7 de mai. de 2026

Foi um bom encontro entre o presidente Lula do Brasil e Donald trump dos EUA

“Trump não terá qualquer influência nas eleições brasileiras”, diz Lula
Presidente afirma que disputa no Brasil será decidida pelo povo e rejeita interferência estrangeira após encontro com líder dos EUA
07 de maio de 2026, 17:04 hAtualizado em 07 de maio de 2026, 17:22 h
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                 Lula, Donald Trump e as delegações em Washington (Foto: Ricardo Stuckert/PR)


247 - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta quinta-feira (7), em Washington, que Donald Trump não terá “qualquer influência nas eleições brasileiras” e defendeu que a escolha do futuro político do país cabe exclusivamente ao povo brasileiro. A declaração foi dada após reunião com o presidente dos Estados Unidos na Casa Branca, em um encontro que também tratou de comércio, tarifas, crime organizado e minerais críticos.

Ao responder a uma pergunta sobre a possibilidade de interferência de Trump na política nacional, Lula afirmou que não considera legítimo que presidentes estrangeiros tentem influenciar processos eleitorais de outros países. O presidente brasileiro relacionou o tema à defesa da soberania nacional e disse que qualquer disputa interna deve ser resolvida apenas pelos eleitores brasileiros.


“Se ele tentou interferir nas eleições brasileiras, ele perdeu. Porque eu ganhei as eleições”, disse Lula.

O presidente afirmou ainda que a soberania eleitoral do Brasil não será colocada em discussão em reuniões internacionais. Segundo Lula, a relação entre chefes de Estado deve partir do respeito mútuo aos mandatos conferidos pelas populações de cada país.


“Eu não acredito que ele vá ter qualquer influência nas eleições brasileiras. Até porque quem vota é o povo brasileiro”, declarou.

Lula também foi questionado se havia tratado com Trump da eleição brasileira prevista para o fim do ano e sobre eventual apoio do presidente norte-americano a setores da oposição. O presidente descartou a hipótese de discutir o tema com qualquer liderança estrangeira.

“Não existe nenhuma possibilidade de eu discutir esse assunto com qualquer presidente de qualquer país do mundo. Esse é um assunto brasileiro”, afirmou.
Soberania como limite da relação bilateral

Apesar da ênfase na boa relação construída com Trump, Lula deixou claro que democracia e soberania são pontos fora de negociação. O presidente disse que o Brasil está aberto a conversar com os Estados Unidos sobre qualquer tema de interesse bilateral, mas ressaltou que decisões políticas internas pertencem exclusivamente ao país.

“A única coisa que nós não abrimos mão é da nossa democracia e da nossa soberania. O resto é tudo discutível”, declarou.

Para Lula, a eventual tentativa de um presidente estrangeiro de interferir em eleições de outro país contraria princípios básicos de convivência democrática entre nações. Ele afirmou que o respeito à autodeterminação dos povos deve orientar a relação entre Brasil e Estados Unidos.

“Eu acho que não é uma boa política um presidente de outro país ficar interferindo nas eleições de outro país”, disse.

O presidente acrescentou que essa posição vale também para o Brasil em relação aos Estados Unidos. Lula afirmou reconhecer Trump como presidente eleito pelo povo norte-americano e disse que não cabe ao governo brasileiro questionar a decisão dos eleitores dos EUA.


“O meu respeito ao presidente Trump é porque ele foi eleito pelo povo americano. E só pelo fato de ele ter sido eleito pelo povo americano, não cabe a mim questionar”, afirmou.
Relação com Trump

Mesmo ao rejeitar qualquer influência externa sobre a política brasileira, Lula avaliou positivamente a relação com Trump. Segundo ele, o diálogo entre os dois evoluiu desde o primeiro contato, durante a Assembleia Geral da ONU, passando por telefonemas e por um encontro anterior na Malásia.

“A nossa relação é muito boa, mas muito boa. Eu diria uma relação que pouca gente acreditava que pudesse acontecer com tanta rapidez”, afirmou.

Lula disse acreditar que Trump gosta do Brasil e demonstrou interesse em fortalecer acordos com os Estados Unidos. O presidente brasileiro defendeu que a relação bilateral avance em áreas como comércio, investimentos, infraestrutura e transição energética, desde que respeitados os interesses nacionais.

“Eu tenho razões para acreditar que o Trump gosta do Brasil. E por isso eu quero que ele saiba que nós brasileiros temos interesse em fazer os melhores acordos com os Estados Unidos”, disse.
Comércio e tarifas também entraram na pauta

A reunião também abordou divergências comerciais entre os dois países. Lula afirmou que propôs a criação de um grupo de trabalho para discutir tarifas e apresentar uma proposta em até 30 dias. Segundo ele, Brasil e Estados Unidos precisam tratar o tema de forma objetiva, com metas e prazos definidos.

“Quem tiver errado vai ceder. Se alguém tiver que ceder, nós vamos ceder. Se vocês tiverem que ceder, vocês vão ter que ceder”, afirmou.

Questionado sobre o risco de novas tarifas norte-americanas contra produtos brasileiros, Lula disse estar otimista. O presidente afirmou que há divergências entre os dados apresentados pelos dois governos, mas defendeu que o diálogo técnico pode destravar o impasse.

“Olhe para a minha fisionomia. Você acha que eu estou otimista ou pessimista? Eu estou muito otimista”, disse.
Democracia e diálogo

Lula afirmou que a boa relação entre Brasil e Estados Unidos pode servir como exemplo internacional por envolver as duas maiores democracias do hemisfério. O presidente disse que a aproximação com Trump não elimina diferenças, mas permite que temas sensíveis sejam discutidos diretamente.

Segundo Lula, o Brasil está preparado para tratar de qualquer assunto com qualquer país, desde que a conversa preserve os princípios democráticos e a soberania nacional.

“O Brasil está preparado para discutir com qualquer país do mundo qualquer assunto. Nós não temos veto, não tem assunto proibido”, afirmou.

Publicado no Brasil247
Conteúdo postado por:
Redação Brasil 247

5 de mai. de 2026

Em treino no Santos o jogador Neymar agrediu o jogador Robinho filho imprensa internacional repercute

Imprensa mundial detona Neymar após jogador agredir Robinho Jr com rasteira e tapa: "é um problema nacional"
Veículos da Espanha, de Portugal e da França destacaram o atrito no treinamento santista

Neymar Jr. (Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil)

247 - Neymar voltou ao centro de uma polêmica após se desentender com Robinho Jr durante treino do Santos no domingo (3), no CT Rei Pelé. O episódio começou depois que o camisa 10 se irritou ao ser driblado pelo jovem atacante durante uma atividade do elenco.

A informação foi publicada inicialmente pelo ge. Segundo a apuração, Neymar e Robinho Jr discutiram na sequência do lance, depois que o atacante pediu ao companheiro para “maneirar”. A confusão evoluiu para um empurra-empurra, e Neymar teria dado um tapa e aplicado uma rasteira no jovem jogador.

O episódio ganhou repercussão não apenas no Brasil, mas também na imprensa internacional. Veículos da Espanha, de Portugal e da França destacaram o atrito no treinamento santista e associaram a confusão ao momento turbulento vivido pelo atacante na temporada.

O jornal Sport, da Espanha, classificou o caso como “outra gafe” de Neymar. A publicação afirmou que o jogador voltou a se colocar no centro de uma controvérsia em um momento importante de sua trajetória.

“Neymar encontra-se no centro da polêmica semana após semana. Em uma temporada de Mundial na qual o ex-jogador do Barcelona sonha em disputar seu último grande torneio com a seleção do Brasil, seu comportamento tanto dentro quanto fora de campo continua deixando muito a desejar”, escreveu o jornal.
Jornais europeus destacam tensão no Santos

A repercussão também chegou a Portugal. O jornal A Bola abordou a discussão entre Neymar e Robinho Jr e citou um “mal-estar nos bastidores do clube” após o conflito ocorrido no CT Rei Pelé.

Na Espanha, o AS adotou um tom direto ao abrir sua reportagem afirmando que “Neymar perdeu a cabeça”. O veículo também mencionou o silêncio do Santos diante do caso e relacionou o episódio ao momento delicado do atacante.

“O clube se manteve em silêncio após o incidente, tentando deixar para trás um dos momentos mais difíceis da temporada, mas a investigação ainda está em andamento. Em meio à luta pela classificação para a Copa do Mundo, esse episódio coloca Neymar em uma situação muito delicada”, publicou o veículo.

Na França, o Le Parisien descreveu a cena como “surpreendentemente tensa” e lembrou a relação de proximidade entre Neymar e Robinho Jr. O jornal destacou que o camisa 10 havia assumido uma espécie de papel de referência para o jovem atacante no Santos.

“Ele chegou a assumir o papel de mentor de Robinho Júnior, que surgiu nas categorias de base do Santos e integra o time principal desde o início de 2025”, escreveu a publicação.
Marca vê dimensão nacional no caso

O Marca, da Espanha, também repercutiu o desentendimento e afirmou que os nomes envolvidos na confusão “elevam o incidente a quase um problema nacional no Brasil”.

A avaliação do jornal espanhol reflete o peso simbólico dos personagens envolvidos. Neymar é o principal nome do Santos e um dos jogadores brasileiros mais conhecidos no mundo, enquanto Robinho Jr carrega o sobrenome de um ex-atacante revelado pelo clube e que marcou época no futebol brasileiro.


O episódio também chama atenção por ocorrer em um ambiente de treinamento, em um momento no qual o Santos tenta manter o foco na sequência da temporada. A repercussão internacional ampliou a pressão sobre Neymar, que busca retomar ritmo competitivo e permanecer no radar da seleção brasileira.
Promessa antiga voltou à tona

A discussão com Robinho Jr ganhou ainda mais destaque porque, um ano antes, Neymar havia feito uma promessa pública ao jovem. Na ocasião, Robinho, pai do jogador santista, havia sido preso no Brasil para cumprir condenação de nove anos por estupro na Itália, em caso ocorrido em 2013.

À época, Neymar publicou uma mensagem de apoio a Robinho Jr nas redes sociais e relembrou a relação que teve com o pai do jovem durante sua trajetória no Santos.

“Teu pai cuidou de mim e eu cuidarei de você”, escreveu Neymar.

A frase voltou a circular após a notícia do atrito no treino. Antes do desentendimento, a relação entre Neymar e Robinho Jr era tratada como próxima nos bastidores do Santos, justamente em razão do vínculo histórico entre o camisa 10 e a família do jovem atacante.
Caso aumenta pressão sobre Neymar

O novo episódio ocorre em uma fase de alta exposição para Neymar. Além da cobrança por desempenho dentro de campo, o atacante convive com questionamentos sobre comportamento, condição física e capacidade de liderar o Santos em uma temporada de grande pressão.

A repercussão internacional mostra que cada movimento do jogador continua sendo acompanhado de perto fora do Brasil. A discussão com Robinho Jr, embora tenha ocorrido em um treino interno, ganhou dimensão maior por envolver um atleta em formação e por contrastar com a promessa feita anteriormente pelo camisa 10.

No Santos, o desafio agora é evitar que o episódio afete o ambiente do elenco. Para Neymar, a polêmica reforça a necessidade de controlar desgastes fora de campo em um momento decisivo de sua carreira e de sua relação com o clube que o revelou.

Publicado no Brasil 247

Conteúdo postado por:
Laís Gouveia
04 de maio de 2026

4 de mai. de 2026

O presidente Lula vai se reunir com Donald Trump no EUA

Lula viajará aos EUA e se reunirá com Trump na quinta-feira
Visita ocorre após adiamento por tensão com Irã e marca retomada de agenda bilateral entre Brasil e Estados Unidos

Kuala Lampur, Malásia - 26/10/2025 - Presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante encontro com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, durante o 47ª Cúpula da Associação de Nações do Sudeste Asiático-ASEAN (Foto: Ricardo Stuckert/PR)

247 - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva viajará aos Estados Unidos nos próximos dias para se reunir com o presidente Donald Trump. O encontro está previsto para ocorrer na quinta-feira, na Casa Branca, em Washington.

De acordo com informações publicadas pelo jornal O Globo, a visita vinha sendo organizada pelas equipes dos dois governos e havia sido inicialmente planejada após uma conversa telefônica entre os líderes, realizada em janeiro deste ano.

A viagem, no entanto, acabou adiada em razão da escalada de tensões envolvendo a ofensiva militar dos Estados Unidos contra o Irã, alvo de críticas por parte do presidente brasileiro.
viagem foi adiada por crise internacional

O adiamento ocorreu em meio ao aumento da instabilidade no Oriente Médio, após ações militares americanas contra o território iraniano. Lula manifestou posição crítica em relação à ofensiva, o que contribuiu para o adiamento da agenda bilateral.


Apesar das divergências, interlocutores dos dois governos mantiveram o diálogo aberto, o que permitiu a retomada das tratativas para a realização do encontro presencial.

A expectativa é de que a reunião na Casa Branca sirva para reaproximar as agendas diplomáticas entre Brasil e Estados Unidos, em um momento de tensões geopolíticas mais amplas.
encontro busca fortalecer relações bilaterais

A reunião entre Lula e Trump deve abordar temas estratégicos da relação entre os dois países, embora os detalhes da pauta ainda não tenham sido divulgados oficialmente.

O encontro ocorre em um contexto internacional marcado por conflitos e disputas geopolíticas, o que pode influenciar diretamente o tom das conversas entre os dois chefes de Estado.

Além disso, a visita representa uma tentativa de reforçar canais diplomáticos e reposicionar o Brasil no diálogo com uma das principais potências globais.

Publicado no Brasil247

Conteúdo postado por:
Aquiles Lins
04 de maio de 2026