6 de mar. de 2017

No Brasil com desemprego recorde e inadimplência alta bancos acumulam bilhões em imóveis retomados

     BANCOS TÊM R$ 10 BILHÕES EM IMÓVEIS RETOMADOS

Com o desemprego recorde —assim com a quantidade de clientes inadimplentes — da gestão de Michel Temer, os cinco maiores bancos do país, juntos, têm quase R$ 10 bilhões em imóveis; O estoque desses ativos que foi parar nas mãos dos bancos mais que dobrou em dois anos e chegou a quase R$ 10 bilhões. Para comparação, a Cyrela, maior empresa do setor, possuía R$ 6,4 bilhões em imóveis em estoque em setembro de 2016


247 - Com os imóveis retomados de clientes inadimplentes, os cinco maiores bancos do país - Banco do Brasil, Itaú Unibanco, Caixa Econômica Federal, Bradesco e Santander -, juntos, disputariam o posto de maior incorporadora brasileira. O estoque desses ativos que foi parar nas mãos dos bancos mais que dobrou em dois anos e chegou a quase R$ 10 bilhões. Para comparação, a Cyrela, maior empresa do setor, possuía R$ 6,4 bilhões em imóveis em estoque em setembro de 2016.

As informações são de reportagem do Valor.

"Além de retomar imóveis e veículos em alienação fiduciária, os bancos também estão se tornando acionistas de empresas cujos sócios deram ações em garantias e não quitaram os empréstimos. BTG Pactual (33,7%) e Itaú Unibanco (7,8%), por exemplo, tornaram-se parceiros da MPX, geradora de energia do império falido de Eike Batista.

O estoque de bens retomados pelos bancos é composto em sua maioria por imóveis, mas também inclui itens como veículos, máquinas e equipamentos. Apesar de representarem uma oportunidade de recuperar parte das perdas com calotes, esses bens, na proporção que atingiram, trazem desafios nada triviais. Para instituições que têm como objetivo abrir contas correntes e emprestar dinheiro, administrar um portfólio dessa dimensão, com características tão diversas, tem sido tarefa bastante complexa. Dona da maior carteira de financiamentos para a compra da casa própria, a Caixa detém o maior estoque de ativos retomados, com 24 mil imóveis disponíveis para revenda.

Fazendas, mansões à beira-mar em Angra dos Reis (RJ), prédios comerciais e mesmo "casebres" fazem parte dos bens que passaram a integrar o balanço dos bancos, conforme mostram os chamados dos leilões. Em um período recessivo, que levou a um excesso de oferta de imóveis, a venda em muitos casos tem sido feita a preços muito abaixo dos estimados inicialmente pelos bancos quando aceitaram as garantias. Isso se conseguem se desfazer dos ativos."

4 de mar. de 2017

Construtora Incorporadora PDG tem pedido de restruturação judicial

Construtora PDG tem dívida de R$ 3,9 bi com bancos nacionais 

                             

A dívida da incorporadora PDG, que pediu recuperação judicial na quarta-feira (22), com os grandes bancos soma cerca de R$ 3,9 bilhões, conforme apurou a Agência Estado. O pedido de proteção à Justiça do grupo, se aprovado, será o maior do setor imobiliário, que tem dívidas totais de R$ 7,8 bilhões.

Por causa da crise na PDG, os bancos - Bradesco, Itaú Unibanco, Caixa Econômica Federal, Banco do Brasil, Santander, Votorantim e BTG Pactual - devem elevar as despesas para crédito inadimplente no primeiro trimestre. O valor considera apenas as dívidas inseridas no processo de recuperação e não os valores extraconcursais.

Na prática, porém, esses bancos já vinham elevando as provisões para a PDG, considerando que a construtora já considerava pedir recuperação judicial desde o fim do ano passado.

Apesar de ser o maior pedido de recuperação do setor imobiliário, a PDG tende a fazer menos estrago, uma vez que a exposição dos bancos à empresa é menor comparado aos casos de Sete Brasil e Oi. Mesmo assim, o caso é considerado complexo. "A PDG é muito grande, com vários sócios e credores. Pela complexidade, a solução da empresa não seria encontrada fora de um ambiente jurídico. A recuperação judicial pode ser muito positiva", diz um dos credores.

De olho nas recuperações judiciais, os bancos têm feito provisões em seus balanços. Juntos, Bradesco, Itaú, Santander e BB haviam separado R$ 132,6 bilhões, em dezembro, cifra 14,3% superior à registrada um ano antes, de R$ 115,9 bilhões.

Procurados, Caixa, Santander e BB não comentaram. Os outros bancos não retornaram.

Rossi

Em processo de reestruturação iniciado há dois anos, a Rossi Residencial continua a conversar com os bancos credores, como Bradesco e Banco do Brasil, para realongar suas dívidas de curto prazo, de cerca de R$ 320 milhões. Os débitos totais somam cerca de R$ 2,4 bilhões - quase metade deste valor refere-se à dívida corporativa (da holding com os bancos). A outra parte é de financiamento de projetos com bancos, que têm os imóveis como garantia.

Ao Estado, Fernando Miziara, diretor financeiro da Rossi, disse que onda de distratos (devoluções de imóveis) teve forte impacto sobre o grupo, mas não afetará as obras. Há 17 obras em curso - 15 previstas a ser entregues este ano e outras duas, em 2018. "A volta de João Paulo Rossi Cuppoloni à presidência do grupo mostra o comprometimento da Rossi", disse. A RK Partners é o reestruturador da Rossi. Os bancos não quiseram comentar a situação do grupo.

 As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.





              

3 de mar. de 2017

Sobe o preço dos imoveis em São Paulo Rio de Janeiro Minas Gerais entre 20 capitais

Preço dos imóveis sobe e valor médio do apartamento de 50m² é R$ 385 mil
Rio, São Paulo e Brasília seguem com os metros quadrados mais caros do País, diz FipeZap

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O preço do imóvel construído no Brasil avançou 0,13% na passagem de janeiro para fevereiro, segundo dados do índice FipeZap, que acompanha o preço de venda em 20 cidades do País. Com o resultado, o valor médio do metro quadrado acumula alta de 0,84% nos últimos 12 meses, número que representa uma queda real de 3,84%, já que a inflação oficial esperada para o período é de 4,87%. Com a variação, o preço médio do metro quadrado aparece listado por R$ 7.701. Ou seja, um apartamento de 50m² no País sai por cerca de R$ 385 mil. Veja nas próximas fotos quanto é necessário desembolar para viver em cada uma das cidades pesquisadas pelo índice
Foto: Montagem/R7

Publicado no portal R7


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