Mesmo diante da crise econômica e financeira global, os micro e pequenos empresários do país mantem o otimismo em 2009 e, o melhor – apesar da redução do faturamento e da demanda, os postos de trabalho estão sendo mantidos. A ótima notícia vem da sondagem “Ponto de Vista dos Pequenos Negócios”, divulgada ontem (02.03) pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (SEBRAE), que avaliou o desempenho do último quadrimestre de 2008 e as expectativas para 2009. Dos quase 3 mil entrevistados em todo o país, 62% esperam vender e faturar mais; 56% querem manter o quadro de funcionários; e 35% pretendem aumentar as contratações com carteira assinada. Houve redução de clientes para 55% dos empresários pesquisados, com impacto nas vendas e no faturamento. Porém, 69% não demitiram funcionários.De acordo com a sondagem do SEBRAE, 68% dos micro e pequenos empresários estão confiantes no aumento do número de clientes, e 49% já sinalizaram aumento dos investimentos. Outros 57% acreditam que as atividades no setor serão boas, e para 22% serão muito boas. O pessimismo atinge só 9%: estes consideram 2009 um ano ruim para os negócios.Crédito e jurosNa pesquisa do Sebrae, 63% confirmaram que foram afetados pelos reflexos da crise internacional, mas 65% não precisaram de crédito bancário.Os juros altíssimos, lógico, são sempre alvo de crítica e dividem a opinião dos empresários entrevistados: para 35% as taxas vão diminuir; 34% considera que os juros ficarão inalterados; e 31% acham até que pode haver aumento.Vale destacar que as micro e pequenas representam 99% das empresas de todo país e, portanto, de forma alguma podemos menosprezar as expectativas do setor.
De uma olhada na íntegra da pesquisa "Ponto de Vista dos Pequenos Negócios" no site do Sebrae.
4 de abr. de 2009
15 de mar. de 2009
É preciso ser Otimista! menos com a imprensa!
Frase do jornalista joelmir beting; o otimismo pode não levar a lugar nenhum, o pessimismo com certeza leva!
Pôr isso gostei deste texto, pois a gente que batalha no dia a dia pra não só viabilizar negocios entre construtoras e compradores de imóveis, como transmitir esperança, esta é a função do vendedor. Eu sempre desconfiei das manchetes dos jornais!
O Armagedon da grande imprensa
Crise econômica ou Armagedon? Após o IBGE ter divulgado uma queda de 3,6% no crescimento da economia brasileira no último trimestre de 2008, os editores de primeira página de O Globo e da Folha de São Paulo não hesitaram em recorrer, na quarta-feira, 11/3, às habituais formas de terrorismo editorial. A capa do diário carioca ostentava: "Indústria desaba. Consumo cai e já se teme 2009 com recessão". O jornal paulista não ficou atrás: “Queda do PIB no Brasil é uma das piores do mundo".O fato de a desaceleração ter ocorrido no último trimestre pareceu irrelevante para os editores da conhecida publicação da Barão de Limeira. Apoiando-se no que julgava ser potencialmente mais explosivo, omitiu um dado de capital importância para compreensão da realidade econômica do país: o PIB brasileiro, apesar da crise em escala planetária, apresentou o segundo maior crescimento mundial. Ou seja, outras manchetes seriam possíveis. Algo do gênero “Apesar da recessão global, PIB cresce 5,1%" Por que não? Por determinações da pequena política.Que tipo de jornalismo está sendo feito no Brasil? Para quais interesses é direcionada sua estrutura narrativa? É o caso de reexaminar, como já sugeriu o jornalista Alberto Dines, os procedimentos e padrões para a formulação de títulos? Ou o claro viés ideológico clama por uma inflexão de outra natureza? O que está em xeque é a própria ética do fazer jornalísticoComo ressalva o editor do Observatório da Imprensa, “de nada adianta registrar todos os dados, reproduzi-los no corpo da matéria se a titulação-espelho fiel da busca da verdade beneficia apenas um ângulo”. Aquele que melhor atende aos objetivos de uma oposição sem projetos, fingindo fazer interpretação equivocada da Teoria da Catástrofe. Sejamos claros nesse ponto: o problema não é desvio conceitual, mas de caráter mesmo.Mais uma vez, o que temos aqui são manchetes que, ignorando a apuração para obter impacto, não revelam incompetência, mas disposição de submeter o leitor e/ou telespectador à desinformação, ao fatalismo de profecias que se auto-realizam, à erosão da popularidade de quem governa.Será que ainda não se deram conta que uma nova opinião pública se consolidou, apesar do conteúdo que produzem? Analisando o processo eleitoral de 2006, a jornalista Ana Rita Marini (*) constatou que “distante da influência das manchetes, o eleitor não se deixou levar pelo canto da sereia nos maiores veículos de comunicação". Não é o caso de se deter diante das conseqüências deste fenômeno, tão imprevisíveis quanto os da crise do capitalismo, antes de seguir na linha de jornalismo de campanha?Já não passou da hora de a imprensa brasileira botar sua cultura no divã e ver que, se ela tem mudado os seus absolutos, eles continuam com a mesma face odiosa? Vale a pena manter a linha autoritária, acrescentando nuanças aparentemente democráticas? Ou o dilema dos barões da mídia é o mesmo de lideranças oposicionistas que vêem em 2010 não apenas mais uma eleição presidencial, mas a própria sobrevivência política?Nesse caso há um subtexto, uma manchete oculta na primeira página de O Globo. “A agenda conservadora desabou, seu candidato começa a cair e há sinais de derrota nas eleições de 2010?”. Se for isso, o Armagedon está explicado.
(*) Publicado em MídiaComDemocracia nº 5, janeiro de 2009, revista do Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação
Pôr isso gostei deste texto, pois a gente que batalha no dia a dia pra não só viabilizar negocios entre construtoras e compradores de imóveis, como transmitir esperança, esta é a função do vendedor. Eu sempre desconfiei das manchetes dos jornais!
O Armagedon da grande imprensa
Crise econômica ou Armagedon? Após o IBGE ter divulgado uma queda de 3,6% no crescimento da economia brasileira no último trimestre de 2008, os editores de primeira página de O Globo e da Folha de São Paulo não hesitaram em recorrer, na quarta-feira, 11/3, às habituais formas de terrorismo editorial. A capa do diário carioca ostentava: "Indústria desaba. Consumo cai e já se teme 2009 com recessão". O jornal paulista não ficou atrás: “Queda do PIB no Brasil é uma das piores do mundo".O fato de a desaceleração ter ocorrido no último trimestre pareceu irrelevante para os editores da conhecida publicação da Barão de Limeira. Apoiando-se no que julgava ser potencialmente mais explosivo, omitiu um dado de capital importância para compreensão da realidade econômica do país: o PIB brasileiro, apesar da crise em escala planetária, apresentou o segundo maior crescimento mundial. Ou seja, outras manchetes seriam possíveis. Algo do gênero “Apesar da recessão global, PIB cresce 5,1%" Por que não? Por determinações da pequena política.Que tipo de jornalismo está sendo feito no Brasil? Para quais interesses é direcionada sua estrutura narrativa? É o caso de reexaminar, como já sugeriu o jornalista Alberto Dines, os procedimentos e padrões para a formulação de títulos? Ou o claro viés ideológico clama por uma inflexão de outra natureza? O que está em xeque é a própria ética do fazer jornalísticoComo ressalva o editor do Observatório da Imprensa, “de nada adianta registrar todos os dados, reproduzi-los no corpo da matéria se a titulação-espelho fiel da busca da verdade beneficia apenas um ângulo”. Aquele que melhor atende aos objetivos de uma oposição sem projetos, fingindo fazer interpretação equivocada da Teoria da Catástrofe. Sejamos claros nesse ponto: o problema não é desvio conceitual, mas de caráter mesmo.Mais uma vez, o que temos aqui são manchetes que, ignorando a apuração para obter impacto, não revelam incompetência, mas disposição de submeter o leitor e/ou telespectador à desinformação, ao fatalismo de profecias que se auto-realizam, à erosão da popularidade de quem governa.Será que ainda não se deram conta que uma nova opinião pública se consolidou, apesar do conteúdo que produzem? Analisando o processo eleitoral de 2006, a jornalista Ana Rita Marini (*) constatou que “distante da influência das manchetes, o eleitor não se deixou levar pelo canto da sereia nos maiores veículos de comunicação". Não é o caso de se deter diante das conseqüências deste fenômeno, tão imprevisíveis quanto os da crise do capitalismo, antes de seguir na linha de jornalismo de campanha?Já não passou da hora de a imprensa brasileira botar sua cultura no divã e ver que, se ela tem mudado os seus absolutos, eles continuam com a mesma face odiosa? Vale a pena manter a linha autoritária, acrescentando nuanças aparentemente democráticas? Ou o dilema dos barões da mídia é o mesmo de lideranças oposicionistas que vêem em 2010 não apenas mais uma eleição presidencial, mas a própria sobrevivência política?Nesse caso há um subtexto, uma manchete oculta na primeira página de O Globo. “A agenda conservadora desabou, seu candidato começa a cair e há sinais de derrota nas eleições de 2010?”. Se for isso, o Armagedon está explicado.
(*) Publicado em MídiaComDemocracia nº 5, janeiro de 2009, revista do Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação
7 de mar. de 2009
Imóvel para população de baixa renda terá prestações de R$ 15 a R$ 20
O governo vai subsidiar quase integralmente a compra da casa própria para mutuários de baixa renda. O programa habitacional que será lançado neste mês pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva prevê prestações mensais simbólicas, de R$ 15 a R$ 20, para famílias que ganham até três mínimos (R$ 1.395) por mês. Não é só: para facilitar a vida dos mais pobres e evitar o acúmulo do aluguel com as prestações, o comprador só começará a pagar quando estiver morando no imóvel.
Direcionado aos menos favorecidos, o plano tem perfil de "Bolsa-Habitação": a ideia do governo Lula é baratear a construção e estimular a compra da casa própria. Embora o programa seja destinado a famílias que recebem até dez mínimos (R$ 4.650), os subsídios de quase 100% atingirão apenas os mais carentes, que ganham até R$ 1.395 por mês. Cálculos da equipe econômica indicam que 85% do déficit habitacional, de 7 milhões de moradias, está concentrado nessa faixa, a maioria em grandes cidades.
Governadores que conversaram com a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, disseram ao Estado que os subsídios para o pacote serão tão volumosos quanto os recursos do governo no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). O plano também permite ao mutuário comprar o imóvel sem desembolsar um tostão de entrada. Além disso, ele poderá escolher entre duas alternativas: a Tabela Price, com prestações fixas, e o Sistema de Amortização Constante (SAC), com parcelas decrescentes.
O esforço do Planalto, agora, é para que governadores e prefeitos participem do programa, abrindo mão de receitas como Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS). O pacote usará cadastros de Estados e municípios e o crédito será concedido pela Caixa Econômica Federal e pelo Banco do Brasil. O governo espera que bancos privados também concedam o empréstimo. Foi Lula quem exigiu uma prestação simbólica para a camada mais carente da população. Em conversas reservadas, ele disse que não se trata de distribuir moradias de graça, mas, sim, financiar o desenvolvimento. Lula acredita que o investimento no setor habitacional ajuda a combater os efeitos perversos da crise, tem impacto no emprego, aquece o mercado e faz a economia girar.Transferência
A meta do Planalto é construir 1 milhão de casas populares, 500 mil neste ano e outros 500 mil em 2010. Lula, porém, foi aconselhado a não assumir o número, já que, embora o dinheiro seja do Orçamento da União, o programa será tocado nos Estados e municípios . Mesmo assim, a equipe econômica não vai transferir recursos para companhias de habitação estaduais, como reivindicaram alguns governadores. Detalhe: hoje, as empresas constroem cerca de 50 mil casas por ano.
Ao se reunir na terça-feira (3) com os governadores José Serra (São Paulo), Aécio Neves (Minas), Sérgio Cabral (Rio) e Roberto Requião (Paraná), Dilma afirmou que o programa será sustentado pelo tripé "subsídio, Fundo Garantidor e seguro de vida". Simulações indicam que mutuários que ganham até R$ 1.395 poderão ficar até três anos pagando apenas a fração mínima das prestações - cerca de 5% -, desde que comprovem falta de condições. O valor integral das prestações suspensas irá para o fim do contrato. Durante o período de suspensão, as prestações serão cobertas pelo Fundo Garantidor.
O desemprego é um dos motivos que podem ser alegados para suspender o pagamento das prestações. Caixa e BB vão permitir que, de seis em seis meses, o mutuário faça uma declaração justificando a impossibilidade de quitar o débito no período. Alvo de inúmeras críticas por causa do alto custo, o seguro do financiamento - que cobre morte ou invalidez de quem toma o empréstimo, além de danos ao imóvel - também ficará mais barato ou será abolido, dependendo do salário do trabalhador. Atualmente, varia conforme a idade e chega a representar até 40% da prestação.
Fonte: .........O Estado de São Paulo
Direcionado aos menos favorecidos, o plano tem perfil de "Bolsa-Habitação": a ideia do governo Lula é baratear a construção e estimular a compra da casa própria. Embora o programa seja destinado a famílias que recebem até dez mínimos (R$ 4.650), os subsídios de quase 100% atingirão apenas os mais carentes, que ganham até R$ 1.395 por mês. Cálculos da equipe econômica indicam que 85% do déficit habitacional, de 7 milhões de moradias, está concentrado nessa faixa, a maioria em grandes cidades.
Governadores que conversaram com a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, disseram ao Estado que os subsídios para o pacote serão tão volumosos quanto os recursos do governo no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). O plano também permite ao mutuário comprar o imóvel sem desembolsar um tostão de entrada. Além disso, ele poderá escolher entre duas alternativas: a Tabela Price, com prestações fixas, e o Sistema de Amortização Constante (SAC), com parcelas decrescentes.
O esforço do Planalto, agora, é para que governadores e prefeitos participem do programa, abrindo mão de receitas como Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS). O pacote usará cadastros de Estados e municípios e o crédito será concedido pela Caixa Econômica Federal e pelo Banco do Brasil. O governo espera que bancos privados também concedam o empréstimo. Foi Lula quem exigiu uma prestação simbólica para a camada mais carente da população. Em conversas reservadas, ele disse que não se trata de distribuir moradias de graça, mas, sim, financiar o desenvolvimento. Lula acredita que o investimento no setor habitacional ajuda a combater os efeitos perversos da crise, tem impacto no emprego, aquece o mercado e faz a economia girar.Transferência
A meta do Planalto é construir 1 milhão de casas populares, 500 mil neste ano e outros 500 mil em 2010. Lula, porém, foi aconselhado a não assumir o número, já que, embora o dinheiro seja do Orçamento da União, o programa será tocado nos Estados e municípios . Mesmo assim, a equipe econômica não vai transferir recursos para companhias de habitação estaduais, como reivindicaram alguns governadores. Detalhe: hoje, as empresas constroem cerca de 50 mil casas por ano.
Ao se reunir na terça-feira (3) com os governadores José Serra (São Paulo), Aécio Neves (Minas), Sérgio Cabral (Rio) e Roberto Requião (Paraná), Dilma afirmou que o programa será sustentado pelo tripé "subsídio, Fundo Garantidor e seguro de vida". Simulações indicam que mutuários que ganham até R$ 1.395 poderão ficar até três anos pagando apenas a fração mínima das prestações - cerca de 5% -, desde que comprovem falta de condições. O valor integral das prestações suspensas irá para o fim do contrato. Durante o período de suspensão, as prestações serão cobertas pelo Fundo Garantidor.
O desemprego é um dos motivos que podem ser alegados para suspender o pagamento das prestações. Caixa e BB vão permitir que, de seis em seis meses, o mutuário faça uma declaração justificando a impossibilidade de quitar o débito no período. Alvo de inúmeras críticas por causa do alto custo, o seguro do financiamento - que cobre morte ou invalidez de quem toma o empréstimo, além de danos ao imóvel - também ficará mais barato ou será abolido, dependendo do salário do trabalhador. Atualmente, varia conforme a idade e chega a representar até 40% da prestação.
Fonte: .........O Estado de São Paulo
12 de fev. de 2009
Na hora de reduzir custos o ser humano deveria vir em ultimo lugar
Você esta demitido
Você é diretor de uma indústria de geladeiras o mercado vai de vento em popa e a diretoria decidiu duplicar o tamanho da fábrica. No meio da construção os economistas americanos preveem uma recessão com grande alarde na imprensa, a diretoria da empresa já com um fluxo de caixa apertado decide pelo sim pelo não economizar 20 milhões de dólares, sua missão é determinar onde e como realizar esse corte nas despesas.
Esse é o resumo de um dos muitos estudos de caso que tive para resolver no mestrado de administração que me marcou e merece ser relatado. O professor chamou um colega ao lado para começar a discussão, o primeiro tem sempre a obrigação de trazer à tona as questões mais relevantes, apontar as variáveis críticas, separar o joio do trigo e apresentar um início de solução. "Antes de mais nada eu mandaria embora 620 funcionários não essenciais economizando 12 200 000 dólares, postergaria por seis meses os gastos com propaganda porque nossa marca é muito forte, cancelaria nossos programas de treinamento por um ano já que estaremos em compasso de espera, finalmente cortaria 95% de nossos projetos sociais afinal nossa sobrevivência vem em primeiro lugar".
É exatamente isso que as empresas brasileiras estão fazendo neste momento muitas até premiadas por sua "responsabilidade social". Terminada a exposição o professor se dirigiu ao meu colega e disse; -Levante-se e saia da sala. Desculpe professor, eu não entendi disse John meio aflito. Eu disse para sair desta sala e nunca mais voltar, Eu disse: PARA FORA!Nunca mais ponha os pés aqui em Harvard, ficamos todos boquiabertos e com os cabelos em pé. Nem um suspiro. Meu colega sem nada entender e cabisbaixo se preparou para deixar a sala, o silêncio era sepulcral. Quando estava prestes a sair o professor fez seu último comentário, agora vocês sabem o que é ser despedido. Ser despedido sem mostrar nenhuma deficiência ou incompetência, mas simplesmente porque um bando de prima-donas em Washington meteu medo em todo mundo, nunca mais na vida despeçam funcionários como primeira opção. Despedir gente é sempre a última alternativa.
Aquela aula foi uma lição e tanto. É fácil despedir 620 funcionários como se fossem simples linhas de uma planilha eletrônica, sem ter de olhar cara a cara para as pessoas demitidas. É fácil sair nos jornais prevendo o fim da economia ou aumentar as taxas de juros para 25% quando não é você quem tem de despedir milhares de funcionários nem pagar pelas conseqüências. Economistas, pelo jeito nunca chegam a estudar casos como esse nos cursos de política monetária. Se você decidiu reduzir seus gastos familiares "só para se garantir" também estará despedindo pessoas e gerando uma recessão. Se todas as empresas e famílias cortarem seus gastos a cada previsão de crise, criaremos crises de fato, com mais desemprego e mais recessão. A solução para crises é reservas e poupança, poupança previamente acumulada. O correto é poupar e fazer reservas públicas e privadas, nos anos de vacas gordas para não ter de despedir pessoas nem reduzir gastos nos anos de vacas magras, conselho milenar. Poupar e fazer caixa no meio da crise é dar um tiro no pé. Demitir funcionários contratados a dedo, talentos do presente e do futuro, é suicídio. Se todos constituíssem reservas, inclusive o governo, ninguém precisaria ficar apavorado, e manteríamos o padrão de vida, sem cortar despesas. Se a crise for maior que as reservas, aí não terá jeito, a não ser apertar o cinto, sem esquecer aquela memorável lição: na hora de reduzir custos, os seres humanos vêm em último lugar.
Estava relendo artigos que achei interessante algun dia e este escrito em 2001 me pareceu bem atual e muito relevante.
eis a fonte:
Stephen Kanitz - Artigo Publicado na Revista Veja, edição 1726, ano 34, nº45, 14 de Novembro de 2001.
Publicado no Facebook
Você é diretor de uma indústria de geladeiras o mercado vai de vento em popa e a diretoria decidiu duplicar o tamanho da fábrica. No meio da construção os economistas americanos preveem uma recessão com grande alarde na imprensa, a diretoria da empresa já com um fluxo de caixa apertado decide pelo sim pelo não economizar 20 milhões de dólares, sua missão é determinar onde e como realizar esse corte nas despesas.
Esse é o resumo de um dos muitos estudos de caso que tive para resolver no mestrado de administração que me marcou e merece ser relatado. O professor chamou um colega ao lado para começar a discussão, o primeiro tem sempre a obrigação de trazer à tona as questões mais relevantes, apontar as variáveis críticas, separar o joio do trigo e apresentar um início de solução. "Antes de mais nada eu mandaria embora 620 funcionários não essenciais economizando 12 200 000 dólares, postergaria por seis meses os gastos com propaganda porque nossa marca é muito forte, cancelaria nossos programas de treinamento por um ano já que estaremos em compasso de espera, finalmente cortaria 95% de nossos projetos sociais afinal nossa sobrevivência vem em primeiro lugar".
É exatamente isso que as empresas brasileiras estão fazendo neste momento muitas até premiadas por sua "responsabilidade social". Terminada a exposição o professor se dirigiu ao meu colega e disse; -Levante-se e saia da sala. Desculpe professor, eu não entendi disse John meio aflito. Eu disse para sair desta sala e nunca mais voltar, Eu disse: PARA FORA!Nunca mais ponha os pés aqui em Harvard, ficamos todos boquiabertos e com os cabelos em pé. Nem um suspiro. Meu colega sem nada entender e cabisbaixo se preparou para deixar a sala, o silêncio era sepulcral. Quando estava prestes a sair o professor fez seu último comentário, agora vocês sabem o que é ser despedido. Ser despedido sem mostrar nenhuma deficiência ou incompetência, mas simplesmente porque um bando de prima-donas em Washington meteu medo em todo mundo, nunca mais na vida despeçam funcionários como primeira opção. Despedir gente é sempre a última alternativa.
Aquela aula foi uma lição e tanto. É fácil despedir 620 funcionários como se fossem simples linhas de uma planilha eletrônica, sem ter de olhar cara a cara para as pessoas demitidas. É fácil sair nos jornais prevendo o fim da economia ou aumentar as taxas de juros para 25% quando não é você quem tem de despedir milhares de funcionários nem pagar pelas conseqüências. Economistas, pelo jeito nunca chegam a estudar casos como esse nos cursos de política monetária. Se você decidiu reduzir seus gastos familiares "só para se garantir" também estará despedindo pessoas e gerando uma recessão. Se todas as empresas e famílias cortarem seus gastos a cada previsão de crise, criaremos crises de fato, com mais desemprego e mais recessão. A solução para crises é reservas e poupança, poupança previamente acumulada. O correto é poupar e fazer reservas públicas e privadas, nos anos de vacas gordas para não ter de despedir pessoas nem reduzir gastos nos anos de vacas magras, conselho milenar. Poupar e fazer caixa no meio da crise é dar um tiro no pé. Demitir funcionários contratados a dedo, talentos do presente e do futuro, é suicídio. Se todos constituíssem reservas, inclusive o governo, ninguém precisaria ficar apavorado, e manteríamos o padrão de vida, sem cortar despesas. Se a crise for maior que as reservas, aí não terá jeito, a não ser apertar o cinto, sem esquecer aquela memorável lição: na hora de reduzir custos, os seres humanos vêm em último lugar.
Estava relendo artigos que achei interessante algun dia e este escrito em 2001 me pareceu bem atual e muito relevante.
eis a fonte:
Stephen Kanitz - Artigo Publicado na Revista Veja, edição 1726, ano 34, nº45, 14 de Novembro de 2001.
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6 de fev. de 2009
O PADEIRO E O VENDEDOR DE QUEIJO
Certa vez, em uma cidade do interior de Minas Gerais, um padeiro foi à delegacia de polícia e deu queixa do vendedor de queijos que segundo ele estava roubando, pois vendia 800 gramas de queijo e dizia estar vendendo 1 quilo.O delegado pegou o queijo de um quilo e constatou que só pesava 800 gramas e mandou então prender o vendedor de queijos sob a acusação de estar fraudando na balança.O vendedor de queijos ao ser notificado da acusação, confessou ao delegado que não tinha peso em casa e por isso, todo o dia comprava dois pães de meio quilo cada, colocava os pães em um prato da balança e o queijo em outro e quando o fiel da balança se equilibrava ele então sabia que tinha um quilo de queijo.O delegado para tirar a prova mandou comprar dois pães na padaria do acusador e pôde constatar que dois pães também tinham 800 gramas. Conclui o delegado que quem estava fraudando a balança era o mesmo que estava acusando o vendedor de queijos. NÓS SOMOS UM POUCO ASSIM: MUITAS VEZES ACUSAMOS OS OUTROS DE NOSSOS PRÓPRIOS DEFEITOS, ERROS E VÍCIOS.
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