31 de mar. de 2026

Ataque de precisão do Irã nos Emirados Árabes a base secreta dos EUA

Irã diz que bombardeou base secreta dos EUA nos Emirados Árabes e alojamento de soldados no Bahrein

Ambas instalações militares abrigavam tropas norte-americanas no momento em que foram atingidas, segundo a Guarda Revolucionária iraniana. Nem EUA nem Emirados Árabes Unidos nem Bahrein confirmaram os ataques até o momento.


Base aérea de Al Minhad, do Exército dos EUA, nos Emirados Árabes Unidos. Foto de 2018. — Foto: Doug Roles/Exército dos Estados Unidos

A Guarda Revolucionária do Irã afirmou nesta terça-feira (31) que bombardeou duas instalações militares do Exército dos EUA com tropas dentro, uma base secreta nos Emirados Árabes Unidos e um alojamento improvisado de soldados no Bahrein.

Ainda não há confirmação por parte dos EUA, nem dos Emirados Árabes nem do Bahrein sobre os ataques até a última atualização desta reportagem.

A instalação militar secreta nos Emirados Árabes ficava do lado de fora da base aérea de Al Minhad e tinha cerca de 200 soldados norte-americanos dentro no momento em que foi atingida, segundo a força militar iraniana. O ataque teria ocorrido na segunda-feira e destruído a instalação, ainda de acordo com a Guarda iraniana.

"Ontem, com a superioridade de inteligência do Irã, um centro secreto de comando do Exército dos EUA fora da base de Al Minhad, nos Emirados Árabes Unidos, foi identificado e destruído. Segundo nossas informações, antes do impacto, cerca de 200 oficiais e comandantes americanos estavam vivos no local. (...) Tanto as bases dos Estados Unidos na região se tornaram inseguras para os comandantes inimigos quanto sua presença em pontos de apoio", afirmou a Guarda em comunicado.

Já o alojamento de tropas no Bahrein foi atingido por um ataque de precisão, segundo a Guarda Revolucionária. A força militar iraniana adotou um tom irônico ao dizer que o Comando Central do Exército dos EUA minimizará o ataque, indicando que causou mais danos do que será reportado pelos norte-americanos.

O secretário da Guerra dos EUA, Pete Hegseth, afirmou em coletiva nesta terça-feira que presenciou seu Exército abatendo dois mísseis disparados pelo Irã contra "uma sala cheia de oficiais reunidos", porém não deu mais detalhes sobre qual incidente foi esse nem onde ocorreu.

As bases militares dos EUA no Oriente Médio têm sido alvos de bombardeios retaliatórios feitos pelo Irã desde o início da guerra, há mais de um mês. Para prevenir mortes de suas tropas, Washington evacuou essas instalações entre janeiro e fevereiro, antes do início do conflito.

As tropas atacadas no Bahrein são da 5ª Frota naval norte-americana, segundo o Irã. Essa frota tem como alojamento principal a "Naval Support Activity (NSA) Bahrain", que é a principal base naval dos EUA no Golfo Pérsico.

Publicado no G1
Por Redação g1

31/03/2026

O Colapso do Oriente Médio a Europa e a crise Global sem precedentes

 Relatório Consolidado de Inteligência: Crise Global (Março de 2026)

O cenário geopolítico atual apresenta uma convergência crítica de crises em dois teatros de operações interconectados. A escalada tecnológica na Europa e o colapso logístico no Oriente Médio criam um ambiente de instabilidade sem precedentes.

1. O Impasse dos Mísseis Taurus (Alemanha-Rússia)

A questão do fornecimento de mísseis de longo alcance pela Alemanha à Ucrânia tornou-se o principal ponto de fricção entre a OTAN e o Kremlin.

O Impasse Técnico: O míssil Taurus KEPD 350 possui alcance de 500 km e exige programação complexa. A operação depende de infraestrutura da Bundeswehr (Exército Alemão) para a alimentação de dados de mapeamento 3D e geolocalização por satélite.

A Questão da Participação Direta: Vladimir Putin declarou formalmente que a inserção de coordenadas por técnicos alemães configura a Alemanha como parte direta na guerra. Isso eliminaria a zona de neutralidade técnica, colocando o território alemão como alvo legítimo de retaliação russa sob o preceito de legítima defesa.

Mudança Estratégica: Sob o chanceler Friedrich Merz, Berlim autorizou a produção conjunta de armamentos avançados com Kiev, desafiando as "linhas vermelhas" de Moscou e elevando o risco de um confronto direto OTAN-Rússia.

2. Expansão e Guerra de Saturação no Golfo Pérsico

O Oriente Médio enfrenta uma guerra total que ignora fronteiras e neutralidades, atingindo sistematicamente a infraestrutura de todos os Estados do Conselho de Cooperação do Golfo (GCC).

Bloqueio de Ormuz: O Irã estabeleceu o fechamento parcial do estreito após ataques contra seu território. O tráfego de petroleiros caiu 70%, disparando os preços de energia globalmente.

Ataques Sistêmicos Regionais: O teatro de operações expandiu-se para atingir alvos estratégicos em múltiplos países:

Arábia Saudita: Refinarias da Aramco em Abqaiq e Khurais sofreram danos severos por enxames de drones.

Emirados Árabes Unidos: Terminais de exportação em Fujairah e infraestruturas em Abu Dhabi foram alvo de mísseis de cruzeiro.

Catar e Bahrein: Portos e instalações de processamento de Gás Natural Liquefeito (GNL) sofreram interrupções por sabotagem e ataques cinéticos, impactando o suprimento global de gás.

Omã: Instalações de monitoramento e logística próximas ao Mar da Arábia foram atingidas, tentando impedir o suporte às frotas ocidentais.


Intervenção Armada: Forças dos EUA e coalizões internacionais iniciaram operações navais e aéreas para tentar reabrir as rotas, resultando em combates diretos contra baterias costeiras iranianas e sistemas de defesa saturados em toda a península.

3. Conclusão Técnica: Vetores de Colapso Sistêmico

A simultaneidade desses dois teatros gera um cenário de esgotamento de recursos militares. A sobreposição da crise energética no Golfo com a escalada de mísseis na Europa retira o espaço para diplomacia. O risco de um erro de cálculo que acione o protocolo de Destruição Mútua Assegurada (MAD) permanece elevado.

Postagem nas redes sociais sem o credito do autor

30 de mar. de 2026

A guerra chega as monarquias: Arabia Saudita, Emirados Arabes Unidos, Catar, Bahrein, Omã e Kuwait

 Relatório de Impacto: Monarquias do Golfo (Março de 2026)

O envolvimento indireto e os ataques diretos em solo das monarquias (Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Catar, Bahrein, Omã e Kuwait) geraram um cenário de degradação estrutural profunda.

1. Consequências Logísticas: O Estrangulamento de Fluxo

Paralisia de Ormuz e Bab el-Mandeb: O fechamento desses pontos nodais converteu o Golfo em um "lago fechado". A logística de exportação de óleo bruto e importação de alimentos (80% dependente de via marítima) entrou em colapso.

Hubs de Aviação: Os aeroportos de Dubai (DXB) e Doha (DOH), centros nevrálgicos do tráfego aéreo global, operam com 15% da capacidade. O risco de mísseis de cruzeiro e drones interceptados sobre áreas urbanas forçou o cancelamento de rotas internacionais, isolando as monarquias comercialmente.

Cadeia de Suprimentos Interna: A destruição de terminais de contêineres em Fujairah (EAU) e Sohar (Omã) interrompeu o abastecimento de bens de consumo, gerando racionamento em larga escala.

2. Dimensão Econômica: O Choque de Capital e Energia

Danos à Infraestrutura Petrolífera: Os ataques atingiram o coração financeiro da região. Refinarias em Abqaiq (Arábia Saudita) e campos de exploração de GNL no Catar sofreram danos que levarão meses para reparação técnica. O custo do seguro para navios no Golfo tornou-se proibitivo, inviabilizando contratos de longo prazo.

Fuga de Capitais: O cenário de guerra aberta provocou uma retirada massiva de investimentos estrangeiros diretos (IED). Os megaprojetos de diversificação econômica (como a Vision 2030 saudita) foram suspensos para redirecionamento de fundos para a defesa e subsídios de emergência.

Mercado de Energia: Embora o preço do barril tenha disparado para níveis recordes, a incapacidade física de escoar a produção impede que as monarquias capitalizem sobre a alta, gerando uma crise de liquidez fiscal inédita.

3. Dimensão Militar: Saturação e Vulnerabilidade

Exaustão de Defesa Aérea: Os sistemas Patriot e THAAD das monarquias estão operando em regime de saturação constante contra ataques de drones e mísseis balísticos de baixo custo. O custo de cada interceptação é ordens de magnitude superior ao custo do ataque, exaurindo os estoques de munição fina.

Bases Estratégicas: Instalações militares que abrigam forças ocidentais no Bahrein (5ª Frota) e no Kuwait foram alvo de ataques de saturação, comprometendo a capacidade de projeção de poder e resposta rápida da coalizão na região.

Segurança Interna: A necessidade de mobilizar forças para proteger fronteiras e infraestruturas críticas desviou recursos da segurança interna, elevando o risco de instabilidade civil em áreas vulneráveis.

Conclusão Técnica: O Vetor de Risco Sistêmico

O estrago nas monarquias do Golfo demonstra que o "guarda-chuva de segurança" tradicional falhou diante da guerra híbrida. A interrupção simultânea da produção de energia e das rotas de transporte coloca essas nações em uma posição de vulnerabilidade existencial. No contexto de Destruição Mútua Assegurada (MAD), o colapso dessas economias retira o último amortecedor financeiro que sustenta a estabilidade global, acelerando o risco de um conflito de escala mundial.

Publicado no rede social sem a identificação do autor

Motor do avião da Delta Airlines explode ao decolar do aeroporto de Guarulhos SP

Gritos e pânico: veja o momento em que turbina de avião explode ao decolar no aeroporto de Guarulhos (vídeos)
Imagens mostram o momento exato em que a turbina de um avião da Delta Air Lines explode
30 de março de 2026,

Turbina de avião explode após decolagem em Guarulhos (Foto: Canal Aviação Guarulhos)

247 - Imagens mostram o momento exato em que a turbina de um avião da Delta Air Lines explode durante a decolagem no Aeroporto Internacional de São Paulo/Guarulhos, na noite de domingo (29). As informações foram divulgadas pela CNN Brasil.

No vídeo, a aeronave já está em procedimento de subida quando a turbina esquerda entra em combustão. Em poucos segundos, é possível ver uma explosão seguida pela saída de fragmentos em chamas, que se desprendem do motor e caem na área do aeroporto. Parte do material atinge o gramado, provocando um princípio de incêndio.

https://twitter.com/i/status/2038550157994647733


As imagens também captam o momento de tensão na comunicação com a torre de controle. No áudio, um operador alerta a tripulação sobre o problema: “fogo na asa”. A partir daí, o voo interrompe a subida e inicia os protocolos de emergência.

Outro trecho da gravação mostra a reação técnica da tripulação, que mantém o controle da aeronave mesmo após a falha. Em comunicação posterior, o piloto indica que o avião apresentava condições estáveis para retornar e pousar com segurança.

O registro ganhou repercussão por evidenciar a rapidez com que o incidente se desenvolveu e a gravidade da falha mecânica. Ainda assim, o desfecho foi considerado bem-sucedido do ponto de vista operacional, já que o avião conseguiu retornar ao aeroporto sem vítimas. O voo, que seguiria para Atlanta, acabou cancelado após o incidente.

A companhia aérea informou que a falha ocorreu no motor esquerdo da aeronave e pediu desculpas aos passageiros pelos transtornos. As imagens agora devem integrar a apuração sobre o caso, ajudando a esclarecer as circunstâncias da falha que levou à explosão da turbina.

Publicado no Brasil247

Foi o presidente Lula que combateu a farra do INSS por Rpgerio correaonde Bolsonaro fechou os olhos

"Foi Lula que acabou com a 'Bolsofarra' do INSS", diz Rogério Correia
Deputado aponta fraudes bilionárias contra aposentados e defende relatório alternativo com mais de 170 indiciamentos
27 de março de 2026, 
 
                                Rogério Correia (Foto: Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados)

247 - O deputado federal Rogério Correia (PT-MG) afirmou que o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi responsável por desmontar o esquema de fraudes que atingiu aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). A declaração foi feita em entrevista à TV Senado, antes da leitura do relatório da CPMI do INSS.

Segundo o parlamentar, o problema teve origem anos antes, com o credenciamento de entidades que passaram a realizar descontos em benefícios previdenciários sem a devida prestação de serviços. Ele explicou que “a partir de 2016 muitas entidades foram cadastradas para fazer descontos e prestar serviços aos aposentados. Só que apareceu um monte de entidade picareta, que não prestava serviço nenhum e fazia desconto de R$ 30, R$ 40, R$ 50, R$ 80”.

Rogério Correia afirmou que o esquema atingiu milhões de beneficiários e provocou prejuízos bilionários. De acordo com ele, “são milhões de aposentados e foram bilhões de recursos desviados do bolso do aposentado”. O deputado acrescentou que, ao assumir o governo, Lula promoveu mudanças que interromperam o modelo de descontos e iniciaram a devolução dos valores.

“O governo do presidente Lula desmontou isso. Não se pode mais fazer desconto associativo e foi devolvido o recurso [desviado]”, disse. Ainda segundo o parlamentar, o prejuízo acumulado ultrapassou R$ 6 bilhões, valor que precisou ser coberto com recursos públicos para ressarcir os aposentados.

O deputado também destacou medidas posteriores para recuperar os valores desviados. “Estamos agora recuperando esse dinheiro a partir do confisco de bens daqueles que foram responsáveis pelo roubo”, afirmou.

As declarações ocorrem no contexto de preparação para a apresentação de um relatório alternativo da CPMI do INSS, elaborado por parlamentares governistas. Segundo Rogério Correia, o documento propõe mais de 170 indiciamentos e identifica dez núcleos responsáveis pelas fraudes, incluindo grupos ligados a entidades, operadores financeiros, agentes políticos e servidores públicos.

“É um relatório muito consistente, onde colocamos nove grupos que atuaram nesse rombo e mais um outro grupo de agentes políticos e servidores públicos que se corromperam no processo. Então são dez núcleos que a gente responsabiliza”, afirmou.

O parlamentar também mencionou irregularidades envolvendo operações de crédito consignado, apontando a atuação de instituições financeiras e casos de lavagem de dinheiro. Ele citou nominalmente o empresário Fabiano Zettel e afirmou que há suspeitas relacionadas a doações eleitorais. “É o caso do Fabiano Zettel, que, além de doar R$ 5 milhões para a campanha do Bolsonaro e Tarcísio de Freitas, remeteu R$ 40 milhões para a Igreja Lagoinha”, declarou. O deputado ainda mencionou denúncias envolvendo o pastor André Valadão e defendeu o aprofundamento das investigações.

Após o início da sessão da CPMI, Rogério Correia reforçou suas críticas em publicações nas redes sociais. Segundo ele, o esquema teria sido iniciado em governos anteriores e ampliado posteriormente. “Nasceu com Temer. Engordou com Bolsonaro. Acabou com Lula. Um abriu as portas, o outro acolheu a bandidagem. Foi só Lula que acabou com a Bolsofarra do INSS e mandou investigar os ladrões”, escreveu.

O deputado também atribuiu ao atual governo medidas como afastamento e prisão de envolvidos, suspensão dos descontos associativos e ressarcimento em massa. De acordo com os dados apresentados por ele, cerca de 4,3 milhões de beneficiários já teriam sido ressarcidos, com devolução de R$ 2,9 bilhões.

O relatório alternativo da CPMI do INSS deve ser analisado pelos integrantes da comissão em meio a divergências políticas sobre as conclusões e responsabilidades pelas fraudes no sistema previdenciário.

Publicado no Brasil247

29 de mar. de 2026

Com Financiamento do BNDES o Brasil em parceria com a China vai fabricar trens de alta velocidade em Araraquara SP

 

🚆 BRASIL VOLTA A ACELERAR NOS TRILHOS DA ALTA TECNOLOGIA!



Excelente notícia para a nossa infraestrutura e economia! O presidente Lula participou hoje, em Araraquara (SP), do anúncio da instalação de uma fábrica da CRRC Brasil, braço da gigante chinesa que é a maior fabricante de trens do mundo.
O projeto é ambicioso e marca a retomada da produção industrial ferroviária de ponta em solo nacional. Com previsão de início de produção para o segundo semestre de 2026, a nova unidade vai fabricar trens modernos para grandes projetos de mobilidade no estado de São Paulo, incluindo o Trem Intercidades (TIC), que ligará a capital a Campinas, e novas composições para o Metrô de São Paulo.
O investimento total anunciado para mobilidade urbana em São Paulo chega a R$ 5,6 bilhões, contando com financiamento do BNDES, o que reforça o compromisso com a reindustrialização e o desenvolvimento tecnológico do Brasil. Essa parceria estratégica com a China não traz apenas equipamentos, mas também atrai investimentos, gera empregos qualificados para os trabalhadores brasileiros e promove a transferência de conhecimento técnico especializado.
É o Brasil investindo em modernidade, conectividade e em um futuro com transporte mais rápido, eficiente e sustentável para todos! 🇧🇷🇨🇳

27 de mar. de 2026

Em São Carlos o presidente LULA celebra a parceria LATAM EMBRAER

“Este era um casamento há muito tempo esperado”, diz Lula ao celebrar parceria LATAM-Embraer
Presidente destaca integração entre indústria e aviação, enquanto empresa anuncia novos aviões, rotas e investimentos bilionários no Brasil

                                      Lula entre funcionárias da Latam (Foto: Ricardo Stuckert)

Por Leonardo Attuch, 247 — O presidente Lula afirmou nesta quarta-feira (25), em São Carlos (SP), que a parceria entre a LATAM e a Embraer representa “um casamento há muito tempo esperado”, ao participar de evento no Centro de Manutenção de Aeronaves da companhia, o maior da América do Sul. A agenda reuniu autoridades e executivos em meio a anúncios de expansão da aviação e fortalecimento da indústria aeronáutica brasileira.

“Era um casamento esperado há muito tempo”, disse o presidente, ao destacar a convergência entre a maior operadora aérea da América Latina e a principal fabricante brasileira de aeronaves.

A visita ocorre em um momento de forte expansão da LATAM no país, com investimentos estimados em US$ 4 bilhões entre 2023 e 2026, ampliação da frota e aumento da conectividade aérea nacional e internacional.
Integração entre indústria e mercado aéreo

Durante seu discurso, Lula enfatizou que o Brasil precisa não apenas produzir aeronaves, mas também ampliar sua presença no transporte aéreo global, conectando mercados e atraindo fluxos internacionais.


“O Brasil tem fronteira com quase todos os países da América do Sul. E, se a gente não oferece a oportunidade de visita ao Brasil, eles vão para outro país, vão para os Estados Unidos.”

O presidente também chamou atenção para o potencial de expansão das rotas internacionais, especialmente em regiões populosas fora do eixo tradicional da aviação.

“Na Ásia, se você coloca avião para voar, veja: a Nigéria tem 240 milhões de habitantes, a Etiópia tem 126 milhões de habitantes, o Egito tem 105 milhões de habitantes. Nós estamos falando de mais de 400 milhões de habitantes só em três países.”

A fala reforça a visão de integração entre política industrial, turismo e conectividade global, alinhada à estratégia de “mais Brasil nos céus”.

LATAM aposta na Embraer e anuncia expansão

O CEO da LATAM Brasil, Jerome Cadier, classificou o momento como simbólico para a companhia e para o setor aéreo, descrevendo o evento como um “dia de festa”.

“A gente está vendo uma partezinha daquilo que é esse sonho. É muito, muito gratificante ver esse momento presente, num momento tão importante não só para o estado de São Paulo, mas para o Brasil”, afirmou.

Ele também destacou que a incorporação dos aviões E195-E2 da Embraer permitirá ampliar a operação da empresa no país e abrir novas rotas já a partir do fim deste ano.

A LATAM anunciou a encomenda de até 74 aeronaves do modelo E195-E2, sendo 24 pedidos firmes, em um investimento estimado em US$ 2,1 bilhões a preço de tabela. As primeiras entregas estão previstas para o último trimestre de 2026.

São Carlos como polo estratégico

O vice-presidente Geraldo Alckmin destacou o papel da infraestrutura pública na consolidação de São Carlos como um dos principais polos aeronáuticos do país.

Há 25 anos, lembrou, já defendia que a ampliação da pista do aeroporto local atrairia um centro de manutenção para a cidade — o que acabou se concretizando com a instalação do complexo da LATAM.

“Hoje é um dia especial. A maior operadora latino-americana, que é a LATAM, e uma das maiores indústrias aeronáuticas do mundo, topo da engenharia aeronáutica brasileira, que é a Embraer, se unem. É uma demonstração prática de quem acredita no Brasil.”

Ele sintetizou o impacto da parceria de forma direta: “Com os aviões da Embraer, a LATAM vai voar mais alto ainda.”
Investimentos, empregos e inovação

O Centro de Manutenção da LATAM em São Carlos completa 25 anos como o maior da América do Sul, concentrando cerca de 60% das manutenções do grupo. O complexo possui 95 mil metros quadrados, nove hangares e capacidade para atender até 16 aeronaves simultaneamente.

A unidade gera mais de 2 mil empregos diretos e integra um movimento mais amplo de expansão da companhia no Brasil. Nos últimos cinco anos, a LATAM ampliou seu quadro de funcionários de 18 mil para 22,5 mil trabalhadores diretos no país.

Além disso, foram investidos mais de US$ 32 milhões no centro de manutenção e cerca de R$ 78 milhões em pesquisa, desenvolvimento e inovação, com foco em digitalização e descarbonização.

A empresa também inaugurou, em dezembro de 2024, a Escola LATAM de Mecânicos, que já conta com mais de 200 alunos em formação, sendo 32% mulheres.
Parceria estratégica e projeção global

A articulação entre LATAM e Embraer representa um movimento estratégico que conecta produção industrial, operação aérea e inovação tecnológica. A incorporação dos jatos E2 não apenas fortalece a indústria nacional, como amplia a capacidade da companhia de explorar novos mercados.

Ao mesmo tempo, a cooperação entre LATAM e Delta na área de manutenção aeronáutica deve abrir novas oportunidades de negócios e reforçar a integração internacional do setor.

A agenda em São Carlos evidencia um momento de convergência entre investimento privado, política industrial e expansão da aviação, com impacto direto na geração de empregos, no desenvolvimento tecnológico e na projeção do Brasil no cenário global.

Publicado no Brasil247

Conteúdo postado por:

A maior taxa de juros do mundo o Brasil vai pagar R$ 1 trilhão de reais em 20026

Brasil deve pagar R$ 1 trilhão em juros em 2026, mesmo com queda da Selic
Projeções indicam que custo da dívida pública seguirá elevado. Despesa com juros deve atingir 8% do PIB neste ano
27 de março de 2026

Brasil deve pagar R$ 1 trilhão em juros em 2026, mesmo com queda da Selic (Foto: Lula Marques/Agência Brasil)

247 - A ligeira redução recente da taxa básica de juros, a Selic, não será suficiente para aliviar de forma imediata o peso da dívida pública brasileira. Mesmo com o início do ciclo de cortes anunciado pelo Banco Central, o país deve continuar desembolsando mais de R$ 1 trilhão por ano apenas com o pagamento de juros, refletindo o elevado custo de financiamento e o tamanho do endividamento acumulado. As estimativas indicam que esse cenário deve persistir ao menos até 2027, mantendo forte pressão sobre as contas públicas, segundo o jornal O Estado de São Paulo.

De acordo com projeções de mercado reunidas pelo Banco Central, a despesa com juros da dívida deve atingir 7,9% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2025 e subir para 8% em 2026. A partir desse ponto, a expectativa é de queda gradual, mas sem retorno ao patamar histórico de cerca de 6% ao longo da próxima década. O impacto financeiro deve se manter elevado mesmo com a redução gradual da taxa básica.

Dívida elevada e impacto prolongado

O peso dos juros permanece elevado principalmente porque parte significativa da dívida pública ainda será refinanciada a taxas mais altas. Embora cerca de 54% do estoque esteja indexado à Selic — o que permite algum alívio com a queda dos juros —, o restante é influenciado por fatores como risco fiscal e percepção dos investidores.

Na prática, isso significa que a redução do custo médio da dívida será lenta. O economista do Santander Ítalo Franca explicou que o estoque atual, com custo médio de 12% ao ano, está sendo substituído por novas emissões com taxa de 13,7%. “Mesmo considerando nossa projeção de Selic em 11,5% no próximo ano, a redução do custo médio da dívida deve ocorrer de forma gradual”, afirmou.

Tamanho da dívida limita alívio

Outro fator determinante é o crescimento expressivo da dívida pública, que já ultrapassa R$ 10 trilhões — equivalente a 78,7% do PIB. Para Ian Lima, diretor de investimentos em renda fixa da Inter Asset, o volume total da dívida reduz o impacto positivo da queda dos juros. “A despeito de a taxa média cair, o volume total (da dívida) não vai dar muito alívio”, avaliou.

Já o estrategista-chefe da Warren Investimentos, Luis Felipe Vital, destacou que o cenário fiscal também contribui para manter os custos elevados. “Fazendo um déficit primário com custo alto e com crescimento econômico mediano, é difícil reverter essa trajetória”, disse.
Governo descarta risco de calote

Apesar da escalada do endividamento, o Tesouro Nacional afirma que não há risco de insolvência. Segundo o órgão, as regras do novo arcabouço fiscal devem levar à estabilização da dívida ao longo dos próximos anos.

Relatório oficial aponta que a dívida bruta pode alcançar 88,6% do PIB até 2032, com tendência de estabilização a partir de 2029 e leve recuo até 2035. Economistas também avaliam que o risco de calote é baixo, especialmente porque 96% da dívida está denominada em moeda local.

No entanto, especialistas não descartam riscos indiretos. O economista da XP Investimentos, Tiago Sbardelotto, alertou para a possibilidade de ajustes via inflação em cenários extremos. “O risco reside, na verdade, em um ajuste pela via inflacionária”, afirmou.
Impacto no crescimento econômico

Além do custo direto, o avanço da dívida pública pode gerar efeitos negativos sobre a economia. O ex-secretário do Tesouro Nacional Jeferson Bittencourt destacou que o aumento do endividamento reduz a disponibilidade de recursos para o setor privado.

Segundo ele, a necessidade de captação do governo — estimada em R$ 1,7 trilhão apenas neste ano — intensifica a competição por crédito. “É o Estado competindo com o setor privado pelos recursos da poupança. Quanto maior a dívida, mais o Estado precisa tomar recursos para rolar a dívida. Sobram menos recursos para o setor privado, que passa a ter com isso um financiamento mais caro”, explicou.

Bittencourt também ressaltou que o principal risco não está na solvência, mas nos impactos sobre a atividade econômica. “Então, eu me preocupo menos com a questão da solvência e mais com os danos ao crescimento econômico de uma dívida desse tamanho”, concluiu.

Publicado no Brasil247

EMBRAER vende 24 jatos E195-E2 a LATAM durante visita do presidente LULA ao centro de Manutenção em São Carlos SP

Latam encomenda 24 jatos Embraer e Lula celebra "parceria fantástica" para ampliar voos e empregos no Brasil
Anúncio reforça investimentos de US$ 4 bilhões da companhia no país e projeta expansão da conectividade aérea, da indústria nacional e da geração de renda
26 de março de 2026, 
25.03.2026 - Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante visita ao Centro de Manutenção de Aeronaves da LATAM e Anúncio de Investimentos da LATAM, localizado na SP-318, Km 249, São Carlos - SP. Foto: Ricardo Stuckert / PR (Foto: Ricardo Stuckert)

247 – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva celebrou nesta quarta-feira, 25 de março, o anúncio da compra de 24 aeronaves Embraer modelo E195-E2 pela Latam Brasil, em uma agenda realizada no Latam MRO, em São Carlos, interior de São Paulo. A aquisição foi apresentada como um marco para a aviação nacional, para a indústria brasileira e para a ampliação da malha aérea do país.

Segundo informações da Agência Gov, divulgadas após a visita presidencial ao maior centro de manutenção aeronáutica da companhia, o anúncio ocorreu durante a celebração dos 25 anos do complexo tecnológico e operacional da Latam, considerado o maior centro de manutenção do grupo e uma referência estratégica para o setor aéreo brasileiro.



Ao comentar a operação entre Latam e Embraer, Lula definiu o acordo como uma iniciativa de grande alcance econômico e logístico para o país. “Essa parceria é fantástica, porque os companheiros da Latam vão ter que criar novos mercados, vão ter que desenvolver novas cidades, e a gente vai ter que ter mais voos. Eu tenho certeza de que vamos nos encontrar daqui a 10 anos. Como vou viver até os 120 anos, não penso que vou partir tão cedo. Vou ficar muito tempo por aqui. E vamos ver que essa parceria da LATAM com a Embraer será um sucesso. Será um sucesso para as empresas, para o Brasil e para os continentes que o país precisa agregar”, destacou o presidente.

A fala de Lula buscou situar a compra das aeronaves para além de uma simples transação comercial. O presidente vinculou o investimento à necessidade de expandir mercados, integrar cidades e ampliar a presença brasileira em rotas nacionais e internacionais. Em sua avaliação, o fortalecimento da parceria entre a empresa aérea e a fabricante nacional tende a produzir efeitos positivos em cadeia sobre emprego, produção industrial, mobilidade e turismo.

Lula também ressaltou o impacto econômico do ciclo de expansão da aviação no país. “O Brasil e a empresa vão ganhar dinheiro. Vocês vão ter mais passageiros, vão comprar mais aviões, vão gerar mais emprego. A Embraer vai vender mais avião, vai gerar mais emprego, vai pagar melhor salário e tudo vai melhorar nesse país. É simples assim, é só querer. A gente não tem que inventar, a gente só tem que fazer aquilo que a natureza está dizendo”, afirmou.
Centro de manutenção em São Carlos se consolida como ativo estratégico

A visita presidencial teve como palco o Latam MRO, unidade que responde por 60% das manutenções programadas da frota do Grupo Latam e que atualmente gera cerca de 2 mil empregos qualificados. O complexo completa 25 anos em um momento de expansão e de reforço de sua posição como polo industrial e tecnológico da aviação brasileira.

Além da manutenção pesada de aeronaves, a unidade de São Carlos vem sendo apresentada como centro relevante para pesquisa, desenvolvimento e inovação. O projeto de expansão inclui iniciativas voltadas à modernização de aeronaves, ao design de cabines, ao desenvolvimento de subpartes aeronáuticas e a soluções digitais para manutenção inteligente.

Essa nova etapa de crescimento conta com investimento de R$ 78 milhões aprovado na Chamada Conjunta Finep-BNDES. A iniciativa reforça a tentativa de consolidar São Carlos como um polo de inovação alinhado à Nova Indústria Brasil, com foco em tecnologia, produtividade e adensamento das cadeias industriais nacionais.

Investimento bilionário reforça aposta da Latam no mercado brasileiro

A agenda também serviu para destacar o volume de recursos aplicados pela Latam no Brasil. De acordo com os dados apresentados durante a visita, os investimentos da empresa no país somam US$ 4 bilhões no período entre 2023 e 2026, um movimento que evidencia a centralidade do mercado brasileiro para a companhia.

Atualmente, a Latam Brasil opera 776 voos diários para 60 destinos nacionais e mantém ligações diretas do Brasil para 25 destinos nas Américas, Europa e África. Ao citar esses números, o governo reforçou a leitura de que a ampliação da frota poderá abrir espaço para novas rotas, maior frequência de voos e expansão da conectividade regional.

Lula associou esse desafio ao papel estratégico do Brasil na América do Sul e também à necessidade de estreitar laços com o continente africano. “Se a gente não oferece a oportunidade deles virem para o Brasil, eles vão para outro país. Na África, a Nigéria tem 240 milhões de habitantes, e, se a gente não colocar avião para ir à África, a gente não os está convidando para vir fazer negócio no Brasil”, disse.

A declaração reforça uma visão segundo a qual a aviação comercial deve ser tratada como instrumento de desenvolvimento, integração econômica e inserção internacional. Nesse contexto, a compra de novas aeronaves aparece como parte de uma estratégia mais ampla de ampliação da presença brasileira em mercados considerados promissores.

Governo destaca crescimento recorde da aviação e do turismo

Durante a agenda, o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, afirmou que o Latam MRO ocupa posição de destaque no setor aeroespacial brasileiro e celebrou a aproximação entre a maior operadora aérea da América Latina e uma das principais fabricantes aeronáuticas do mundo.

“Hoje é um dia especial, porque a maior operadora da América Latina, que é a LATAM, e uma das maiores indústrias aeronáuticas do mundo, top da engenharia aeronáutica brasileira, se unem. É uma demonstração prática de quem acredita no Brasil: a LATAM, a maior operadora, com a Embraer, a grande indústria aeronáutica. Estamos muito felizes e eu tenho certeza de que a LATAM, com os aviões Embraer, vai voar mais alto ainda”, declarou Alckmin.

Na mesma linha, o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, relacionou o avanço da companhia ao desempenho recente da economia e do turismo no país. Segundo ele, a Latam é hoje uma das companhias que mais crescem no mundo, com presença robusta no mercado brasileiro e forte impacto sobre o emprego.
“Ela representa mais de 22.500 empregos no Brasil e, sobretudo, nesse momento de crescimento que vive a economia do nosso país, o crescimento que vive o nosso turismo”, afirmou o ministro.

Silvio Costa Filho também apresentou dados sobre a expansão do fluxo de passageiros no país ao longo do atual governo. “Em três anos do nosso governo, nós saímos de 97 milhões de passageiros para 130 milhões de passageiros em dezembro de 2025. Foi o maior crescimento da aviação no mundo e isso fortaleceu o turismo de negócios e o turismo de lazer. A nossa meta é que, até o final de dezembro, nós possamos, geramos, chegar a mais de 140 milhões de passageiros no nosso país. Isso fortalece o nosso turismo de negócios, fortalece o turismo de lazer, mas, sobretudo, fortalece a geração de emprego e renda”, disse.

Embraer vê reforço ao programa E2 e potencial de interiorização dos voos

Para a Embraer, o anúncio tem peso estratégico não apenas em volume, mas também em posicionamento de mercado. O presidente da companhia, Francisco Gomes Neto, afirmou que a entrada da Latam na operação do E2 representa um impulso importante para a plataforma e para toda a cadeia produtiva ligada ao programa.

“Em nome dos 23.500 funcionários da Embraer, nós estamos muito felizes com essa escolha da LATAM. O E2 vai trazer oportunidades para a empresa, melhorar a conectividade entre cidades menores, com um avião que é muito eficiente e confortável. Para nós, é muito importante para o programa E2 ter a bandeira da Latam nessa aeronave. É uma das maiores empresas, uma das maiores linhas aéreas do mundo. Então isso traz um reforço para essa plataforma do E2. Atrás de cada avião desse aqui tem milhares de empregos”, declarou.

A fala evidencia um dos pontos centrais do anúncio: a possibilidade de utilização dos novos jatos para ampliar a conectividade entre cidades menores e médias, um dos gargalos históricos da malha aérea brasileira. Aeronaves dessa categoria são frequentemente associadas à abertura de novos mercados e ao aumento da capilaridade das operações.

Essa perspectiva também foi destacada pelo CEO da Latam Brasil, Jerome Cadier, que afirmou que a incorporação do E2 à frota permitirá à companhia alcançar mais destinos e acelerar sua expansão. “A gente tem aqui, atrás de nós, o que a gente sonhou também há muito tempo, e a gente discutiu, negociou, foi e voltou várias vezes, mas, com muito orgulho, a gente vai incorporar o E2 à frota da Latam, com muita felicidade de todos que trabalham aqui. O E2 vai aliar um produto brilhante da Embraer com um serviço absolutamente diferenciado da Latam, e, com isso, a gente vai conseguir chegar a mais cidades do que a gente chega hoje, vai conseguir crescer ainda mais”, assinalou.
Parceria entre Latam e Embraer reforça indústria, emprego e integração

O anúncio da compra das 24 aeronaves Embraer pela Latam foi tratado pelo governo e pelas empresas envolvidas como um movimento de alto impacto para a economia brasileira. A operação combina expansão da frota, fortalecimento da indústria aeronáutica nacional, geração de empregos qualificados e aumento da conectividade entre regiões e mercados.

Ao ocorrer no contexto dos 25 anos do Latam MRO de São Carlos, a decisão também projeta a unidade como símbolo de um ciclo de crescimento que une manutenção, inovação, engenharia e desenvolvimento industrial. A expectativa expressa pelas autoridades e executivos presentes é de que a parceria ajude a ampliar a presença da aviação brasileira em novas rotas, novas cidades e novos negócios.

Com a Latam ampliando sua frota e a Embraer consolidando a presença do E195-E2 em uma das maiores companhias aéreas do mundo, o governo tenta transformar o anúncio em vitrine de uma agenda mais ampla de reindustrialização, expansão do turismo e fortalecimento da infraestrutura de transportes no Brasil.

Publicado no Brasil 247

26 de mar. de 2026

EMBRAER apresenta o primeiro Caça Gripen fabricado no Brasil

Conheça o caça Gripen F-39E apresentado pela Embraer em evento no interior de SP;
Aeronave supersônica usa tecnologia da sueca SAAB, mas a fabricante brasileira de aviões montou a primeira unidade em solo brasileiro, em Gavião Peixoto (SP). Lula e Alckmin participam do evento.





O primeiro caça supersônico F-39E Gripen produzido no Brasil foi apresentado, na manhã desta quarta-feira (25), no aeródromo da Embraer, em Gavião Peixoto (SP). O presidente Lula participou do evento e 'batizou' a aeronave (assista o vídeo acima).

O Gripen, da empresa sueca Saab, é um caça equipado com sistemas avançados de combate e alta capacidade de operação em diferentes cenários.
O modelo nacional é desenvolvido pela Embraer em parceria com a empresa sueca, e faz parte do programa de modernização da FAB, com transferência de tecnologia sueca e participação direta de engenheiros brasileiros na produção.

O F-39 substitui os antigos caças F-5, de origem americana, que estavam em operação há décadas. Ao todo, o Brasil prevê a aquisição de 36 aeronaves dentro do acordo firmado em 2014 com a fabricante, sendo parte delas produzidas no país. O custo total é de US$ 4 bilhões (21,25 bilhões de reais).

A aeronave pode atingir velocidades de até 2,4 mil km/h, o equivalente a cerca de duas vezes a velocidade do som, e tem autonomia de até duas horas e meia de voo. Ela também conta com capacidade de reabastecimento em pleno ar, o que amplia ainda mais seu alcance operacional.

Em fevereiro deste ano, pela primeira vez, o caça foi colocado em alerta de defesa aérea no país. Isso significa que a aeronave já pode ser empregada em missões reais e passa a ser responsável pela proteção do espaço aéreo da capital federal.


Conheça o caça Gripen f-39E apresentado pela Embraer em evento em Gavião Peixoto, SP — Foto: Amanda Rocha/g1
A apresentação do primeiro modelo montado em território nacional é considerada um marco para o programa, consolidando o Brasil como um dos poucos países com domínio sobre etapas estratégicas de produção de caças de alta tecnologia.

Diversas autoridade participaram da apresentação do primeiro caça Gripen, entre elas, o Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva; a Embaixadora da Suécia no Brasil, Karin Wallensteen; o Ministro da Defesa, José Múcio Monteiro Filho; o Comandante da Força Aérea Brasileira, Tenente-Brigadeiro Marcelo Kanitz Damasceno; além de executivos das empresas envolvidas no programa, incluindo Micael Johansson, Presidente e CEO da Saab, e Francisco Gomes Neto, Presidente e CEO da Embraer.

Presidente Lula participa de evento de apresentação do caça Gripen f-39E em Gavião Peixoto, SP — Foto: Amanda Rocha/g1

Durante o evento, Gomes Neto afirmou que o F-39 Gripping é mais uma demonstração da capacidade da indústria brasileira da sólida parceria entre o Brasil e a Suécia. "Com grande potencial de exportação e impacto direto no desenvolvimento econômico e social do nosso país".

"É o Brasil supersônico que avança a voos cada vez mais elevados, um Brasil transforma desafios cem conquistas concretas", afirmou o coronel da aeronáutica Marcelo Damasceno.


Vice-presidente Geraldo Alckmin participou de evento da apresentação do caça Gripen f-39E, em Gavião Peixoto, SP — Foto: Amanda Rocha/g1

Conforme apurado pelo g1, o caça não fará voo nesta quarta-feira. De acordo com a Embraer, antes da entrega final ao cliente, a aeronave passará por testes funcionais e voos de ensaio. Concluída essa etapa, o caça se juntará às outras dez unidades já entregues ao Primeiro Grupo de Defesa Aérea (1o GDA), na Base Aérea de Anápolis.


Pessoas assistem à apresentação do primeiro caça Gripen montado no Brasil pela Embraer e pela empresa sueca de defesa Saab, na fábrica de Gavião Peixoto, no estado de São Paulo, em 25 de março de 2026 — Foto: Jorge Silva/Reuters


O presidente Luiz Inácio Lula da Silva participa da apresentação da primeira aeronave supersônica produzida no Brasil, o caça F-39E Gripen, da empresa Saab, no Aeródromo Embraer Unidade Gavião Peixoto (SP), nesta quarta-feira, 25 de março de 2026. Esse marco insere o Brasil em um seleto grupo de nações com capacidade de desenvolver e produzir aeronaves de combate de alta complexidade, em um feito inédito na América Latina — Foto: JEFERSON DE PAULA/CÓDIGO19/ESTADÃO CONTEÚDO

Conheça o caça:



                                  Caça F-39E Gripen — Foto: Arte g1

Segundo a FAB:
Fabricação do Gripen em território nacional consolida o Brasil como um polo de alta tecnologia.
A transferência de tecnologia: mais de 300 engenheiros brasileiros participaram do projeto e de treinamentos na Suécia.
Mais de 2 mil empregos diretos na frente de produção e 10 mil postos de trabalho


Publicado no G1

Por Amanda Rochag1 São Carlos e Araraquara
25/03/2026