos acima do teto constitucional do funcionalismo público, atualmente fixado em R$ 46,3 mil.


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A decisão amplia uma liminar concedida no último dia 5 de fevereiro, quando o ministro suspendeu o pagamento de verbas consideradas irregulares, os chamados “penduricalhos”, que não estejam previstas em lei. Agora, além de barrar os repasses, Dino impede a criação de normas que possam contornar a determinação anterior.

A vedação vale tanto para salários quanto para verbas indenizatórias, como gratificações e auxílios que, na prática, elevam os rendimentos de servidores acima do limite constitucional, gerando os chamados “supersalários”.

Na decisão, o ministro afirmou que é necessário evitar mudanças normativas que comprometam a estabilidade do julgamento constitucional em curso. Segundo ele, cabe exclusivamente ao STF dar a palavra final sobre a interpretação da Constituição, o que poderia ser prejudicado por iniciativas legislativas ou administrativas que alterem o cenário jurídico.

O despacho foi publicado um dia após o presidente Luiz Inácio Lula da Silva vetar proposta aprovada pelo Congresso que criava novas verbas indenizatórias para servidores do Legislativo. O veto abriu espaço para que parlamentares discutam uma regulamentação mais ampla e unificada sobre os pagamentos acima do teto ou até mesmo a revisão do limite remuneratório.

Na nova decisão, Dino também proibiu o reconhecimento de parcelas retroativas que não estivessem sendo pagas até 5 de fevereiro de 2026, data da liminar original.

O ministro reiterou ainda o prazo de 60 dias para que órgãos dos três Poderes revisem os fundamentos legais das verbas remuneratórias e indenizatórias concedidas a servidores, suspendendo aquelas que não tenham previsão legal.

Além disso, manteve a determinação para que o Congresso edite uma lei ordinária definindo expressamente quais indenizações podem ficar fora do teto constitucional, conforme prevê a Constituição. Caso o Legislativo permaneça omisso, Dino indicou que o STF poderá estabelecer um regime transitório para suspender os pagamentos.

Na decisão, o ministro ressaltou que adicionais e gratificações só podem ser instituídos por meio de lei específica, vinculados ao interesse público e baseados em critérios objetivos e verificáveis. Segundo ele, o uso de rubricas genéricas não atende às exigências constitucionais.

*Com informações da CNN. Publicado no GGN do jornalista Luis Nassif

Por Camila Bezerra
19/02/26 • 14:56 • 

Brasil e Índia avançam em acordo na área de Defesa durante a visita de Lula

Carta de Celso Amorim propõe visita oficial e novo memorando na indústria de defesa
19 de fevereiro de 2026, 14:29 h

Lula e Celso Amorim (Foto: Fabio Pozzebom / Agência Brasil)

247 - O assessor especial da Presidência da República, Celso Amorim, formalizou um convite ao assessor de segurança nacional da Índia, Ajit Doval, para que visite o Brasil “assim que possível”. A iniciativa ocorre em meio ao esforço dos dois países para fortalecer a parceria estratégica bilateral.

Segundo informações publicadas pelo O Globo, a carta enviada por Amorim manifesta a expectativa de que Brasil e Índia concluam as negociações e assinem um novo memorando de entendimento para cooperação na indústria de defesa durante a atual visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva a Nova Délhi, onde participa de um evento multilateral sobre inteligência artificial.


Convite formal e avanço nas negociações

Na correspondência, Amorim classificou como “altamente bem-sucedida” a recente visita do vice-presidente Geraldo Alckmin à Índia e ressaltou um “progresso significativo” na cooperação em aviação. O assessor destacou ainda que “o contato contínuo nos mais altos níveis será importante para o sucesso desses projetos”.

A área de defesa tornou-se um dos principais eixos da aproximação entre Brasília e Nova Délhi. A intensificação do diálogo ocorre após missões oficiais de alto nível e a ampliação das tratativas envolvendo setores estratégicos.

Missões oficiais reforçam aproximação

Pouco depois da agenda de Amorim no país asiático, em 2025, o vice-presidente Geraldo Alckmin esteve em Nova Délhi acompanhado do ministro da Defesa, do comandante da Aeronáutica, do chefe do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas e do presidente da Agência Espacial Brasileira. A composição da comitiva sinalizou a prioridade dada à cooperação militar e aeroespacial.

No campo empresarial, a Embraer inaugurou um novo escritório na capital indiana em outubro, com a presença de Alckmin. Além disso, a companhia firmou acordo de cooperação estratégica com o grupo Mahindra e, em janeiro, assinou memorando de entendimento com a Adani Defense & Aerospace para desenvolver um sistema de transporte aéreo regional integrado.
Agenda presidencial na Índia

Após compromissos multilaterais, Lula participa da abertura do novo escritório da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos, a ApexBrasil, em Nova Délhi, além do encerramento do fórum empresarial Brasil-Índia. No sábado, a programação será dedicada à agenda bilateral, com visita de Estado e encontro com o primeiro-ministro indiano, Narendra Modi.

A expectativa do governo brasileiro é consolidar avanços nas áreas de defesa, tecnologia e indústria estratégica, fortalecendo o relacionamento entre as duas potências emergentes.

Publicação no Brasil247

19 de fev. de 2026

Brasil acelera ofensiva comercial com a visita do presidente Lula a India

 Brasil acelera ofensiva comercial na Índia e mira US$ 20 bilhões em intercâmbio até 2026
Missão do presidente Lula a Nova Déli consolida parceria estratégica e amplia oportunidades em energia, agronegócio e indústria

Lula e Alckmin antes do embarque para a Índia (Foto: Redes sociais / Lula)


247 – A visita oficial do presidente Luiz Inácio Lula da Silva à Índia marca uma nova etapa da ofensiva comercial brasileira em um dos mercados mais dinâmicos do planeta. Em Nova Déli, o governo brasileiro realiza o Fórum Empresarial Índia–Brasil 2026 e inaugura o primeiro escritório da ApexBrasil na capital indiana, reforçando a estratégia de ampliar exportações, atrair investimentos e consolidar a cooperação no âmbito do BRICS e do Sul Global.

A iniciativa ocorre em um momento de forte expansão do intercâmbio bilateral. Em 2025, o comércio entre os dois países alcançou US$ 15,2 bilhões, um crescimento de 25% em relação a 2024. A meta definida após a missão oficial do vice-presidente Geraldo Alckmin ao país, em outubro de 2025, é elevar a corrente de comércio para US$ 20 bilhões até 2026, além de ampliar a pauta de 1.500 para 2.000 produtos.


Lula: democracias fortes e economias pujantes

O presidente Lula tem destacado o peso político e econômico da aproximação entre as duas nações.
“Dois países superlativos como a Índia e o Brasil não podem permanecer distantes. A solidez das nossas democracias, a diversidade das nossas culturas e a pujança das nossas economias nos atraem”, afirmou o presidente.

A fala sintetiza a dimensão estratégica da relação. Com PIB estimado em cerca de US$ 4,1 trilhões e população de 1,5 bilhão de habitantes, a Índia reúne escala demográfica, crescimento consistente e forte demanda por alimentos, energia, insumos industriais e soluções sustentáveis — áreas em que o Brasil é altamente competitivo.

Jorge Viana: nova fase de expansão

Para o presidente da ApexBrasil, Jorge Viana, a visita marca o início de um novo ciclo.
“O Brasil e a Índia compartilham uma relação cultural e econômica extraordinária de longa data. Na primeira década do governo do presidente Lula, o comércio bilateral avançou exponencialmente. Acreditamos que este é o momento de inaugurar uma nova fase de expansão nas relações entre os dois países. É nisso que a ApexBrasil aposta e trabalha. O país mais populoso do mundo representa hoje um dos mercados de maior potencial para o Brasil”, afirmou.

A inauguração do escritório da ApexBrasil em Nova Déli — o 11º internacional da agência — simboliza esse movimento. A presença permanente permitirá ampliar o apoio às empresas brasileiras, fortalecer a promoção das exportações e acompanhar mais de perto as oportunidades abertas pelo dinamismo da economia indiana.
Recorde nas exportações brasileiras

Em 2025, as exportações brasileiras para a Índia atingiram US$ 6,9 bilhões, o maior valor dos últimos vinte anos e um crescimento de 30% em relação a 2024. Entre 2021 e 2025, as vendas ao mercado indiano cresceram 9,4% ao ano, ritmo superior ao avanço médio das exportações brasileiras para o mundo no mesmo período.A pauta, ainda concentrada, tem como principais itens:
Açúcares e melaços (28,3%)
Óleos brutos de petróleo (15,7%)
Gorduras e óleos vegetais (14,1%)
Algodão em bruto (6,4%)
Minério de ferro e seus concentrados (6,0%)

O minério de ferro, impulsionado pela expansão da infraestrutura e da construção civil indianas, apresentou crescimento médio expressivo entre 2021 e 2025.

Complementaridade e 378 oportunidades de negócios

Um dos pilares da ofensiva comercial brasileira é o Mapa de Oportunidades da ApexBrasil, que identificou 378 oportunidades de exportação para o mercado indiano.

As oportunidades concentram-se em combustíveis minerais, matérias-primas não comestíveis, máquinas e equipamentos de transporte, além de produtos ligados a alimentos e bebidas, tecnologia, saúde, moda, casa e construção.

Há destaque para minérios metálicos, sucatas, celulose, fibras têxteis e pedras preciosas e semipreciosas — setor associado à forte indústria de joias indiana.

No agro, permanecem relevantes as oportunidades em etanol e derivados, bem como na expansão das exportações de algodão, área em que o Brasil é líder global.


Também se abre espaço para máquinas e equipamentos industriais voltados ao agronegócio e à geração de energia, em linha com o ciclo de modernização da infraestrutura indiana e com a transição energética, incluindo biocombustíveis e energias renováveis.

Em 2025, foram anunciadas aberturas de mercado para produtos como limão tahiti, limão siciliano, tangerina, derivados de ossos bovinos para gelatina, chifres e cascos para uso industrial.
Investimentos cruzados e indústria de alto valor agregado

A Índia também se destaca como fornecedora de bens de maior valor agregado para o Brasil, especialmente medicamentos, insumos farmacêuticos, produtos químicos e autopeças. Em 2025, as importações brasileiras vindas da Índia somaram US$ 8,4 bilhões, crescimento de 21% em relação ao ano anterior.

No campo dos investimentos, o estoque de Investimento Estrangeiro Direto da Índia no Brasil alcançou US$ 2,1 bilhões em 2024. Entre 2015 e 2025, foram registrados 134 projetos greenfield com capital indiano no Brasil, com valor estimado de US$ 1,8 bilhão.

Empresas indianas também ganham espaço na economia brasileira, enquanto companhias nacionais ampliam sua presença na Índia. Em 2025, a Embraer anunciou a abertura de uma fábrica de aeronaves em Nova Déli, com investimento estimado em US$ 167,3 milhões. No mesmo período, a brasileira WEG adquiriu a Sanelec Excitation Systems.
Acordos estratégicos e fortalecimento do Sul Global

A parceria entre Brasil e Índia também se ancora em acordos comerciais e na cooperação política internacional. O principal instrumento que regula as trocas comerciais é o Acordo de Comércio Preferencial Mercosul–Índia, em vigor desde 2009, que abrange 450 linhas tarifárias com reduções de até 100% nas tarifas de importação.

Além disso, os dois países atuam lado a lado em fóruns estratégicos como BRICS, G20, BASIC e IBAS, fortalecendo a cooperação Sul-Sul em áreas como segurança alimentar, transição energética, transformação digital e inovação.

A atual missão do presidente Lula reafirma esse compromisso e consolida a Índia como parceiro central na estratégia brasileira de diversificação de mercados, expansão das exportações e fortalecimento de uma governança global mais inclusiva.

Publicado noBrasil247
17 de fevereiro de 2026, 19:12 h

Macron solicita reunião com Lula e encontro pode ocorrer na Índia na cúpula sobre IA em Nova Deli

Presidentes participam de cúpula sobre inteligência artificial em Nova Déli



Presidente Lula recebe Emmanuel Macron, presidente da França, em visita de Estado em Brasília (Foto: Ricardo Stuckert)


247 - O presidente da França, Emmanuel Macron, solicitou uma reunião bilateral com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) durante a passagem de ambos por Nova Déli, na Índia, onde participarão de uma cúpula internacional sobre inteligência artificial. O encontro pode ocorrer entre quarta-feira (18) e domingo (22), período da visita oficial à capital indiana, mas ainda não foi confirmado formalmente.

O pedido de reunião chegou ao Itamaraty por meio da Embaixada da França em Brasília. Na quinta-feira (12), a pasta informou a jornalistas que o governo brasileiro recebeu diversas solicitações de encontros bilaterais à margem do evento e que também encaminhou convites a outros chefes de Estado e de governo.

Lula e Macron viajam à Índia a convite do primeiro-ministro Narendra Modi para uma visita de Estado e para participar do fórum global dedicado à inteligência artificial. A conferência deve concentrar debates sobre regulamentação da tecnologia, soberania digital, segurança de dados e governança internacional do setor.

A expectativa é de que o encontro reúna líderes políticos, executivos de grandes empresas de tecnologia e representantes de organismos multilaterais, em meio à intensificação das discussões sobre a supervisão de plataformas digitais, a responsabilidade das big techs e os efeitos da IA na economia e na segurança internacional.


Caso se confirme, a reunião entre Lula e Macron dará continuidade à conversa telefônica realizada no fim de janeiro e retomará temas tratados durante a visita de Estado do presidente brasileiro à França, em junho do ano passado. Na ocasião, Macron declarou que o Brasil desempenha papel relevante nos esforços para o fim da guerra na Ucrânia.

O governo brasileiro tem sido alvo de pressões internacionais em razão da relação mantida com o presidente da Rússia, Vladimir Putin. No telefonema mais recente, Lula e Macron também abordaram a proposta do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de criação de um “Conselho da Paz”, fórum alternativo para tratar de conflitos internacionais fora da estrutura tradicional da Organização das Nações Unidas (ONU).

De acordo com nota do Palácio do Planalto, ambos defenderam a centralidade da ONU e de seu Conselho de Segurança como instâncias legítimas para mediação de crises e manutenção da paz. Também ressaltaram o respeito ao direito internacional e à Carta das Nações Unidas como fundamentos para qualquer iniciativa de resolução de conflitos. A França já recusou participar do novo fórum proposto por Trump, enquanto o Brasil ainda não formalizou resposta, embora Lula tenha indicado que não pretende aderir.

O possível encontro na Índia ocorre em meio a um momento decisivo nas negociações comerciais entre o Mercosul e a União Europeia. Em dezembro, após 26 anos de tratativas, foi assinado o acordo de livre-comércio entre os dois blocos, considerado o maior do gênero, abrangendo cerca de 722 milhões de consumidores e aproximadamente um quarto do Produto Interno Bruto global.


Para entrar em vigor, o tratado ainda depende de ratificação pelos parlamentos nacionais dos países envolvidos e pelo Parlamento Europeu. Na quarta-feira (21), o Parlamento Europeu aprovou o envio do texto ao Tribunal de Justiça da União Europeia para revisão jurídica, etapa que pode atrasar sua implementação.

O acordo enfrenta resistências, sobretudo na França, onde setores agrícolas e industriais pressionam o governo contra a ampliação do acesso de produtos sul-americanos ao mercado europeu. Macron tem defendido salvaguardas ambientais e garantias adicionais. Já Lula sustenta que o tratado é estratégico para os dois blocos e para o fortalecimento do multilateralismo e de um comércio internacional baseado em regras.

Publicado no Brasil247
17 de fevereiro de 2026, 

17 de fev. de 2026

A Globo sendo a Globo no carnaval com tematica politica

QUANDO A GLOBO ESCOLHE NÃO MOSTRAR
A transmissão do desfile da Acadêmicos de Niterói, com enredo sobre Luiz Inácio Lula da Silva, foi marcada por um tom excessivamente protocolar da TV Globo.
Ninguém esperava aplausos, exaltações ou editoriais emocionados. O que se esperava era mostrar o desfile.
Mostrar a avenida, as alas. Mostrar as fantasias, as alegorias. Mostrar o que estava acontecendo na Marquês de Sapucaí.
A transmissão começou com cerca de 30 minutos de atraso, quando a escola já estava no meio da avenida. Trinta minutos não são detalhes técnicos.
No carnaval, são narrativas, são clímax, são comissões de frente, são a construção simbólica do enredo.
Deixar de transmitir esse trecho é amputar a história que a escola se propôs a contar. É retirar do público o direito de acompanhar o desfile em sua integralidade.
Além do atraso, a edição privilegiou planos gerais, mais distantes, com menos tempo de câmera para alegorias, fantasias, alas coreografadas e convidados.
O resultado foi uma cobertura fria, quase burocrática, como se a emissora precisasse cumprir tabela sem se envolver com o que estava sendo apresentado.
Não se trata de pedir entusiasmo, mas sim de garantir visibilidade.
O carnaval nunca foi apenas festa. Sempre foi também palco de crítica social, sátira política e posicionamento.
Basta lembrar os desfiles históricos de Joãozinho Trinta que transformaram a avenida em espaço de confronto simbólico, questionando poder, desigualdade e hipocrisia.
Em diferentes momentos escolas levaram à Sapucaí denúncias, ironias e reivindicações e isso faz parte da tradição do samba-enredo.
Tentar enquadrar esse espírito em uma moldura excessivamente neutra é ignorar a própria natureza do espetáculo.
A Globo não precisava enaltecer o enredo. Não precisava concordar. Não precisava editorializar. Mas precisava mostrar.
Precisava transmitir desde o início. Precisava permitir que o público formasse sua própria opinião a partir das imagens completas.
Deixar de transmitir cerca de 30 minutos de um desfile é descaso com a escola, com os profissionais que trabalharam o ano inteiro e com o telespectador.
É reduzir o carnaval a um produto que pode ser editado conforme conveniência. Para muitos, foi a Globo sendo a Globo. Formal quando convém, contida quando o enredo provoca, econômica nas imagens quando o tema incomoda.
Não se trata de política partidária. Trata-se de compromisso com a transmissão integral de um dos maiores espetáculos culturais do país.
O carnaval é excesso, é cor, é discurso. E merece ser mostrado por inteiro, sem cortes que falem mais alto que o samba.

Publicado no facebook

Acadêmicos de Niterói homenageia Lula na Sapucaí e leva recados políticos ao carnaval do Rio

Enredo sobre a trajetória do presidente abre o Grupo Especial, cita Janja e faz alusão a Bolsonaro como “palhaço preso”
Atualizado em 16 de fevereiro de 2026, 13:47 h

Acadêmicos de Niterói homenageia Lula na Sapucaí e leva recados políticos ao carnaval do Rio (Foto: Lucas Victorio | Riotur)


247 – A Acadêmicos de Niterói abriu os desfiles do Grupo Especial do carnaval do Rio neste domingo, 15 de fevereiro de 2026, na Marquês de Sapucaí, com um enredo que homenageia o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e transforma sua trajetória em narrativa carnavalesca, com referências diretas ao PT, alusão a Jair Bolsonaro e repercussão imediata no ambiente político.



🇧🇷 Desfile sobre o presidente Lula na Sapucaí encerrou com o público gritando “sem anistia”. 

A escola levou para a avenida o samba-enredo “Do alto do Mulungu surge a esperança: Lula, o operário do Brasil”, apresentando um recorte simbólico da história do presidente, com início em 1952.

Na encenação, o ator e humorista Paulo Vieira interpretou Lula durante a apresentação, enquanto o presidente assistia ao desfile no camarote da Prefeitura do Rio de Janeiro e chegou a descer para a avenida.

A própria escola destacou a dimensão histórica do homenageado. “A liderança política de Lula marcou definitivamente a história do Brasil. Eleito deputado constituinte e presidente da República, Luiz Inácio subiu ao Palácio do Planalto após receber mais de 52 milhões de votos. Alguns dirão que ele bancou o camaleão, disfarçando de verde e amarelo sua coloração essencialmente vermelha”, afirmou a agremiação.
PT, número 13 e grito de guerra na avenida

O samba-enredo trouxe referências explícitas ao universo do PT. A letra reproduziu um dos gritos de guerra associados à militância e mencionou, em duas passagens, o número de urna do partido.

Um dos trechos destacados foi literal: “Olê, olê, olê, olá, Lula, Lula”.

Janja também é citada na composição, assim como o filme “Ainda Estou Aqui”, conectando elementos culturais à narrativa política apresentada pela escola.

Na letra, Eurídice Ferreira de Mello, mãe de oito filhos, narra a viagem de “13 noites e 13 dias” com a família em um caminhão “pau-de-arara”, entre Garanhuns, no interior de Pernambuco, e a periferia de Guarujá, no litoral paulista, em alusão à trajetória do chefe do Executivo.
Ausência de Janja e presença de Fafá de Belém

Apesar de ser aguardada no último carro alegórico, a primeira-dama Rosângela Lula da Silva, a Janja, não desfilou na homenagem da Acadêmicos de Niterói.

No lugar dela, entrou Fafá de Belém. Segundo pessoas que acompanharam o desfile ao lado de Lula, Janja chegou a passar pela Marquês de Sapucaí, mas retornou pouco depois ao camarote em que o presidente acompanhava a apresentação.
Alegoria faz alusão a Bolsonaro como “palhaço preso”

A agremiação também levou para a avenida uma alegoria com alusão ao ex-presidente Jair Bolsonaro, representado como um palhaço na prisão.


Com feição triste e espantada, a figura vestia trajes listrados, tradicionalmente associados à representação de presidiários na dramaturgia. O palhaço utilizava ainda uma tornozeleira eletrônica com sinais de violação, em referência a episódio que levou à revogação da prisão domiciliar do ex-presidente, em novembro do ano passado.
Reação da oposição e questionamentos sobre verba pública

A participação de Lula gerou forte repercussão, especialmente entre políticos de direita, que o acusaram de fazer propaganda eleitoral antecipada e de utilizar dinheiro público para se promover. Segundo o relato, opositores chegaram a acionar a Justiça contra a participação do presidente no desfile.

Neste ano, o Governo Federal destinou R$ 12 milhões em verba pública para escolas do grupo especial do carnaval do Rio de Janeiro. A Acadêmicos de Niterói deve receber R$ 1 milhão pela participação no desfile.

Com o enredo centrado na trajetória do presidente, referências diretas ao PT e alegorias com forte carga política, a abertura do Grupo Especial transformou a Sapucaí em palco não apenas de espetáculo cultural, mas também de intensa disputa simbólica sobre o Brasil contemporâneo.

16 de fev. de 2026

A Nota oficial da Escola de Samba Acadêmicos de Niteroi que fez homenagem a Lula no sambódromo do Rio

NOTA OFICIAL


A Acadêmicos de Niterói começa essa mensagem agradecendo, de coração aberto, à sua comunidade. O que vivemos na Avenida só foi possível graças à força do povo, à união dos nossos componentes e ao amor de quem nunca deixou essa escola caminhar sozinha.


Mas é preciso dizer a verdade.


Durante todo o processo carnavalesco, a nossa agremiação foi perseguida. Sofremos ataques políticos, enfrentamos setores conservadores e, de forma ainda mais grave, lidamos com perseguições vindas de gestores do próprio Carnaval Carioca. Houve tentativas de interferência direta na nossa autonomia artística, com pedidos de mudança de enredo, questionamentos sobre a letra do samba e outras ações que buscaram nos enquadrar e nos silenciar.


Não conseguiram.


Mesmo pressionada, a Acadêmicos de Niterói não se curvou. Nos posicionamos, resistimos e levamos para a Avenida um desfile verdadeiro, potente e coerente com a nossa identidade.


A força da nossa comunidade foi o nosso pilar. A aclamação popular foi a nossa resposta. O carinho do público foi o nosso maior prêmio.


Também não ignoramos o histórico conhecido no Carnaval: a narrativa injusta de que “quem sobe, desce”. Por isso, reafirmamos com firmeza que esperamos um julgamento justo, técnico e transparente, que respeite o que foi apresentado na Avenida e não reproduza perseguições, interesses ou pré-julgamentos.


A nossa mensagem ecoa clara, forte e sem medo:


🔥 EM NITERÓI, O AMOR VENCEU O MEDO🔥


Seguimos firmes.

Seguimos com o povo.

Seguimos atentos.

Quem tem direito e como acessar o Programa Gás do Povo, programa do governo federal

Presidente Lula sancionou lei que oferece recarga gratuita de botijão de gás a famílias de baixa renda; veja requisitos


Foto de Magda Ehlers via pexels.com

Resumo da notícia ​


O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou nesta sexta-feira (13/02/2026) a Lei nº 15.348, que institui o Programa Gás do Povo, criado para assegurar a gratuidade da recarga de botijões de gás de cozinha (GLP) de 13 kg a famílias de baixa renda inscritas no Cadastro Único para Programas Sociais (CadÚnico) com renda per capita de até meio salário mínimo.


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O programa deve entrar em pleno funcionamento em março de 2026, com a previsão de atender cerca de 15 milhões de famílias, o que equivale a aproximadamente 50 milhões de pessoas em todos os 5.571 municípios brasileiros. A sanção presidencial foi publicada em edição extra do Diário Oficial da União (DOU).

O Gás do Povo tem como principal finalidade combater a pobreza energética, definida como a dificuldade de acesso a serviços energéticos essenciais, especialmente o gás de cozinha, um insumo básico para a preparação de alimentos.

A expectativa do governo federal é que a nova política pública não só proporcione alívio financeiro direto às famílias de baixa renda, como também contribua para a redução de problemas de saúde relacionados ao uso de combustíveis inadequados em domicílios, especialmente entre mulheres e crianças.
Como funciona o Gás do Povo

O programa foi aprovado pelo Congresso Nacional em menos de 24 horas após tramitação da Medida Provisória que instituiu a política, com mudanças acordadas entre Câmara e Senado e enviada para sanção presidencial.

As famílias elegíveis poderão retirar o botijão gratuitamente em revendas credenciadas, com o uso de mecanismos como:

– Aplicativo oficial (“Meu Social – Gás do Povo”);

– Cartão do programa;

– Cartão do Bolsa Família (quando compatível);

– Apresentação do CPF na revenda, com validação via SMS ou aplicativo.

A operacionalização do programa conta com mais de 10 mil pontos de comercialização credenciados em todo o país, com integração entre ministérios e instituições como o Ministério de Minas e Energia (MME), o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS) e a Caixa Econômica Federal.

Publicação do GGN


Por Tatiane Correia
14/02/26 • 10:20

15 de fev. de 2026

Governo Lula acende alerta sobre desfile que vai homenagear o presidente em desfile na Sapucaí no Carnaval do Rio de Janeiro

Integrantes do Executivo avaliam que 'nível de sensibilidade' do evento subiu nos últimos dias. TSE rejeitou pedidos da oposição para barrar desfile, mas citou 'risco de ilícito'.




Presidente Lula assiste ao desfile do Galo da Madrugada



O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) está em alerta sobre o desfile da Acadêmicos de Niterói, que homenageia o petista neste domingo (15).


A avaliação de integrantes do Palácio do Planalto é que, nos últimos dias, houve uma escalada do nível de sensibilidade sobre o evento.


Com o enredo “Do Alto do Mulungu surge a esperança: Lula, o operário do Brasil”, a agremiação vai contar a trajetória do presidente.


A oposição tentou barrar o desfile na Justiça, alegando propaganda eleitoral antecipada (entenda abaixo). Lula vai disputar o quarto mandato presidencial neste ano.


Lula e presidente da Acadêmicos de Niterói no Alvorada — Foto: Ricardo Stuckert/PR

Na última sexta-feira (13), a Comissão de Ética Pública da Presidência da República (CEP) fez uma série de recomendações sobre a participação de autoridades federais nas festas de Carnaval deste ano.


🔎Compete à CEP "orientar autoridades em matéria de ética pública, aplicar o Código de Conduta da Alta Administração Federal, manifestar-se sobre conflito de interesses e apurar condutas das Altas Autoridades em desacordo com as normas éticas".


Com as regras publicadas em nota oficial da Secom, o entendimento de alguns integrantes do Executivo é que o Palácio do Planalto formalizou o tom de cautela.


As orientações foram publicadas após uma consulta feita pela Casa Civil, Advocacia-Geral da União e Secretaria de Comunicação da Presidência (Secom).


A AGU já havia feito uma recomendação informal aos ministros que evitassem participar do desfile sobre Lula para evitar confusão política e jurídica.

Comitiva menor
Lula vai assistir ao desfile no camarote da Prefeitura do Rio de Janeiro, na Sapucaí, com uma comitiva menor do que a prevista inicialmente.

Há uma previsão de que a primeira-dama, Janja da Silva, esteja em um dos carros alegóricos. Ela esteve no ensaio técnico da agremiação na semana passada.


A primeira-dama Janja no ensaio da Acadêmicos de Niterói — Foto: Paulo Tauil/AgNews

Inicialmente, ministros avaliaram participar da homenagem. A ministra da Igualdade Racial, Anielle Franco, esteve no ensaio com Janja, mas decidiu não desfilar mais.

A lista de autoridades no camarote com Lula também é incerta. A ministra do Planejamento, Simone Tebet, tinha presença confirmada no camarote com o presidente até a manhã deste sábado (14), mas informou que não vai mais.

‘Risco de ilícito’

Na última quinta-feira (12), o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) rejeitou, por unanimidade, dois pedidos de liminares feitos pelo partido Novo e pelo partido Missão contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o Partido dos Trabalhadores (PT) e a escola de samba Acadêmicos de Niterói. A Corte, no entanto, fez alertas sobre “risco de ilícito”.


A ministra Estela Aranha, relatora do caso, afirmou que não é possível deferir o pedido, uma vez que os fatos ainda não aconteceram.


Contudo, a ministra ponderou que não significa que, no futuro, a Corte não possa vir a analisar eventuais abusos como o de poder político, econômico e dos meios de comunicação.


➡️Além da relatora, votaram pela rejeição da ação: André Mendonça, Cármen Lúcia, Antonio Carlos Ferreira, Villas Bôas Cueva e Floriano de Azevedo Marques


Em seu voto, a presidente do TSE, ministra Cármen Lúcia, disse que "a Justiça Eleitoral não está dando salvo-conduto a quem quer que seja".

Segundo ela, o cenário não se parece ao de "areias claras", mas de "areia movediça". "Quem entra, entra sem saber o final", reforçou.

Em complemento, Cármen Lúcia ressaltou que a Constituição proíbe censura.

"É vedada toda e qualquer censura. Sem se saber o que vai acontecer, não há dado objetivo do que a escola vai fazer, pode até última hora resolver não fazer. Estaríamos antecipando algo", justificou.

A ministra destacou, também, que a "festa do Carnaval não pode ser fresta para ilícito eleitoral de ninguém", alertando para o risco de que "pessoas que já se anunciaram como candidatos" possam transformar o ambiente em espaço para propaganda irregular.

Propaganda antecipada

A discussão no TSE envolveu a possibilidade de que o evento representasse uma propaganda eleitoral antecipada, o que viola a legislação eleitoral.

Pela lei brasileira, a propaganda a favor de um candidato visando às eleições pode começar quando a participação dele na disputa é oficializada - com as convenções e o registro de candidatura. Pedidos de votos fora desse período são considerados irregulares e podem trazer sanções, como multas e processos por abuso de poder político.

Veja as recomendações do Planalto para autoridades

A Comissão de Ética Pública da Presidência da República fez uma série de recomendações sobre a participação de autoridades federais nas festas de Carnaval deste ano.

O colegiado listou as seguintes orientações:

1.A recomendação de que sejam recusados convites de pessoas jurídicas de fins lucrativos que configurem conflito de interesses com a Administração, em razão de decisões quanto a decisões regulatórias, a contratações diretas e a políticas públicas geridas por seus respectivos órgãos;

2.A vedação do recebimento de diárias e passagens para comparecimento a evento que se insira, de maneira exclusiva, na esfera privada da autoridade. Mesmo nas atividades de cunho estritamente pessoal, não se afasta o dever de observância aos princípios e normas de regência da ética e da moralidade administrativas;

3.A necessidade de que atividades de caráter institucional desempenhadas durante o Carnaval sejam devidamente registradas no sistema e-Agendas;

4.A orientação de que, em festividades, eventos e programas culturais, as autoridades não realizem manifestações que possam vir a ser caracterizadas como propaganda eleitoral antecipada, por conter pedido explícito de voto ou veicular conteúdo eleitoral.

Publicação feito no G1

Por Isabella CalzolariFernanda Vivas, g1 — Brasília

15/02/2026