30 de abr. de 2026

A derrota é da democracia não é de Lula nem do Messias por Florestan Fernandez

Florestan: a derrota não foi de Messias nem de Lula, mas da democracia
Comentarista afirma que rejeição de Jorge Messias no Senado representa novo ataque ao Estado democrático de direito

                                    Florestan Fernandes Jr (Foto: Felipe L. Gonçalves/Brasil247)

247 – O comentarista Florestan Fernandes Júnior afirmou, em vídeo publicado na TV 247, que a rejeição do nome de Jorge Messias pelo Senado não deve ser interpretada apenas como uma derrota do presidente Lula, mas como uma derrota da democracia brasileira.


Segundo Florestan, a leitura feita pela mídia corporativa, que classificou o episódio como “derrota histórica do presidente Lula”, reduz a gravidade política do momento. “Eu discordo, não foi uma derrota do presidente, foi uma derrota de todos nós, foi uma derrota da democracia”, afirmou.

Crítica à reação do Senado

Florestan comentou a cena em que o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, comemorava a rejeição de Messias ao lado de colegas da Mesa Diretora.

Para o jornalista, o episódio se insere em uma sequência de movimentos políticos que ameaçam o Estado democrático de direito.


“Ontem, assim que o Senado rejeitou o nome de Jorge Messias e Davi Alcolumbre comemorava ao lado dos seus colegas de mesa, os sites da mídia corporativa estampavam nas manchetes derrota histórica do presidente Lula”, disse.
Alerta sobre o projeto da dosimetria

Florestan também chamou atenção para a votação prevista para esta quinta-feira, 30 de abril, sobre a tentativa de derrubar o veto do presidente Lula ao chamado projeto da dosimetria.

Segundo ele, a proposta tem como objetivo reduzir a pena de Jair Bolsonaro pela tentativa de golpe de Estado relacionada aos atos de 8 de janeiro.

“Eles vão tentar impor mais uma derrota, no dia de hoje, dia 30 de abril, quinta-feira, tentando derrubar o veto do presidente Lula contra o projeto da dosimetria, que nada mais é do que redução da pena de Jair Bolsonaro pela tentativa de golpe do 8 de janeiro”, afirmou.
Eleição de 2026 e democracia

Na avaliação de Florestan, o cenário reforça a centralidade da eleição presidencial de 2026.

Ele defendeu que a reeleição do presidente Lula será decisiva para a preservação do regime democrático no Brasil.

“A eleição de 2026 é fundamental e é importantíssima a reeleição do presidente Lula no sentido da preservação do estado democrático de direito”, declarou.


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Redação Brasil 247
30 de abril de 2026, 11:46 

28 de abr. de 2026

PF apreende 1/2 meio milhão de dólares com auditores fiscais da receita no RJ e garrafas de vinho

PF apreende milhões em espécie e R$ 40 mil em vinho em operação no Porto do Rio; 17 mil declarações de importação têm irregularidades 
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PF apreende milhões em espécie e R$ 40 mil em vinho em operação no Porto do Rio; 17 mil declarações de importação têm irregularidades

A Polícia Federal (PF), a Receita Federal e o Ministério Público Federal (MPF) encontraram na casa de um despachante, um dos alvos da Operação Mare Liberum, deflagrada nesta terça-feira (28), 54 garrafas de vinho avaliadas em R$ 700 cada.

Já nas residências de auditores fiscais da Receita, equipes apreenderam “milhões de reais” e meio milhão de dólares em espécie — o dinheiro exato estava sendo contado até a última atualização desta reportagem.


Um analista da Receita foi preso em flagrante por porte de arma.

A Operação Mare Liberum investiga um esquema de propinas no Porto do Rio de Janeiro. Estima-se um prejuízo de meio bilhão de reais aos cofres públicos com a liberação irregular de contêineres.

O g1 apurou que foram identificadas quase 17 mil declarações de importação “potencialmente contaminadas” por irregularidades, correspondendo a cerca de R$ 86,6 bilhões em mercadorias no período de julho de 2021 a março de 2026.

A operação

Equipes saíram para cumprir 45 mandados de busca e apreensão contra importadores, despachantes e servidores públicos. Policiais federais, fiscais e procuradores foram para endereços na capital e nas cidades de Niterói, Nilópolis, Nova Friburgo e Vitória (ES). Entre os locais estão as alfândegas do Porto do Rio e do Galeão e a Superintendência da Receita no RJ.

A Justiça ainda determinou o afastamento dos cargos de 17 auditores fiscais e 8 analistas tributários, além do sequestro de até R$ 102 milhões em bens dos envolvidos. Nove despachantes foram proibidos de exercer atividades no Porto do Rio.

Contrabando e descaminho

A investigação, que contou com a Corregedoria da Receita Federal e com o Grupo de Atuação Especializada de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do MPF, começou com uma denúncia sobre um esquema entre servidores da Alfândega do Porto, importadores e despachantes para a facilitação de contrabando e descaminho, em troca de propina.

As apurações indicaram o desembaraço de contêineres sem a devida fiscalização. Muitas vezes, as mercadorias liberadas não correspondiam às declarações de importação emitidas pelas empresas, ocasionando a supressão de tributos e prejuízo ao Erário.

Os investigados poderão responder pelos crimes de estelionato majorado, associação criminosa, falsidade ideológica, corrupção ativa e passiva, descaminho, contrabando, facilitação de contrabando ou descaminho, sonegação fiscal, crimes contra a ordem tributária, crimes funcionais contra a ordem tributária e lavagem de dinheiro.

O que diz a Portos Rio

“A Autoridade Portuária do Rio de Janeiro (PortosRio) informa que a operação realizada nesta data pela Polícia Federal, em conjunto com a Receita Federal e o Ministério Público Federal, ocorre em áreas sob responsabilidade de órgãos federais instalados no Porto do Rio de Janeiro.

A Companhia esclarece que não é alvo da investigação e não possui qualquer relação com os fatos apurados, os quais dizem respeito exclusivamente a procedimentos conduzidos no âmbito da fiscalização aduaneira.

A Guarda Portuária da PortosRio acompanha a ação, prestando apoio no ordenamento e na segurança da área portuária, conforme suas atribuições institucionais.

A PortosRio reforça que colabora com as autoridades competentes e permanece à disposição para contribuir com o que for necessário.

A operação portuária segue normalmente, sem impactos nas atividades do Porto do Rio de Janeiro.”

Foi uma Publicação no G1

27 de abr. de 2026

TSE julga o uso de IA inteligência artificial nas eleições de 2026 no Brasil

“Dona Maria”: TSE julga caso decisivo sobre uso criminoso de IA nas eleições presidenciais
Processo relatado por Estela Aranha pode redefinir limites da inteligência artificial e combate à desinformação no pleito de 2026

"Dona Maria", personagem criada por inteligência artificial, e prédio do TSE (Foto: Reprodução | Marcelo Camargo/Agência Brasil)



247 - O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) analisa um caso considerado inédito sobre o uso de inteligência artificial em campanhas eleitorais, envolvendo os perfis da personagem “Dona Maria”, apontados como ferramenta de desinformação política; a ação, movida pela Federação Brasil da Esperança, está sob relatoria da ministra Estela Aranha e pode estabelecer um novo paradigma jurídico sobre o uso de tecnologias digitais nas eleições.

A ação foi apresentada por PT, PV e PCdoB e sustenta que o caso revela uma nova etapa na disputa política digital, marcada pela utilização massiva de conteúdos sintéticos produzidos por inteligência artificial, combinados com anonimato, monetização e estratégias de engajamento nas redes sociais.


IA, anonimato e desinformação: o novo cenário eleitoral

Na representação, os partidos afirmam que o perfil “Dona Maria” se insere em um contexto mais amplo de transformação das campanhas eleitorais, em que ferramentas tecnológicas permitem a produção em larga escala de conteúdos políticos com forte apelo emocional e potencial de viralização.

Segundo o documento, o perfil reúne centenas de milhares de seguidores e publica exclusivamente vídeos gerados por inteligência artificial, frequentemente com críticas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e elogios a Jair Bolsonaro (PL).


Os advogados argumentam que esse modelo rompe com padrões tradicionais do debate democrático ao ocultar a autoria das mensagens e dificultar a identificação da fonte das informações. “O receptor da mensagem saiba quem está falando e, assim, saber de onde parte determinada opinião”, aponta a peça ao destacar os riscos do anonimato .
Personagem virtual e estratégia política

Um dos pontos centrais do processo é o uso de uma personagem fictícia com aparência realista. Apesar de o perfil ter informado inicialmente que se trata de conteúdo gerado por IA, essa identificação não aparece de forma clara nas demais publicações, o que pode levar o público a acreditar que se trata de uma pessoa real.

No vídeo de apresentação, o próprio perfil afirma: “Eu, Dona Maria, sou uma personagem feita com inteligência artificial e nunca escondi isso".

Na mesma gravação, o conteúdo também declara: “Eu existo para dar voz a quem nunca teve espaço".

Para os autores da ação, esse recurso reforça o caráter estratégico da comunicação, ao combinar autenticidade aparente com discurso político direcionado.
Desinformação sistemática e conteúdos contestados

A representação reúne diversos exemplos de conteúdos classificados como falsos ou descontextualizados. Entre eles, estão publicações sobre o sistema de pagamentos PIX, interpretações distorcidas de políticas públicas e alegações sem respaldo factual sobre decisões do governo.

Um dos casos citados envolve um vídeo que sugere perda de valores em transações via PIX, o que, segundo a ação, não corresponde à realidade do modelo tributário discutido. Outro exemplo menciona uma suposta tributação para catadores de latinha, também apontada como informação falsa.

Há ainda conteúdos que questionam a integridade do processo eleitoral e sugerem fraudes em eleições anteriores, o que, de acordo com o documento, pode comprometer a confiança nas instituições democráticas.

Publicado no BRasil247
27 de abril de 2026, 13:50 
https://www.brasil247.com/midia/tse-julga-caso-decisivo-sobre-uso-criminoso-de-ia-nas-eleicoes-presidenciais?utm_source=copy&utm_medium=social&utm_campaign=share&utm_content=desktop
Guilherme Levorato avatar
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19 de abr. de 2026

O jornalista Luis Nassif analisa Caso Banco Master e a delação do Vorcaro

Começou a delação de Vorcaro, por Luís Nassif
Resta saber como se desenrolará a delação: em operações fundamentadas ou através de vazamentos com fins políticos?

Por Luis Nassif
17/04/26 • 07:16

                                             Daniel Vorcaro - Reprodução



A prisão de Paulo Henrique Costa, ex-presidente do BRB (Banco Regional de Brasília) comprova que a delação de Daniel Vorcaro está a pleno vapor.


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O esquema funciona assim:

1. A perícia da Polícia Federal analisa o conteúdo dos celulares.

2. Identificando alguma fala suspeita, a PF vai a Vorcaro para que apresente o roteiro da propina.

3. Com as provas coletadas, procede-se à prisão dos suspeitos.

No caso de Paulo Henrique Costa, a perícia identificou mensagens de WhatsApp que mostravam “intimidade e proximidade” entre Vorcaro e ele. Em uma dessas conversas, Costa chega a sugerir que seria “legal” a sua esposa conhecer, antes, um apartamento em São Paulo, sugerindo que o imóvel seria entregue posteriormente, como benefício. O que fortaleceria a hipótese de que recebeu até R$ 140 milhões em imóveis, em troca de favorecimento ao Master.

No início dos vazamentos da operação, a jornalista Malu Gaspar acusou frontalmente o diretor de fiscalização do BC de ter induzido o Conselho do BRB a adquirir o Master. Até hoje não retificou a acusação.

Além dos textos, o padrão de comunicação entre os dois, combinado com planilhas e registros de valores em outros aparelhos, reforça o foco da PF em comprovar que o “acesso do Master ao BRB foi condicionado a vantagens indevidas” para o então presidente do banco.

Resta saber como se desenrolará a delação. Sabe-se que a supina falta de esperteza da articulação política do governo permitiu que tanto a CPI do INSS quando a do Master caísse nas mãos suspeitas do Ministro André Mendonça.

Ainda no início da operação, a corrente lavajatista da PF e da mídia conseguiu emplacar a narrativa de que o Master era um escândalo do governo Lula. Agora, com um oceano de diálogos e registros à mão, Mendonça e os delegados da PF poderão definir o roteiro com muito mais poder. Ou através de operações fundamentadas – como a que prendeu Paulo Henrique Costa – ou através de vazamentos com fins políticos, como ocorreu no início do processo.

Há grande possibilidade que as próximas semanas reservem surpresas impactantes no caso Master.

Publicado no site GGN do jornalista Luis Nassif

15 de abr. de 2026

Lula conversa com a Globo sobre o banco Master e o PowerPoint criminoso publicado na globonews

Lula, a sacanagem da Globo e o jogo da verdade: Master é um crime do governo Bolsonaro. Ponto
O presidente sabe que a mídia corporativa não dá trégua a ele, mas propõe um marco civilizatório: “Falem mal, mas falem a verdade. Não inventem história”, disse

(Foto: Ricado Stuckert / PR)

Lula, a sacanagem da Globo e o jogo da verdade: Master é um crime do governo Bolsonaro. Ponto 

Na entrevista que concedeu à imprensa independente, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva decidiu organizar o debate sobre o caso Banco Master a partir de um critério simples, e politicamente incômodo para a direita: a cronologia dos fatos.

“Quando você apura, aparece”, afirmou. E, na sequência, estabeleceu o que chamou de “jogo da verdade”: identificar quando um problema começa e sob qual contexto institucional ele se desenvolve.

A cronologia ajuda a entender o ponto colocado por Lula.

Em fevereiro de 2019, ainda sob a presidência de Ilan Goldfajn no Banco Central, a tentativa de transferência de controle do então Banco Máxima para Daniel Vorcaro foi barrada. A decisão foi unânime e baseada em dúvidas relevantes: origem dos recursos, capacidade econômica do comprador e riscos reputacionais.


O alerta, portanto, existiu, e foi formal.

O que muda o rumo da história ocorre meses depois. Em outubro do mesmo ano, já sob a gestão de Roberto Campos Neto, a operação é aprovada.

Nesse intervalo, o comprador reapresenta a proposta com documentação ajustada e declarações retificadas. Ainda assim, permanece um dado sensível: havia questionamentos internos registrados sobre sua reputação.

Mesmo assim, o aval foi concedido.


É nesse ponto que se sustenta o argumento de Lula.


Não se trata de dizer que o crime nasce com a investigação atual, mas de apontar que a decisão institucional que permitiu a estruturação do banco ocorreu naquele momento.

Ou seja: o problema não começa quando aparece, mas quando se torna possível.

“Se você pegar a cronologia, foi tudo no governo passado”.


E foi mesmo, até o último ato, quando, ao final de seu mandato, Roberto Campos Neto tentou convencer os bancos a ajudarem na venda do Master para outra instituição, como contou o deputado federal Lindbergh Farias em entrevista à Globonews.

“E o Roberto Campos Neto chama uma instituição financeira e pede para essa instituição financeira comprar o Banco Master, preço de graça, zero centavo, um real. E esse assunto foi bater no Fundo Garantidor (de Crédito, o FGC)”, disse.

A ideia é que o Fundo liberasse empréstimo ao novo controlador, mas um dos seis bancos que comandam o FGC não concordou, já que Daniel Vorcaro sairia impune e com muito dinheiro no bolso.

“E essa operação não foi consumada, porque um banco, um representante de um banco, disse: ‘não, nós não podemos deixar que esse tipo de picaretagem, de banditismo, prospere. Mesmo que a gente perca mais dinheiro’”, revelou Lindbergh.

O deputado, que conversou com Lula e também com banqueiros sobre o caso, fez um desafio aos jornalistas que o entrevistaram na GloboNews: irem atrás dessa história.

Até agora, não foram, mas, na mesma entrevista, Malu Gaspar tentou implicar Lula, ao dizer que, na mesma época, Vorcaro foi recebido em audiência pelo presidente, como já é público. E Lindbergh respondeu que Lula recebe empresários – nesse caso, por sinal, na presença de muita gente –, mas em nada mudou a visão dele.

O Banco Central e a PF começaram a apurar o caso, e descobriram aquilo que o ex-ministro da Fazenda Fernando Haddad considera a maior fraude financeira da história do Brasil.

Lula sabe que a imprensa corporativa não dá trégua a ele, e, na entrevista à mídia independente, citou o caso da edição do debate com Fernando Collor, em 1989, feita pela Globo, que ajudou na eleição de seu adversário.

Para demonstrar que nada mudou, Lula falou do caso recente do PowerPoint da GloboNews, que publicou a sua imagem associada a Daniel Vorcaro. Lula deu ao episódio o nome adequado: “sacanagem”, e revelou que conversou com um dirigente da Globo, mas, ao final, quem pagou o pato foi um “bagrinho”.

Para ele, ignorar a origem dos fatos, como faz a Globo, e enfatizar apenas o momento da investigação, equivale a inverter responsabilidades.

“Falem mal, mas falem a verdade. Não inventem história”, disse.

No fundo, o debate não é apenas sobre o Banco Master.

É sobre um padrão recorrente no Brasil: problemas estruturais que só ganham visibilidade quando já estão em funcionamento, e que acabam desonestamente atribuídos a quem os expôs e puniu, não a quem os viabilizou.

O “jogo da verdade” proposto por Lula, nesse sentido, não é uma disputa por narrativa, mas tentativa de fixar um marco civilizatório: ao mesmo tempo em que se expõem as consequências, encara-se a origem, para punir o criminoso.

E, nesse caso, a origem — pelos próprios registros institucionais — está em 2019, na gestão de Roberto Campos Neto. O Master, portanto, é mais um crime da turma de Bolsonaro.

Publicado no Brasil247
15 de abril de 2026

14 de abr. de 2026

Presidente Lula concede entrevista ao Brasil247, Revista Forum, e ao DCM

Lula fala em retomar a BR, a Eletrobras e a Liquigás: “eu ainda sonho”
Presidente critica venda de ativos estratégicos e diz que controle estatal ajudaria a conter preços

                                 Luiz Inácio Lula da Silva (Foto: REUTERS/Adriano Machado)

247 - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que pretende retomar o controle público sobre setores estratégicos da economia, como combustíveis e energia, ao mesmo tempo em que criticou privatizações realizadas nos últimos anos.

A declaração foi feita em entrevista à TV 247, em parceria com a Revista Fórum e o DCM, nesta terça-feira (14), quando Lula abordou o impacto dessas decisões sobre preços e a capacidade de atuação do Estado.

Durante a entrevista, o presidente destacou limitações legais para reverter algumas privatizações. “Na privatização da BR está escrito que se a gente quiser readquiri-la, só a partir de 2029. E a mesma coisa vale para a Eletrobras. São dois escândalos”, afirmou.

Lula também criticou a venda de ativos da Petrobras ao longo dos anos. “A Petrobras, como não conseguiram privatizar, eles foram tentando privatizar partes da Petrobras. Então vende uma refinaria aqui, outra ali… E venderam a BR”, disse.

Segundo o presidente, a manutenção dessas empresas sob controle estatal poderia contribuir para a estabilidade de preços. “Agora, se a gente tivesse a BR na nossa mão, o não aumento de preço seria controlado por nós”, declarou.

Ele afirmou que o governo tem adotado medidas para reduzir o impacto do preço dos combustíveis sobre a população. “Isentamos PIS e Cofins do óleo diesel, fizemos um acordo com governadores para dar uma subvenção, estamos cobrando imposto dos exportadores [...] para a gente não permitir que o preço do combustível da guerra do Irã chegue ao feijão, ao preço da salada, do pão”, disse.

Lula relembrou experiências anteriores de atuação estatal no setor de gás e indicou que pretende retomar esse modelo. “No meu primeiro mandato comprei uma empresa para distribuir gás para a gente poder controlar o preço - e venderam -, ainda sonho que a gente vai ter uma empresa distribuidora de gás e de combustível”, afirmou.

O presidente também criticou o modelo de gestão adotado após privatizações. “A Eletrobras era uma empresa modelo nesse país. Ela foi vendida. E vocês sabem o jeito que ela foi vendida”, disse.


Ele apontou ainda mudanças na remuneração da direção da companhia. “Um presidente da Eletrobras ganhava R$ 60 mil quando ela era pública. Hoje deve estar ganhando por volta de R$ 400 por mês, foram milhões de bônus. Então, que moralização?”, questionou.

Por fim, Lula indicou que pretende buscar alternativas para ampliar a presença do Estado no setor energético. “Eu ainda sonho que a gente vai criar uma outra Eletrobras, ou quem sabe algo mais moderno e melhor”, concluiu.

Publicado no Brasil 247
14 de abril de 2026,

Eleições em SP Fernando Haddad avança na capital e esta na frente do Tarcísio segundo pesquisa Atlas/Estadão

Haddad vence Tarcísio na capital paulista, diz pesquisa Atlas/Estadão

No primeiro turno, o ex-ministro da Fazenda marca 42,6% das intenções e encosta no atual governador

                                            Divulgação/Facebook Fernando Haddad

Pesquisa AtlasIntel/Estadão sobre a disputa pelo governo de São Paulo, divulgada nesta segunda-feira (30), revela um cenário em disputa entre o atual governador, Tarcísio de Freitas (Republicanos), e o ex-ministro da Fazenda Fernando Haddad (PT).


No primeiro turno, Haddad aparece com 42,6% das intenções de voto, contra 49,1% para Tarcísio de Freitas.


O levantamento também traz as intenções de voto por região do estado de São Paulo e mostra Haddad liderando na capital paulista:

Capital

Tarcísio de Freitas: 41,5%


Fernando Haddad: 47,4%

Outros: 5,9%

Não sabem/Nulos/Brancos: 5,3%
Campinas e São José dos Campos

Tarcísio de Freitas: 47,6%

Fernando Haddad: 47,5%

Outros: 3%

Não sabem/Nulos/Brancos: 1,9%

Grande São Paulo e Baixada

Tarcísio de Freitas: 47,5%

Fernando Haddad: 41,3%

Outros: 10,6%

Não sabem/Nulos/Brancos: 0,2%
Ribeirão Preto, Bauru, Araraquara e São José do Rio Preto

Tarcísio de Freitas: 53,2%

Fernando Haddad: 41,2%

Outros: 3,9%

Não sabem/Nulos/Brancos: 1,7%
Marília, Presidente Prudente, Araçatuba e Sorocaba

Tarcísio de Freitas: 68%

Fernando Haddad: 24,8%

Outros: 6,8%

Não sabem/Nulos/Brancos: 0,5%


AtlasIntel/ Estadão

Haddad tem 42,6% em pesquisa Atlas/Estadão e encosta em Tarcísio

A corrida pelo governo de São Paulo em 2026 começa com um cenário competitivo e em aberto. Pesquisa Atlas/Estadão divulgada nesta segunda-feira (30) mostra o ex-ministro Fernando Haddad (PT) com 42,6% das intenções de voto, encostando no atual governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), que aparece com 49,1%.

BLOG DO ROVAI: O free flow do Tarcísio e os 42,6% de Haddad na pesquisa Estadão

O levantamento indica uma disputa acirrada logo no primeiro turno, com Haddad consolidando-se como principal adversário do governador e reduzindo a vantagem inicial de Tarcísio em um dos estados mais estratégicos do país.

Além dos dois, o deputado federal Kim Kataguiri (Missão) registra 5%, enquanto o ex-prefeito de Santo André Paulo Serra (PSDB) tem 1,2%. Votos em branco ou nulos somam 1,5%, e 0,6% dos entrevistados não souberam responder.

A pesquisa ouviu 2.254 eleitores entre os dias 24 e 27 de março, com margem de erro de dois pontos percentuais e nível de confiança de 95%.

Veja abaixo os números do principal cenário testado pela pesquisa:

Publicado na Revista Forum do jornalista

13 de abr. de 2026

Para o jornalista Luis Nassif é hora de Lula assumir o papel de maestro

É hora de Lula assumir o bastão de maestro, por Luís Nassif
Um plano de governo objetivo, explicado de maneira pedagógica pelo presidente, nas redes sociais e nas redes de emissoras, acordaria o país.

                                                     Imagem gerada por ChatGPT

É curioso o malabarismo do anti-lulismo. Primeiro, normalizam a candidatura do amigo Flávio. Ele seria menos radical que o pai Jair. Aí surge o governador Ronaldo Caiado. Ele seria menos radical que o amigo Flávio. No horizonte, aparece a candidatura de Eduardo Leite. Aí, já é chamado de centro-esquerda.

Somados, não dão nem meio Lula, nem meio Bolsonaro.

Mas insistem no anti-lulismo militante, endossando fake news, como a quebra de sigilo do filho de Lula, praticando o exercício diuturno do pessimismo, do mau agouro, esperando que, do horizonte flácido, nasça um sir Galahad da 3ª via. Seria isso?

E se o galante cavalheiro não se apresentar? Insistiram no amigo Flávio? Amigo que é amigo não repara nas abundantes provas de lavagem de dinheiro, de rachadinhas, de ligações com milícias, com o Escritório do Crime. Afinal, o Brasil é uma nação extrativista, cuja única utilidade é permitir o enriquecimento rápido dos que conseguem a tacada – termo com que o cunhado de Rui Barbosa designava as grandes jogadas especulativas.

É incrível a falta de ambição de construir uma grande nação. Em tempos que não voltam mais, lembro-me de conversas com grandes banqueiros, como Walther Moreira Salles e Aloysio Faria, grandes industriais, como Jorge Gerdau, Paulo Cunha, todos ambicionando serem grandes empresários de um grande país.

É impressionante o que a ultra financeirização fez com o sentimento de país, com a ideologia industrialista. As federações de indústrias se transformaram em reduto do bolsonarismo, o mais anti-industrial dos governos que já tivemos. A bancada agrícola não consegue entender a relevância das boas relações com a China, inclusive no aprimoramento da infraestrutura agrícola.

Essa perda de coesão se deve a três fatores.

O primeiro, o esvaziamento dos partidos políticos. Nenhum deles ousa um projeto nacional. É curioso, porque o PT tem o Instituto Perseu Abramo, já montou grupos relevantes de discussão de políticas públicas, mas nenhuma delas chegou ao nível federal, uma proposta de partido, menos ainda uma proposta de governo.

Um segundo fator de consciência seria a mídia. Mas, dela não se pode esperar nada, a não ser o imediatismo mais superficial e interessado.

Já não existem think tanks. A Universidade produz diagnósticos, estudos, mas descolados, sem um centro aglutinador das ideias.

Nesse marasmo total, a única forma de coordenação seria da Presidência da República. O país possui enorme potencial de ativos para montar políticas públicas. Há as universidades, os centros de pesquisa, as entidades representativas da indústria, comércio, agricultura e serviços, o cooperativismo, a agricultura familiar, as associações de municípios, o SUS, os conselhos de secretários estaduais.

Na área federal, há enorme potencial de pensamento criativo no CGCE, na Finep, no IPEA, no BNDES, na ENAP, nos ministérios.

Há um enorme ferramental para comunicação direta entre o Presidente e o povo. Franklin Delano Roosevelt promoveu uma revolução de opinião valendo-se de um programa radiofônico. Jair Bolsonaro expunha diariamente sua cavalar estupidez em lives diárias. Entrava na casa do cidadão comum com seu primarismo, mas ficava de casa.

Um plano de governo objetivo, explicado de maneira pedagógica pelo presidente, valendo-se das redes sociais e das redes de emissoras, poderia acordar o país. Há um país sedento por otimismo, borbulhando de amor próprio, descarregando suas expectativas em torcidas de filmes nacionais, de torneios, trazendo de volta a música regional.

Em suma, tem-se a receita e os ingredientes na mesa. Falta apenas o maestro condutor.

Publicado no Jornal GGN


Por Luis Nassif
01/04/26 •

12 de abr. de 2026

Fernando Haddad critica Tarcísio governador de SP e quer total transparência no caso do banco Master

Haddad mira Palácio dos Bandeirantes, critica gestão Tarcísio e cobra transparência total no caso Banco Master
Pré-candidato do PT ao governo de São Paulo diz que estado vive retrocessos em segurança, educação e saúde

Fernando Haddad em entrevista ao SBT (Foto: Reprodução)

247 – Em entrevista concedida ao programa Poder Expresso, do SBT News, nesta quarta-feira, 9 de abril de 2026, o ex-ministro da Fazenda Fernando Haddad confirmou sua entrada na disputa pelo governo de São Paulo, criticou duramente a atual gestão estadual e afirmou que pretende liderar uma campanha “de alto nível”, ancorada em um plano de governo que, segundo ele, responderá aos principais problemas do estado. Na mesma conversa, Haddad também abordou o escândalo do Banco Master, defendeu “transparência total” nas investigações e disse que o governo do presidente Lula agiu para desbaratar esquemas herdados de administrações anteriores.


Ao SBT News, Haddad afirmou que sua decisão de concorrer ao Palácio dos Bandeirantes foi influenciada por conversas com o presidente Lula e por um diagnóstico que, segundo ele, contrasta com a imagem mais favorável que parte do noticiário projetaria sobre São Paulo. Para o ex-ministro, a realidade do estado é mais grave do que parece, com deterioração em áreas sensíveis da administração pública.


Críticas à gestão estadual e promessa de plano moderno

Haddad declarou que, ao analisar dados e políticas públicas do governo paulista, encontrou um cenário preocupante. “Eu comecei a me deparar com uma realidade bastante diferente da noticiada e entendo que nós em São Paulo temos condições de apresentar pro povo paulista uma alternativa consistente de gestão pública”, afirmou.

O ex-ministro destacou que pretende apresentar um programa robusto, com apoio de diferentes forças políticas. Ele citou nomes como Márcio França, Simone Tebet, Marina Silva e a ex-presidente da Sociedade Rural Brasileira, Tereza Vendramini, como parte de um grupo que já discute propostas para o estado.


Segundo Haddad, o desafio é recolocar São Paulo na “fronteira das políticas públicas”. “Nós estamos longe de estar hoje na fronteira do que tem de mais moderno em termos de políticas públicas”, disse, acrescentando que o estado “está ficando para trás” em áreas estratégicas.
Alianças amplas e diálogo com diferentes setores

Ao comentar a formação de sua chapa, Haddad indicou que busca construir uma coalizão ampla, incluindo setores do agronegócio e do empresariado. Ele negou ter formalizado convite para vice, mas confirmou diálogo com Tereza Vendramini.

“Eu falei: ‘Teca, seria muito importante você participar da vida pública. Você é uma grande liderança’”, afirmou, destacando que há um agronegócio moderno e comprometido com práticas sustentáveis.

Haddad também revelou que mantém interlocução com diferentes lideranças políticas, incluindo o presidente do PSD, Gilberto Kassab. “Eu quero ouvir, porque eu não quero fazer um julgamento precipitado”, disse, ao explicar que busca compreender as posições de adversários antes de formular críticas mais contundentes.

Banco Master e defesa de investigações rigorosas

Um dos pontos centrais da entrevista foi o escândalo envolvendo o Banco Master, que vem mobilizando investigações e repercussões políticas em Brasília. Haddad afirmou que os responsáveis pelo esquema devem ser punidos e destacou que as irregularidades foram identificadas durante o atual governo.
“Quem tem que se explicar são os responsáveis por esse escândalo que foi desbaratado pelo nosso governo”, declarou.

O ex-ministro citou outras operações conduzidas durante sua gestão, como a chamada “Operação Carbono Oculto” e ações contra a chamada máfia dos combustíveis, para reforçar sua atuação no combate à corrupção.

Sobre o Banco Master, Haddad classificou o caso como possivelmente o maior escândalo bancário da história recente do país. “Um banco com patrimônio pífio ter 80 bilhões de passivo no seu balanço, com ativos completamente superavaliados”, disse.

Ele também diferenciou responsabilidades individuais e institucionais. “Uma coisa é dolo, uma coisa é atividade ilícita. A outra coisa é a responsabilidade que qualquer gestor público tem de zelar pelo ambiente regulatório”, afirmou.

Alertas ignorados e papel do Banco Central

Haddad revelou ainda que houve alertas prévios sobre irregularidades no banco, feitos por agentes do mercado financeiro. “Houve alertas do mercado, de bancos regulados pelo Banco Central, de que muitos alertas vinham sendo feitos e vinham sendo ignorados pela direção do Banco Central”, disse.

Ao comentar a atuação do ex-presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, Haddad afirmou que não há, até o momento, comprovação de dolo, mas ressaltou que a cadeia de responsabilidades ainda será investigada.
Relação com o STF e necessidade de transparência

Questionado sobre o impacto político das investigações envolvendo figuras do Judiciário, Haddad afirmou que a única saída é a transparência total. “Só vejo uma maneira, que é a transparência total”, declarou.

Ele também relatou conversas do presidente Lula com autoridades do Judiciário e do Ministério Público, nas quais o chefe do Executivo teria defendido apuração rigorosa. “O que aconteceu com esse banco é algo grave e nós precisamos reunir todos os esforços para garantir que tudo seja esclarecido e os responsáveis punidos”, afirmou.
Segurança pública e crítica à falta de cooperação

Na área de segurança pública, Haddad defendeu maior integração entre estados, União e parceiros internacionais, criticando o que chamou de isolamento do governo paulista.
“O estado de São Paulo está muito ensimesmado e não consegue compreender a necessidade de cooperação interfederativa”, disse.

Ele também abordou a relação com os Estados Unidos no combate ao crime organizado, destacando o fluxo de armas e dinheiro. “Nós sabemos até o contêiner que ela vem, o navio que vem. Seria ótimo que os Estados Unidos tivessem controle das suas fronteiras para fora”, afirmou.
Cenário eleitoral e apoio a Lula em 2026

Haddad descartou qualquer possibilidade de disputar a Presidência da República, reafirmando o apoio à reeleição do presidente Lula. “Não há hipótese disso acontecer”, declarou.

Segundo ele, o foco está totalmente voltado à disputa em São Paulo e à construção de um projeto político alinhado ao governo federal.
Disputa em São Paulo deve ganhar intensidade

A entrevista evidencia que a eleição paulista tende a ser uma das mais disputadas de 2026, com Haddad se posicionando como principal nome da oposição ao atual governador Tarcísio de Freitas.
Ao final, o ex-ministro reforçou sua confiança no projeto que pretende apresentar ao eleitorado. “Eu tenho convicção de que nós vamos apresentar um plano de governo melhor do que o que foi feito em São Paulo nos últimos anos”, afirmou.

Publicado no Brasil247
10 de abril de 2026,

10 de abr. de 2026

O ministro Guilherme Boulos ganha força como conselheiro de Lula após mudanças no Planalto

Ministro amplia influência no núcleo político de Lula após saída de aliados e passa a integrar reuniões estratégicas da pré-campanha
                               Lula e Guilherme Boulos (Foto: Valter Campanato/Agência Brasil)

247 - O ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos (PSOL), ampliou sua presença no núcleo político do governo Lula (PT) após mudanças no primeiro escalão, consolidando-se como um dos principais conselheiros do presidente e passando a participar das reuniões estratégicas da pré-campanha eleitoral. As alterações ocorreram com a saída de ministros que disputarão eleições, abrindo espaço para sua atuação mais direta no Palácio do Planalto, relata a Folha de São Paulo.

A entrada de Boulos na chamada “cozinha” do governo representa uma mudança relevante em sua trajetória recente no cargo. Quando assumiu a função, em outubro do ano passado, sua atuação estava mais voltada à comunicação externa e à interlocução com movimentos sociais, além de iniciativas como o programa Governo do Brasil na Rua.

Com o avanço do calendário político, no entanto, suas atribuições se expandiram. O ministro passou a atuar também em temas estratégicos, como a regulamentação do trabalho por aplicativos e a proposta de fim da escala 6x1. Além disso, foi mobilizado para negociações com setores como o de caminhoneiros, em meio ao crescimento do pré-candidato do PL, Flávio Bolsonaro, nas pesquisas.

A principal mudança, segundo auxiliares do presidente, foi sua integração ao grupo que discute a estratégia eleitoral de Lula. Embora seja filiado ao PSOL, Boulos passou a participar das reuniões semanais do conselho político, composto majoritariamente por integrantes históricos do PT.

Entre os nomes que integram esse núcleo estão o presidente do partido, Edinho Silva, responsável pela coordenação-geral da campanha; o ex-presidente da Petrobras Sérgio Gabrielli, encarregado do programa de governo; e o ex-prefeito de Diadema José de Filippi Jr., futuro tesoureiro. Também participam o senador e ex-ministro Camilo Santana, o dirigente Paulo Okamotto, o ex-ministro Gilberto Carvalho e a dirigente Mônica Valente.

Outros nomes próximos ao presidente, como o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, e o ministro da Secretaria de Comunicação Social, Sidônio Palmeira, também contribuem com o debate estratégico. O publicitário Raul Rabelo é apontado como provável responsável pela comunicação da campanha.

O fortalecimento de Boulos ficou evidente após a confirmação, feita pelo próprio Lula, do envio de um projeto para extinguir a escala 6x1 — proposta que havia sido inicialmente anunciada pelo ministro, mas que enfrentou resistência dentro do governo e no Congresso.

Apesar do crescimento político, sua trajetória no governo não ocorreu sem conflitos. Boulos protagonizou disputas internas, como na articulação para revogar um decreto sobre concessões de hidrovias na região amazônica, medida que enfrentava oposição de comunidades indígenas, mas contava com apoio de outros ministérios.

Mesmo com a maior proximidade com Lula, interlocutores destacam que a participação no conselho estratégico não garante acesso automático ao grupo mais restrito de confiança do presidente, formado por nomes como Fernando Haddad, Gleisi Hoffmann e Rui Costa, que deixaram seus cargos para disputar eleições.

A relação direta entre Lula e Boulos também é recente. Embora o presidente tenha apoiado sua candidatura à Prefeitura de São Paulo em 2024, esta é a primeira vez que ambos trabalham lado a lado no governo federal.

Nos bastidores, permanece a especulação sobre uma possível filiação de Boulos ao PT, movimento que poderia ampliar suas chances em futuras disputas eleitorais. No entanto, o PSOL rejeitou, em março, a proposta de federação com o partido de Lula, o que representou um revés para o ministro.

Com o presidente completando 80 anos, Boulos também é citado como um dos possíveis nomes para a sucessão política, embora enfrente concorrência dentro do próprio campo petista.

Publicado no Brasil247
09 de abril de 2026, 

9 de abr. de 2026

Caos no trafego aéreo de São Paulo Congonhas Guarulhos e Campinas estão sem receber voos

Problema no tráfego aéreo suspende pousos e decolagens em São Paulo; Aena relata falha elétrica
A CBN recebeu mensagens de ouvintes relatando dificuldades para pouso em Congonhas. Em Guarulhos, passageiros foram informados por meio do sistema de som sobre atrasos generalizados.
Por Redação

                     Quadro de voos do Aeroporto de Guarulhos — Foto: Nadedja Calado/CBN

Passageiros enfrentam atrasos na manhã desta quinta-feira (9) em aeroportos de São Paulo. O problema afeta, ao menos, o Aeroporto de Congonhas e o Aeroporto Internacional de São Paulo/Guarulhos, com relatos também envolvendo o aeroporto de Viracopos, em Campinas.

A concessionária Aena informou que foi comunicada pela torre de controle sobre uma falha elétrica que levou à suspensão das operações de pousos e decolagens em todo o espaço aéreo da capital paulista. Já a GRU Airport confirmou que as operações no aeroporto de Guarulhos foram temporariamente suspensas na manhã desta quinta devido a uma interrupção geral no controle de tráfego aéreo na região de São Paulo (TMA-SP).


A CBN recebeu mensagens de ouvintes relatando dificuldades para pouso em Congonhas. Em um dos casos, um voo vindo do Rio de Janeiro precisou permanecer sobrevoando a cidade à espera de autorização para aterrissagem. Até o momento, Congonhas tem 50 voos impactados.

Em Guarulhos, passageiros foram informados por meio do sistema de som sobre atrasos generalizados. O aviso menciona "incidentes no tráfego aéreo", sem detalhar as causas, e o painel de voos ainda não reflete completamente as mudanças.

No Terminal 2, embarques chegaram a ser iniciados, mas foram interrompidos. Passageiros aguardam novas informações sobre a dimensão dos atrasos e possíveis impactos ao longo do dia.


Leia a nota da Aena:


"A Aena foi informada pela Torre de Controle que, devido a uma falha elétrica, as operações de pousos e decolagens estão suspensas em todo o espaço aéreo de São Paulo. Outra informações podem ser obtidas com o Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea). A concessionária está tomando medidas para mitigar os impactos no Aeroporto de Congonhas."


Leia a nota da GRU Airport:


"A GRU Airport informa que os pousos e decolagens no Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos, estão momentaneamente suspensos na manhã desta quinta-feira (9). A paralização foi causada por uma interrupção geral no controle de tráfego aéreo na região de São Paulo (TMA-SP)."

Publicado no G1

09/04/2026 09h57 

8 de abr. de 2026

50 toneladas de maconha apreendidas pela PM no complexo da Maré do comando vermelho no Rio de Janeiro

Polícia apreende quase 50 toneladas de maconha em operação da PM no Complexo da Maré

Droga estava escondida em um bunker improvisado no terraço de uma fábrica e foi encontrada por equipes do Batalhão de Ações com Cães, resultando em uma das maiores apreensões de drogas no estado em uma única operação.

Polícia apreende quase 50 toneladas de maconha em operação da PM no Complexo da Maré


A Polícia Militar apreendeu quase 50 toneladas de maconha durante uma operação no Complexo da Maré, na Zona Norte do Rio, na tarde desta terça-feira (7), na comunidade da Nova Holanda.

De acordo com a PM, 48 toneladas de maconha estavam escondidas em um bunker improvisado no terraço de uma fábrica e foram encontrada por cachorros do Batalhão de Ações com Cães (BAC), resultando em uma das maiores apreensões de drogas no estado em uma única operação.

A retirada do entorpecente mobilizou dezenas de agentes por cerca de cinco horas e exigiu o uso de quatro caminhões, cada um com capacidade para cinco toneladas, para retirar a droga do local.

O galpão onde a droga estava escondida não chamava nenhuma atenção e foram os cães que farejaram a droga. “Eles são treinados justamente para isso, para em qualquer ambiente eles detectarem essa partícula de odor da droga e sinalizar para a patrulha para os homens poderem chegar ao esconderijo”, explicou o tenente-coronel Luciano Pedro, comandante do BAC.

Droga estava escondida em um bunker improvisado no terraço de uma fábrica na Comunidade Nova Holanda — Foto: Reprodução/TV Globo

Além da grande quantidade de droga, os policiais apreenderam quatro fuzis e quatro pistolas que estavam escondidos próximos ao local onde a droga foi encontrada.

Ao todo, mais de 250 policiais militares participaram da ação, incluindo agentes do Comando de Operações Especiais (COE), do Batalhão de Operações Especiais (Bope), do Batalhão de Polícia de Choque (BPChq), e do Batalhão de Rondas Especiais e Controle de Multidões (Recom). Equipes do Batalhão Tático de Motociclistas (BTM) e do 22º BPM (Maré) também reforçaram o patrulhamento no entorno para evitar interdições em vias expressas da região.


                 

PM apreende 48 toneladas de maconha durante operação no Complexo da Maré — Foto: Reprodução



Publicado no G1

Por Jefferson Monteiro, Guilherme Santos, Bom Dia Rio

08/04/2026 07h37 Atualizado há 2 horas

EUA e Israel na guerra contra o Irã saldo de mortos 1600 pessoas sendo 244 crianças

Estados Unidos e Israel deixam 1,6 mil mortos no Irã, incluindo 244 crianças
No Líbano, 1,5 mil pessoas foram assassinadas. Cessar-fogo foi firmado na noite de terça-feira
08 de abril de 2026,

                           Donald Trump e Benjamin Netanyahu (Foto: Reuters/Kevin Lamarque)

247 - O cessar-fogo anunciado no Oriente Médio ocorre após uma ofensiva que deixou ao menos 1,6 mil mortos no Irã em meio à escalada militar envolvendo Estados Unidos e Israel, além de milhares de vítimas em outros países da região. A trégua, considerada frágil, surge em um cenário de crise humanitária e continuidade de ataques, evidenciando as dificuldades para conter o conflito, informa o The New York Times.

De acordo com dados compilados pela Agência de Notícias de Ativistas de Direitos Humanos, ao menos 1.665 civis foram mortos no Irã desde o início das hostilidades, incluindo 244 crianças. Os números colocam a situação humanitária no centro das negociações internacionais e ampliam a pressão por uma solução diplomática.

O impacto da guerra se estende para além do território iraniano. No Líbano, confrontos entre Israel e o Hezbollah deixaram mais de 1,5 mil mortos. Já em países do Golfo, ataques atribuídos ao Irã provocaram ao menos 32 mortes. Em Israel, foram registradas 20 vítimas fatais, enquanto os Estados Unidos contabilizam 13 militares mortos e centenas de feridos.

O acordo de cessar-fogo, com duração de duas semanas, foi anunciado na noite de terça-feira (7) por Estados Unidos e Irã, com mediação do Paquistão. A negociação ocorreu pouco antes do prazo estipulado pelo presidente Donald Trump para que Teerã liberasse o Estreito de Ormuz, rota estratégica para o transporte global de petróleo.


Apesar do anúncio, a implementação da trégua é incerta. Na manhã desta quarta-feira (8), foram relatados novos ataques com mísseis e drones em diferentes pontos do Golfo Pérsico, indicando possíveis falhas de coordenação entre comandos militares iranianos.

Mesmo com a instabilidade no terreno, o cessar-fogo teve efeitos imediatos na economia global. O preço do petróleo caiu cerca de 15%, chegando a US$ 93 por barril. Ainda assim, permanece a dúvida sobre a segurança do Estreito de Ormuz para o tráfego marítimo internacional.

Autoridades norte-americanas informaram que os ataques dos EUA contra o Irã foram interrompidos. O ministro das Relações Exteriores iraniano, Abbas Araghchi, afirmou que o país suspenderia suas “operações defensivas” e permitiria a passagem segura pelo estreito durante o período da trégua, desde que em coordenação com suas forças armadas.

Apesar dessas sinalizações, novos episódios de tensão foram registrados. Sirenes soaram em Israel após a aproximação de mísseis balísticos iranianos, enquanto Kuwait, Catar e Emirados Árabes Unidos relataram ataques recentes. No Bahrein, autoridades informaram incêndios associados a ações atribuídas ao Irã.


O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, afirmou que o cessar-fogo não se estende ao Líbano e que as operações contra o Hezbollah continuam, incluindo uma ofensiva terrestre no sul do país. A posição diverge da apresentada pelo premiê do Paquistão, Shehbaz Sharif, que indicou um acordo com alcance mais amplo.

O período de duas semanas deverá ser utilizado para novas negociações. Donald Trump afirmou que pretende avançar na construção de um acordo de paz duradouro, enquanto o Paquistão convidou delegações dos Estados Unidos e do Irã para encontros em Islamabad.

Nos mercados financeiros, a reação foi imediata. O índice Nikkei 225, no Japão, avançou 5,4%, e as ações na Coreia do Sul subiram quase 7%. Nos Estados Unidos, os futuros do S&P 500 indicaram alta próxima de 3%.

A crise também provocou reações políticas e diplomáticas. O Papa Leão XIV classificou como “verdadeiramente inaceitável” a retórica de destruição total do Irã. No Congresso americano, parlamentares de diferentes partidos apoiaram o cessar-fogo, embora tenham surgido questionamentos sobre a legalidade da ação militar sem autorização legislativa.

Publicado no Brasil247


7 de abr. de 2026

Donald Trump é um sociopata e a guerra com Irã desorganiza a ordem mundial diz Jeffrey Sachs afirma

Sachs diz que Trump é sociopata e deve ser afastado para salvar a economia global
Economista critica comportamento do presidente dos Estados Unidos, aponta risco de escalada global e diz que hegemonia americana está em colapso.

                                     Donald Trump e Jeffrey Sachs (Foto: Reuters/ABr)

247 – O economista Jeffrey Sachs afirmou que a guerra contra o Irã está acelerando a desorganização da ordem internacional liderada pelos Estados Unidos e expondo, ao mesmo tempo, o caráter errático do governo do presidente Donald Trump e os limites reais do poder militar americano. Em entrevista ao canal do YouTube apresentado por Glenn Diesen, Sachs sustentou que o conflito não pode ser compreendido apenas como uma crise regional, mas como parte de uma disputa mais ampla sobre hegemonia, soberania e rearranjo do sistema internacional.

Ao longo da conversa, Sachs argumenta que os impactos da guerra já atingem a economia global, o equilíbrio geopolítico e os sistemas de alianças que, durante décadas, foram estruturados em torno da proteção militar dos Estados Unidos. Para ele, o problema central é que muitos países — da Europa ao Golfo, passando pelo Leste Asiático — apostaram sua segurança em uma potência cuja liderança está em declínio e cuja condução política se tornou cada vez mais imprevisível.


Sachs vê combinação explosiva entre impulsividade política e crise de hegemonia

Na avaliação do economista, dois fenômenos estão ocorrendo simultaneamente no Irã, na Ucrânia e em outras frentes de tensão. O primeiro é o que ele chama de comportamento “extraordinariamente errático” do governo dos Estados Unidos, personificado em Donald Trump. O segundo é a erosão da crença de que os EUA continuam capazes de dominar qualquer campo de batalha por meio da força bruta e da doutrina do “choque e pavor”.

Sachs foi direto ao qualificar a postura da Casa Branca. Segundo ele, “ninguém consegue racionalizar a desfaçatez, a ilegalidade, a crueldade das ações dos EUA e da retórica de Trump”. Em seguida, destacou uma das falas do presidente dos Estados Unidos sobre o Irã, que, segundo ele, causou espanto internacional: “Sua frase sobre enviar o Irã de volta à Idade da Pedra chocou todo o mundo.”

O economista também associou o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, à escalada verbal e militar. Ao comentar um discurso do premiê israelense, Sachs afirmou que se trata de uma retórica de brutalidade extrema, marcada por referências bíblicas que, em sua visão, projetam uma lógica de guerra sem limites.
“Regime violento e sem lei”

Sachs afirmou que há, tanto no exterior quanto dentro dos próprios Estados Unidos, uma percepção crescente de que o país vive sob um “regime absolutamente violento e sem lei”. Em sua leitura, isso não decorre apenas da retórica, mas também das ações militares e da celebração pública da destruição.

Ele citou, por exemplo, a reação de Trump a um ataque contra uma ponte, que matou civis, como evidência da degradação moral do comando político. Para Sachs, o fato de o presidente demonstrar satisfação diante de um episódio com mortes de não combatentes mostra que a brutalidade deixou de ser periférica e passou ao centro do discurso oficial.

Esse diagnóstico se conecta, segundo ele, à segunda grande questão do momento: a credibilidade do poder militar dos EUA.

Poder militar dos EUA é contestado, diz economista

Sachs lembrou que a tese da supremacia militar americana já foi desmentida em conflitos anteriores, do Vietnã ao Afeganistão, passando pela América Central e pelo Oriente Médio. Ainda assim, segundo ele, a mesma fórmula é reapresentada repetidamente: a de que o poderio militar dos EUA seria esmagador e inevitavelmente produziria submissão do adversário.

Para o economista, os acontecimentos recentes contradizem essa narrativa. Ele observou que, logo após Trump reiterar a ideia de força avassaladora, surgiram notícias sobre a derrubada de aviões de combate dos Estados Unidos, contra-ataques em Israel e na região do Golfo e sinais de dificuldades defensivas diante da capacidade de retaliação do Irã.

Nas palavras de Sachs, “a alegação americana e israelense de ‘choque e pavor’ esmagando o governo iraniano não é verdadeira”. Ao contrário, afirmou, “parece haver muita preocupação sob a superfície” com a capacidade de defesa diante de ataques iranianos, especialmente com mísseis.
Risco de escalada para uma guerra nuclear

Um dos trechos mais graves da entrevista é aquele em que Sachs alerta para o risco de uma escalada de proporções catastróficas. Para ele, o conflito pode se expandir e, “sem dúvida”, chegar ao patamar de uma guerra nuclear.


Ao descrever a postura israelense, o economista afirmou que o nível de violência e desumanização sugere ausência de limites. Em sua interpretação, trata-se de algo que não é apenas tático, mas ideológico.

Ao comparar Estados Unidos e Israel, Sachs apontou uma diferença importante. Segundo ele, a opinião pública americana rejeita amplamente a guerra, enquanto em Israel haveria maior apoio social à escalada.
“Uma guerra por capricho”

Questionado sobre como o conflito poderia terminar, Sachs admitiu não ver uma saída positiva clara. Ele destacou que a grande diferença, neste caso, está entre o que Trump pode fazer e o que ele está disposto a fazer. Em tese, afirmou, o presidente dos Estados Unidos “pode e deve arrumar as malas e ir para casa”, mas considerou isso pouco provável.

Ele resumiu sua avaliação com uma formulação contundente: “Isso realmente parece ser uma guerra por capricho.” E acrescentou que sequer é possível compreender claramente os objetivos do conflito.
Sachs diz que Trump é sociopata e alerta para risco global

Embora destaque fatores estruturais, Sachs atribui peso decisivo à personalidade de Donald Trump. Segundo ele, há um componente psicológico relevante na condução da guerra.

Em uma das declarações mais fortes da entrevista, afirmou: “Donald Trump é psicopático.” Para o economista, trata-se de um líder que não processa informações de forma racional e age de maneira impulsiva, paranoica e megalomaníaca.

Ele também indicou que esse tipo de liderança dificulta qualquer recuo. Segundo Sachs, figuras com esse perfil tendem a encarar conflitos como testes pessoais de poder, o que torna a desescalada muito mais difícil.
Interesses econômicos e militares também impulsionam o conflito

Sachs também chamou atenção para os interesses financeiros por trás da guerra. Ele citou empresas de tecnologia e defesa que utilizam conflitos como campo de teste para novos sistemas militares baseados em inteligência artificial.

Segundo ele, há “dezenas ou centenas de bilhões de dólares” em jogo, além de interesses políticos e econômicos ligados ao complexo militar-industrial.
Sachs pede ação de líderes globais

Como possível caminho para conter a escalada, Sachs defendeu que líderes como Vladimir Putin, Xi Jinping e Narendra Modi intervenham politicamente para pressionar Trump a interromper o conflito.

Segundo ele, o presidente dos Estados Unidos tende a ouvir dirigentes que considera seus pares. Por isso, afirmou: “Eles precisam dizer a ele para parar.”
Recado a aliados dos EUA

Outro ponto central da entrevista foi o alerta aos aliados de Washington. Sachs afirmou que países europeus e do Golfo precisam abandonar a dependência militar dos Estados Unidos e buscar maior autonomia estratégica.

Ele citou a famosa frase atribuída a Henry Kissinger: “Ser inimigo dos Estados Unidos é perigoso, mas ser amigo é fatal.”
Mundo multipolar exige nova estratégia

Para Sachs, o mundo já é multipolar e exige uma nova lógica de segurança baseada na cooperação regional e no equilíbrio entre potências. Segundo ele, a insistência na hegemonia americana é uma ilusão perigosa.

Ele concluiu com um apelo aos governos: “Olhem para a sua vizinhança, sejam amigos dos seus vizinhos. Não deixem o império americano dividir a sua própria região.”

Na avaliação do economista, a guerra contra o Irã escancarou uma realidade que já vinha se desenhando há anos: o fim da hegemonia absoluta dos Estados Unidos e a necessidade urgente de reorganização da ordem global.

Publicado no Brasil247
06 de abril de 2026,

6 de abr. de 2026

É hora de Lula começar a desenhar o futuro do Brasil, por Luís Nassif

A polarização não é mais entre esquerda-direita, entre lulistas-bolsonaristas. É entre democracia e anarquia, civilização e barbárie.

                                                             Foto de Ricardo Stuckert/PR

Resumo da notícia ​


Há um quadro complexo pela frente. A permanência da Selic em níveis elevados criou uma situação insustentável de endividamento de famílias e de empresas. No caso das famílias, o problema foi agravado pela epidemia de bets e pelas armadilhas do crédito fácil.


A guerra do Irã vai piorar a situação. De um lado, provocando aumento nos preços dos combustíveis e dos alimentos. De outro, pressionando o Copom a manter a Selic nos patamares atuais.

Ou seja, o segundo semestre, em pleno processo eleitoral, será difícil. Ainda mais com a mídia difundindo a imagem do “Flávio” amor e paz, e não acordando para os riscos flagrantes para a democracia brasileira, embutidos em sua candidatura.

É tão irracional esse exercício prematuro de antilulismo, que abre espaço para conjecturas. O que a mídia pretende? Viabilizar uma terceira via, como o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite? E quando Lula e Flávio-Paz-e-Amor forem para o 2º turno, como ficará a posição da mídia?

A polarização não é mais entre esquerda-direita, entre lulistas-bolsonaristas. É entre democracia e anarquia, civilização e barbárie. Ou alguém minimamente racional tem alguma dúvida sobre o que será o Brasil, em caso de vitória de Flávio Bolsonaro?

Ontem, nos Estados Unidos, Flávio desenvolveu um discurso plenamente alinhado com o Maga, o mais ostensivo discurso entreguista da história. Houve um pedido explícito de atenção internacional ao Brasil, menções a monitoramento externo e pressão diplomática e de entrega de terras raras, sem nenhuma contrapartida. Aliás, o mesmo fez Ronaldo Caiado, o inacreditável governador de Goiás, oferecendo as terras raras do Estado — atribuição que não cabe a nenhum governador estadual.

O discurso foi totalmente ajustado ao ambiente da CPAC, com aproximação com o trumpismo, defesa de valores da “civilização ocidental” e retórica anti-esquerda global. Um ponto indicativo do seu discurso de campanha foi apresentar o Brasil como parceiro estratégico dos EUA e potencial fornecedor de recursos e oportunidades. Em versões do discurso, chegou a dizer que o Brasil pode ser “solução” para a América. Assim como a última campanha de Milei, este será um mote de campanha: se Lula for eleito, EUA serão uma ameaça; com Flávio, serão uma oportunidade.

Seja qual for a retórica, o fato insofismável é que, antes do Maga, Flávio é um representante autêntico das milícias cariocas. Mantinha relações diretas com Adriano da Nóbrega, o chefe do escritório do crime. O Supremo Tribunal Federal já o livrou do crime das rachadinhas. Mas há uma montanha de indícios de lavagem de dinheiro que jamais mereceram a atenção da Procuradoria Geral da República.

É esse o nível de presidente que a Globo quer, que o Estadão aceita, que a Folha promove? O antilulismo tornou-se uma epidemia mortal, que ainda vai promover a destruição do país.

Por sua vez, para enfrentar essa frente complexa, cuja formação atual é de igrejas-Faria Lima-mídia-organizações criminosas que pululam em torno do bolsonarismo, Lula não pode se valer apenas do anti-bolsonarismo.

Tem que apresentar uma marca, não para o terceiro governo, que está no fim, mas para um eventual quarto governo. Uma promessa de futuro melhor, um plano de metas, um projeto de país. Precisa devolver o otimismo que marcou o país no final do seu segundo governo, quase similar ao de JK.

É hora de começar a desenhar o futuro, para não soçobrarmos como civilização e como nação.

Publicado no jornal GGN pelo jornalista Luis Nassif


Por Luis Nassif
31/03/26 • 09:36


5 de abr. de 2026

Donald Trump não estava preparado para uma Guerra com o Irã

A GUERRA DE TRUMP COLIDE COM O TUNGSTÉNIO: O IMPÉRIO QUE ENFRENTA A BLINDAGEM CHINESA...A HISTÓRIA BEM PODERÁ RECORDAR ESTA BRITAL IRONIA: A GUERRA DESTINADA A RESTAURAR A SUPREMACIA AMERICANA EXPÔS, SOBRETUDO, O SEU CALCANHAR DE AQUILES METALÚRGICO
Era apenas uma questão de tempo até que o espetáculo da omnipotência americana colidisse com uma realidade menos fotogénica do que porta-aviões: a tabela periódica dos elementos.
Enquanto Washington continua a vender a sua operação no Irão como uma demonstração de poderio civilizacional, a Foreign Policy destaca um pormenor de crueldade quase poética: a máquina de guerra americana funciona com tungsténio, terras raras, háfnio, samário e, sobretudo, dependência.
Por outras palavras, o Pentágono pode prometer "esmagar" Teerão, mas os seus projécteis perfurantes, turbinas, mísseis e componentes electrónicos respiram através de cadeias de abastecimento que Pequim controla com mão de ferro.
A parte mais irónica desta farsa imperial é que a guerra contra o Irão deveria demonstrar a restauração do poder americano. Na realidade, expõe a sua vulnerabilidade industrial. O próprio Departamento de Defesa dos EUA teve de fazer um apelo urgente, na véspera dos ataques, para garantir o fornecimento de 13 minerais críticos, incluindo tungsténio, grafite, níquel e diversos elementos de terras raras. A Reuters revelou que este pedido foi feito pouco antes do início das operações.
Em síntese: o império entra em guerra e descobre que os seus stocks estratégicos se assemelham ao stock de uma farmácia na véspera de uma epidemia.
O tungsténio, um metal que o público em geral ignora com notável indiferença, é, no entanto, um dos pilares da guerra moderna. Densidade extrema, excepcional resistência ao calor, capacidade de endurecer o aço e de ser utilizado em munições antitanque: é a espinha dorsal silenciosa do poder de fogo.
E quem domina a produção global? A China. Quase 80% da oferta global, segundo análises recentes citadas pela Foreign Policy.
O cenário torna-se então quase cómico: Washington afirma estar a travar simultaneamente um confronto estratégico com Pequim e uma guerra prolongada contra o Irão, tudo isto enquanto depende de fluxos de minerais que a China pode abrandar, filtrar ou encarecer.
A superpotência militar do século XXI está a descobrir que pode ficar sem metal antes de ficar sem retórica.
O aspecto mais corrosivo é a contradição doutrinal. Há meses que a Casa Branca tem vindo a propagar a narrativa de uma América “desvinculada” e soberana que regressou à produção doméstica. No entanto, o Departamento de Estado reconhece oficialmente a necessidade de construir cadeias de abastecimento “seguras e resilientes” para minerais críticos com os seus aliados.
Tradução diplomática: não temos o que precisamos, e depressa.
A arrogância estratégica transforma-se aqui num exercício de manipulação política. Fala-se de guerra total, de domínio regional e de restauração da credibilidade americana, enquanto os bastidores da indústria revelam uma verdade bem menos heróica: a guerra moderna já não se resume a bombardeiros, mas também envolve minas, refinarias, metalurgia e prazos de produção medidos em anos.
O problema, portanto, não é apenas iraniano. A verdadeira linha da frente é a cadeia de abastecimento sino-americana.
Trump queria demonstrar que os Estados Unidos podiam atacar onde e quando quisessem. O resultado é a demonstração oposta: a capacidade de ataque americana ainda depende da infra-estrutura industrial que externalizou ou abandonou nas últimas duas décadas.
O Irão já não é apenas um teatro de operações; está a tornar-se um barômetro industrial. A sátira aqui é quase óbvia: está inscrita na própria essência dos projécteis. Uma guerra travada em nome do poder, revelando dependência.
Um império armado até aos dentes, mas dependente dos minerais do seu rival sistémico. Uma Casa Branca que promete resolução estratégica enquanto corre, de pasta na mão, em direção aos consórcios mineiros. A grande águia imperial descobre que está a voar com penas importadas.
E enquanto a retórica marcial satura os ecrãs, o verdadeiro equilíbrio de poder desenrola-se longe do estreito de Ormuz: nas minas de tungsténio, nas centrais de separação de terras raras e nos terminais portuários asiáticos.
A história bem poderá recordar esta brutal ironia: a guerra destinada a restaurar a supremacia americana expôs, sobretudo, o seu calcanhar de Aquiles metalúrgico.
O império do fogo por um fio, por algumas toneladas de pólvora."

4 de abr. de 2026

Após 1 mês de guerra EUA e Israel contra o Irã registram perdas de US$ Bilhões de dólares

Após um mês de guerra, EUA registram perdas bilionárias em aeronaves e sistemas de defesa

Um dos casos mais recentes ocorreu nesta segunda e envolve aeronave de até US$ 500 milhões (R$ 2,6 bilhões) atingida por míssil iraniano na Arábia Saudita

                        Avião-radar dos EUA é atingido na Arábia Saudita — Foto: UGC / AFP

Após cerca de um mês de conflito, sistemas de radar, aeronaves e drones dos Estados Unidos foram danificados ou destruídos em uma série de ataques iranianos, incidentes de fogo amigo e acidentes operacionais no Oriente Médio. A estimativa mais recente aponta que os custos iniciais das perdas e reposições variam entre US$ 1,4 bilhão (R$ 7,32 bilhões) e US$ 2,9 bilhões (R$ 15,17 bilhões), segundo Elaine McCusker, que foi responsável pelo orçamento do Pentágono e atualmente acompanha os custos do conflito para o American Enterprise Institute.


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Os dados referem-se apenas às três primeiras semanas da guerra, período marcado por ataques com mísseis balísticos e drones iranianos contra bases e ativos dos EUA e de seus aliados. O Pentágono deve incluir essas perdas em um pedido suplementar de US$ 200 bilhões (R$ 1,046 trilhão), enviado à Casa Branca há cerca de três semanas.

Aeronaves atingidas e perdas em série

Entre os episódios mais relevantes está o abate acidental de três caças F-15E Strike Eagle por um F/A-18 Hornet do Kuwait, em 1º de março. Todos os seis tripulantes sobreviveram após ejeção. Cada aeronave F-15E é avaliada em cerca de US$ 100 milhões (R$ 523 milhões).

 
                                                    Caça F-15 — Foto: Divulgação


Outro caso envolve um F-35A Lightning II, que realizou um pouso de emergência em 19 de março. O Irã afirma ter atingido o caça. O modelo custa aproximadamente US$ 82,5 milhões (R$ 431,5 milhões).


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As operações aéreas também registraram perdas fora de combate direto. Em 12 de março, um avião-tanque KC-135 Stratotanker caiu após colidir com outra aeronave do mesmo modelo sobre o Iraque, matando seis tripulantes. Outros cinco KC-135 foram danificados em um ataque com mísseis iranianos à Base Aérea Príncipe Sultan, na Arábia Saudita. Como o modelo não é mais fabricado pela Boeing, a substituição deve ocorrer com o KC-46 Pegasus, estimado em US$ 165 milhões (R$ 862,9 milhões) por unidade.


Boeing KC-135 Stratotanker é uma aeronave militar americana de reabastecimento aéreo — Foto: Wikipedia


A frota de drones também foi afetada. Mais de uma dúzia de MQ-9 Reaper foram perdidos, incluindo ao menos oito abatidos por mísseis, três destruídos em solo e um derrubado por engano por um aliado do Golfo. Produzidos pela General Atomics, os modelos mais antigos custam cerca de US$ 16 milhões (R$ 83,7 milhões), enquanto o MQ-9B SkyGuardian chega a US$ 30 milhões (R$ 156,9 milhões).

Radar atingido e fragilidade exposta

Um dos episódios mais recentes e sensíveis envolve a destruição de um avião-radar xSentry, atingido por um míssil iraniano na base de Prince Sultan, na Arábia Saudita. A aeronave, usada para controle do espaço aéreo em um raio de até 400 km, teve a parte traseira e os sistemas de radar danificados. Estima-se que cada unidade, com modernizações, custe até US$ 500 milhões (R$ 2,6 bilhões).

                                 O E-3 Sentry destruído em ataque iraniano — Foto: UGC / AFP

O modelo, baseado no Boeing 707, não possui substituto imediato na Força Aérea americana. O sucessor previsto, o E-7 Wedgetail, ainda não foi incorporado pelos EUA.

O ataque ocorreu em uma base sem hangares reforçados, o que expôs aeronaves ao ar livre — vulnerabilidade também observada em conflitos recentes, como na guerra da Ucrânia. Imagens de satélite e registros geolocalizados, divulgados por fontes iranianas e canais comerciais chineses, mostraram os danos.

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A ofensiva também atingiu sistemas de defesa em solo. Um radar AN/TPY-2, parte do sistema antimísseis THAAD, foi atingido na Jordânia. Avaliado em pelo menos US$ 300 milhões (R$ 1,57 bilhão), o equipamento é usado para rastrear mísseis balísticos.
O Irã atacou o radar AN/TPY-2 do sistema THAAD na Jordânia, usado para rastrear mísseis balísticos e avaliado em pelo menos US$ 300 milhões (R$ 1,55 bilhão) — Foto: O GLOBO


No Catar, o radar AN/FPS-132 da Base Aérea de Al-Udeid também sofreu danos. O sistema, capaz de monitorar múltiplos alvos simultaneamente, custa cerca de US$ 1 bilhão (R$ 5,23 bilhões).
O Irã também atingiu sistemas de defesa no Golfo, incluindo o radar AN/FPS-132 no Catar — Foto: O GLOBO


Publicado por :
Por O GLOBO — Estados Unidos

01/04/2026 

2 de abr. de 2026

A guerra entre Israel e Irã e suas dimensões e consequências para o Oriente Médio

 O cenário em Israel neste 25 de março de 2026 é de uma economia de guerra operando sob estresse extremo, com danos que superam as métricas de conflitos anteriores devido à saturação tecnológica dos ataques.

Abaixo, o relatório técnico do tamanho do estrago:

1. Dimensão Militar: Exaustão de Defesa e Danos Diretos

Saturação de Defesa: O custo operacional para interceptar enxames de drones e mísseis hipersônicos iranianos drenou bilhões de shekels em poucas semanas. O sistema Arrow 3 e a Funda de Davi operam no limite da capacidade de estoque de interceptores.

Bases Aéreas: Relatórios indicam danos estruturais em pistas e hangares nas bases de Nevatim e Tel Nof. Embora a Força Aérea (IAF) mantenha a capacidade de decolagem, a logística de manutenção em solo foi comprometida por ataques de precisão.

Inteligência: Unidades de monitoramento no norte (Monte Hermon) e bases de sinais no Negev sofreram impactos de drones suicidas, gerando "pontos cegos" temporários na rede de detecção precoce.



2. Infraestrutura Logística e Civil

Portos e Terminais: O porto de Eilat está virtualmente paralisado devido ao bloqueio Houthi no Mar Vermelho. No Mediterrâneo, os portos de Ashdod e Haifa operam sob protocolos de emergência, com queda acentuada no desembarque de carga geral devido ao risco de mísseis de cruzeiro.

Energia: A infraestrutura de gás natural no Mediterrâneo (plataformas como Leviathan) teve a produção suspensa diversas vezes por ameaças diretas, impactando a autossuficiência energética e as exportações para o Egito e Jordânia.

Malha Viária: Pontos nodais de transporte e depósitos de suprimentos no centro do país foram atingidos, dificultando o deslocamento rápido de reservistas e suprimentos civis.

3. Impacto Econômico: O Custo da Paralisia

PIB e Déficit: Projeções indicam uma retração acentuada do PIB para 2026. O déficit público disparou para cobrir os custos de mobilização de centenas de milhares de reservistas e a reconstrução de áreas atingidas.

Setor de Tecnologia: O "Coração de High-Tech" de Israel sofre com a fuga de capital e a ausência de mão de obra qualificada (convocada para as frentes de combate), comprometendo o setor que representa a maior parte das exportações do país.

Turismo e Consumo: O setor de turismo foi zerado. O consumo interno está restrito a itens essenciais, com a inflação de alimentos e energia subindo devido ao custo do frete internacional desviado.



Conclusão Técnica: O Vetor de Risco

O estrago em Israel hoje não é apenas físico, mas sistêmico. A estratégia iraniana de "morte por mil cortes" (ataques persistentes de baixa e alta intensidade por múltiplos aliados) visa exaurir a economia israelense a longo prazo. O risco de um erro de cálculo que leve Israel a uma resposta nuclear tática para interromper o colapso econômico mantém o protocolo de Destruição Mútua Assegurada no nível de alerta máximo.

Publicado na rede social sem a identificação do autor

Os Estado Unidos da America é somente para parte dos americanos

Aliado dos EUA é capacho. Pra eles não há amigos, há interesses. E todo o mundo, todos os povos, qualquer pessoa fora dos brancos euro-estadunidenses, os famosos WASP ( White, branco, Anglo-Saxônico e Protestante) é caricatura de gente, não é gente, não merece consideração. Como os europeus, nos séculos do colonialismo. Eu chego com os canhões e imponho meus interesses, mesmo à custa do extermínio das populações locais.
Essa mentalidade está vindo à tona, em processo de mutação coletiva, humana, planetária. Vindo à tona pra ser superada.
O processo é mais que planetário, é universal. E é bom lembrar que a gente nem conhece o universo todo, nem sabe se é todo ou não tem fim.
Tenho cá comigo minhas loucas e variadas possibilidades, sabendo que há infinitas possibilidades além do que posso imaginar.
Nenhuma religião me convence, nenhuma explicação me satisfaz. E não tenho nenhum problema com minha ignorância a respeito das coisas universais, da espiritualidade, do universo além da matéria, sentimentos, desejos, objetivos, satisfações ou frustrações, simpatias e antipatias, acasos e coincidências...
Dos que se agarram a "verdades" eu guardo distância. Tenho direito à dúvida e duvido que o Deus que me deu o raciocínio, a capacidade de entender as coisas, me proíba de pensar, de questionar, de perceber falhas, de usar meu sentimento, meu senso de justiça pra decidir meus caminhos.
Cada um vê Deus com os olhos que tem, a partir do que se é, em valores e comportamentos, desejos e objetivos, sentimentos e caráter. O resto é respeito ou desrespeito.
Não reconheço o Deus do desrespeito, da agressão, do ódio e do conflito.
Publicado no Facebook de Eduardo Marinho